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Bolsas em queda, PEC dos Precatórios e dados de desemprego; veja esses e mais assuntos que vão movimentar o mercado

Bolsas operam em queda após declarações do CEO da Moderna de que as vacinas existentes podem ser menos efetivas contra Ômicron

Por  Equipe InfoMoney -

As bolsas operam em queda nesta manhã após declarações do CEO da farmacêutica Moderna, Stephane Bancel, ao Financial Times, de que as vacinas existentes possam sejam menos efetivas contra a Ômicron.

Na segunda-feira, Bancel havia afirmado à rede CNBC que podem levar meses até que uma vacina específica contra a variante seja desenvolvida e distribuída.

Hoje, às 12h, está prevista a participação do presidente do Fed, Jerome Powell, e de Janet Yellen, secretária do Tesouro, no Congresso americano, quando deverão falar, segundo informações já divulgadas, que a variante Ômicron representa uma ameaça à economia dos Estados Unidos e piora a perspectiva de inflação, que já é incerta.

Por aqui, está prevista a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da PEC dos Precatórios, a partir das 9h. Caso seja aprovado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, promete levar ao Plenário na quinta-feira (2).

Entre os indicadores, destaque para os dados de emprego. O IBGE informa a PNAD com a taxa de desemprego de setembro, às 9h, com projeção da Refinitiv de 12,7%, enquanto os dados do Caged de outubro sairão às 15h30.

Além disso, o governo divulga os dados setor público, às 9h30, com expectativa da Refinitiv de superávit de R$ 34,15 bilhões no resultado primário.

Por fim, o presidente Jair Bolsonaro deve assinar ficha de filiação ao PL, pelo qual pode concorrer à Presidência em 2022.

Veja o que movimenta o mercado em Tempo Real

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros americanos recuam nesta terça pela manhã, revertendo a alta do dia anterior, ainda com foco na nova variante Ômicron de Covid, que já foi detectada em mais de 12 países, levando muitos a restringirem viagens.

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No domingo, a médica Angelique Coetzee, uma das primeiras a alertar quanto à Ômicron, afirmou à BBC que, até o momento, pacientes com a variante tiveram “sintomas extremamente suaves”.

Mas a Organização Mundial de Saúde já afirmou que devem levar semanas para compreender de que formas a variante afeta diagnósticos, terapias e vacinas.

Na segunda, as bolsas mundiais avançaram após o presidente dos Estados Unidos Joe Biden afastar a possibilidade de que sejam instituídos novos lockdowns e mais restrições de viagens.

Entre os indicadores, às 12h, sai a confiança do consumidor relativa a novembro, com expectativa da Refinitiv de 110,9 pontos.

Índices nos Estados Unidos às 7h (horário de Brasília):

  • Dow Jones Futuro (EUA), -1,32%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -1,05%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,48%

Ásia

As principais bolsas asiáticas fecharam em queda na terça, com investidores atentos à Ômicron, com destaque negativo para a Kospi, da Coreia do Sul.

Dados divulgados na terça indicaram que a atividade fabril na China medida pelo Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) oficial cresceu inesperadamente, a 50,1 pontos, acima da expectativa de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters, de 49,6 pontos. Qualquer patamar acima de 50 indica expansão; abaixo, retração.

Fechamento das bolsas na Ásia:

  • Nikkei (Japão), -1,63% (fechado)
  • Shanghai SE (China), +0,03% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,58% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), -2,42% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, recua 1,2%, com destaque negativo para o setor automobilístico. Todas as principais bolsas e principais setores recuam. O PIB da França divulgado na terça indicou alta de 3% na comparação trimestral, e a inflação subiu a uma taxa anual de 3,4%.

Índices europeus às 7h:

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,42%
  • Dax (Alemanha), -1,5%
  • CAC 40 (França), -1,14%
  • FTSE MIB (Itália), -1,63%

Commodities

Os futuros do minério de ferro deram um salto de quase 10% em meio ao otimismo com a reposição dos estoques de siderúrgicas chinesas, reforçado pelo maior apetite por risco nos mercados globais. Os preços do petróleo têm queda de mais de 3% após o CEO da Moderna afirmar que vacinas existentes devem resistir menos à Ômicron.

