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Bolsas mundiais sobem, com investidores monitorando Fed e Ucrânia; IPCA de março e mais assuntos do mercado hoje

Índices futuros dos EUA avançam em continuidade ao movimento da véspera, depois de dias de queda com preocupação sobre aperto monetária do Fed

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem nesta manhã de sexta-feira (8), enquanto mercados asiáticos fecharam em leve alta, com investidores avaliando o ritmo dos planos de aperto monetário do Federal Reserve (Fed) e notícias da Ucrânia.

O Congresso dos EUA votou para revogar o status comercial da Rússia e proibir as importações de petróleo e gás, além de proibir todos os novos investimentos no país e sancionar as filhas do presidente Vladimir Putin, após relatos de estupro e tortura contra civis pelas forças russas na Ucrânia.

As atrocidades foram condenadas por membros do G-7, que votaram pela remoção da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU. 

A União Europeia também aprovou novas sanções contra a Rússia, incluindo um embargo histórico às importações russas de carvão.

Investidores continuam de olho nas consequências dos rígidos controles de Covid-19 da China, enquanto o país enfrenta outro aumento de casos, potencialmente interrompendo ainda mais as cadeias de suprimentos globais.

Acompanhe:

Na frente econômica, o relatório de estoques no atacado nos EUA será divulgado às 11h desta sexta-feira.

O mercado também está de olho na temporada de resultados corporativos em Wall Street, que começará na próxima semana com a divulgação de números de cinco grandes bancos.

Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), referente a março, com projeção Refinitiv de alta de 1,3% ante fevereiro e de 10,98% na comparação anual. 

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com leves ganhos nesta manhã, seguindo o movimento da reta final do pregão da véspera em Wall Street. 

A maioria dos índices de ações subiu na véspera após investidores comprarem papéis desvalorizados nesta quinta-feira e o rendimento dos Treasuries de dez anos atingiu um pico em três anos, na esteira de sinais “hawkish” (agressivos contra a inflação) do banco central dos Estados Unidos.

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, membro votante no Comitê Federal de Mercado Aberto do banco central dos Estados Unidos neste ano, disse na véspera que o Fed continua atrasado em sua luta contra a inflação, apesar de aumentos nas taxas de hipoteca e nos rendimentos de títulos do governo. Um dia antes, a ata da reunião de março do Fed sugeriu que a redução do balanço do banco central poderia começar no próximo mês.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,35%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,34%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,45%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, na esteira do avanço dos mercados americanos. Contudo, as ações de tecnologia chinesas caíram pelo terceiro pregão seguido, com os investidores observando a situação da Covid na China.

Em Xangai, houve recorde de casos pelo sexto dia. A política governamental de isolamento não vem surtindo o efeito esperado e a expectativa é que as consequências sejam não somente para o crescimento da economia chinesa (vide os PMIs nas mínimas e revisões baixistas para o PIB), bem como para o comércio mundial.

  • Shanghai SE (China), +0,47%
  • Nikkei (Japão), +0,36% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,29% 
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,17%

Europa

Os mercados europeus avançam para encerrar uma semana de negociação volátil, com investidores avaliando o ritmo dos planos do Fed de apertar seu balanço patrimonial e aumentar as taxas de juros para conter a inflação, bem como notícias vindas da guerra na Ucrânia.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,04%
  • DAX (Alemanha), +1,44%
  • CAC 40 (França), +1,08%
  • FTSE MIB (Itália), +1,96%

Commodities

Os preços do petróleo avançam nesta sexta-feira, mas encaminhando para perdas acumuladas de cerca de 3% na semana, depois que os países consumidores concordaram em liberar 240 milhões de barris de petróleo dos estoques de emergência para ajudar a compensar a interrupção do fornecimento russo. 

  • Petróleo WTI, +0,54%, a US$ 96,55 o barril
  • Petróleo Brent, +0,51%, a US$ 101,09 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 0,66%, a 918,50 iuanes, o equivalente a US$ 144,42

Bitcoin

  • Bitcoin, +0,78% a US$ 43.842,64 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Hoje será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), referente a março. O Itaú espera que o índice venha com uma variação positiva de 1,33% em relação a fevereiro, levando a taxa de 12 meses a 10,98%. “A leitura será pressionada por preços regulados, refletindo, principalmente, os ajustes anunciados pela Petrobras em meados de março”, diz análise do Itaú. Na visão do banco, itens fora do núcleo da inflação, como alimentação em casa e veículos novos e usados também podem seguir pressionados. Já o núcleo da inflação, de bens e serviços, devem se manter em níveis elevados, “sem mostrar sinais de desaceleração”.

“É importante notar que essa leitura está sujeita a um alto grau de incerteza, por conta de aumentos nos preços dos combustíveis e a dificuldade de avaliar repasses das refinarias para os consumidores finais”, avalia o banco. 

Hoje também saem os dados de produção agrícola pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os números de março da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Brasil

9h: IPCA de março, com projeção Refinitiv de alta de 1,3% frente fevereiro e de 10,98% na comparação anual

EUA

11h: Estoques no atacado de fevereiro, com consenso Refinitiv de alta mensal de 2,1%

15h: Contagem de sondas Baker Huhghes

3. Governo deve propor meta de déficit de R$ 66 bilhões em 2023 

O governo decidiu propor uma meta fiscal de déficit de aproximadamente 66 bilhões de reais para 2023, segundo fontes ouvidas pelo Estadão e pela Reuters, ressaltando que as novas projeções da pasta apontam que as contas do governo central só voltarão ao azul em 2025.

Pelos cálculos da equipe econômica, o rombo em 2024 deve ficar próximo a 28 bilhões de reais. Em 2025, após onze anos no vermelho, o saldo passaria para o campo positivo, com superávit de 33 bilhões de reais.

Alta nos juros deve levar a inflação a ceder nos próximos meses, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem (7), que o aumento de juros promovido pelo Banco Central (BC) deve levar a inflação a ceder nos próximos meses. 

“Os Bancos Centrais do mundo inteiro dormiram ao volante, o nosso acordou primeiro. O Brasil é a única grande economia que conseguiu zerar o déficit. A política monetária já está em posição para combater a inflação, que deve começar a ceder”, disse o ministro.

Guedes fala em corrigir tabela do Imposto de Renda

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a afirmar que o governo pretende usar o aumento da arrecadação para revisar a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro em 2018. 

“Conversamos se corrigimos a tabela de IR agora ou deixamos para primeira ação de novo governo. Não queremos usar toda a alta de arrecadação de uma vez, vamos devolver apenas parte para não corrermos riscos fiscais”, afirmou o ministro.

Segundo Guedes, o governo quer avançar também no Refis do Simples e na isenção de impostos para investidores estrangeiros. Ele reclamou, porém, que as medidas gestadas na Economia e enviadas à Casa Civil acabam sendo alteradas pela ala política.

Campos Neto: Se EUA fizerem demais, há custo extra de gerar desorganização de mercados

Em meio à incerteza sobre o ritmo de aumento de juros nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, considerou ontem que os movimentos do Federal Reserve devem levar em conta o risco de estresse nos mercados em caso de um excesso de dosagem na elevação dos Fed Funds.

“Se os Estados Unidos fizerem demais, há um custo extra de gerar desorganização dos mercados”, comentou o presidente do BC ao participar de live da Legend Investimentos.

O presidente do BC citou observações de analistas de que os Estados Unidos, um país que se acostumou a ter inflação baixa, terá que subir os juros a patamar restritivo caso a alta dos preços se mostre mais persistente.

Ciro Nogueira descarta, por ora, subsídios a combustíveis

O ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) afirmou hoje que o governo não tem a intenção de alterar a política de preços da Petrobras e que a ideia de um subsídio para conter a inflação dos combustíveis está, no momento, descartada, informa a Folha.

4. Covid

Na última quinta, o Brasil registrou 253 mortes e 28.124 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 168, recuo de 33% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 21.188, o que representa baixa de 34% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 176.102.451 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 81,97% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 166.598.264 pessoas, o que representa 77,55% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 80.560.901 pessoas, ou 37,5% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que “é preciso dar um voto de confiança” à nova gestão da Petrobras (PETR3; PETR4), após o governo indicar José Mauro Ferreira Coelho para a presidência e Marcio Andrade Weber para o comando do conselho de administração da estatal.

Gol (GOLL4)

O Conselho de Administração da Gol aprovou um aumento de capital no montante  de, no mínimo, R$ 948,3 milhões e, no máximo, R$ 2,873 bilhões.

Os acionistas da companhia terão direito de preferência para a subscrição de ações preferenciais e poderão subscrever ou ceder seus direitos de preferência a terceiros. O prazo de exercício do direito de preferência será de 30 dias, contados de 13 de abril de 2022, encerrando-se em 13 de maio de 2022. 

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar (UGPA3), por meio da subsidiária Ultrapar International, inicia oferta de recompra de bonds com vencimento em 2026 e 2029.

A operação de recompra está sujeita ao limite máximo de US$ 550 milhões.

Lojas Renner (LREN3

A varejista de moda elevou o pagamento de JCP de R$ 0,143910 para R$ 0,144175 por ação. 

O ajuste foi em decorrência da operação de recompra de 1,8 milhão ações de   emissão da companhia. O Valor bruto total permanece em R$ 141,4 milhões.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias registrou queda de 3,7% no tráfego de veículos no primeiro trimestre de 2022.

(Com Estadão, Bloomberg e Agência Brasil)

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