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Veja as cotações:

  • Petróleo WTI, -2,77%, a US$ 68 o barril
  • Petróleo Brent, -2,85%, a US$ 71,35 o barril
  • Minério de ferro (contratos futuros na bolsa de Dalian): +2,44%, a 609,5 iuanes (US$ 95,65; USD/CNY = 6,37)

Bitcoin

Bitcoin volta a cair com temores por Ômicron e mais assuntos que vão movimentar o mercado de criptos hoje.

  • Bitcoin, -1,3%, a US$ 56.661,06

2. Precatórios

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na segunda que a PEC dos precatórios deve ser votada pelo plenário da Casa na quinta-feira, 2. A proposta está pautada para votação nesta terça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A data citada por Pacheco representa um adiamento em relação à expectativa inicial do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que era liquidar a votação no Senado já nesta terça. O Executivo, porém, ainda está buscando votos para consolidar o placar necessário, de 49 votos favoráveis no plenário.

A proposta pretende dar margem ao Executivo para colocar em prática o programa social Auxílio Brasil no valor médio de R$ 400 em substituição ao Bolsa Família, e a intenção do governo é que sua aprovação ocorra a tempo de permitir o pagamento do auxílio antes do Natal.

O texto a ser votado é de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo na Casa. Ele promoveu alterações na proposta encaminhada pela Câmara, na intenção de amenizar resistências.

As mudanças incluem a definição do Auxílio Brasil de R$ 400 reais como um programa social de caráter permanente, e a vinculação do espaço fiscal a ser aberto com a proposta –mais de R$ 100 bilhões– a despesas com o novo programa social, a gastos previdenciários e a mínimos constitucionais para a educação e a saúde, entre outros pontos.

3. IR e “orçamento secreto”

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na segunda que a decisão sobre a reforma do Imposto de Renda ficará para o ano que vem. O governo pressionava pela aprovação da proposta para financiar o Auxílio Brasil, mas não conseguiu apoio na Casa.

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Para implantar o Auxílio Brasil de R$ 400, o parecer da PEC dos Precatórios no Senado dispensa a necessidade de o projeto apresentar fonte de financiamento, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No discurso, Pacheco defendeu uma reforma tributária mais ampla e disse que há urgência na medida, mas ponderou que é necessário uma reflexão sobre o conteúdo das mudanças. Diferente da reforma do Imposto de Renda, o presidente do Senado reforçou a aposta em aprovar o novo Refis ainda em 2021. O texto está na Câmara.

Orçamento secreto

Reportagens de capa dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo ressaltam que Câmara e Senado decidiram manter o “orçamento secreto”, um mecanismo pelo qual parlamentares recebem repasses bilionários que distribuem em seus redutos eleitorais com menor prestação de contas. O “orçamento secreto” se tornou uma ferramenta importante nas negociações entre governo e Congresso.

Segundo o jornal, os recursos poderão superar R$ 16 bilhões em 2022. Na segunda, deputados e senadores aprovaram uma resolução que oculta os nomes de quem se beneficiou da distribuição de recursos em 2020 e 2021, desafiando decisão do Supremo Tribunal Federal. A transparência passa a valer apenas daqui em diante.

4. Balanço Covid

Na segunda (29), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 227, queda de 7% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 114 mortes.

A média móvel de novos casos em 7 dias foi de 9.164, o que representa queda de 6% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 4.239 casos.

Chegou a 158.839.084 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 74,46% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 133.190.157 pessoas, ou 62,44% da população. A dose de reforço foi aplicada em 16.067.524 pessoas, 7,53% da população.

Acordo

A Pfizer e a BioNTech assinaram um novo acordo com o governo brasileiro para a venda de 100 milhões de doses de sua vacina Comirnaty contra a Covid-19 em 2022.

Em entrevista publicada nesta terça no jornal Folha de S. Paulo, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, afirmou que o novo contrato com o Ministério da Saúde prevê a entrega de vacinas adaptadas a novas variantes do coronavírus. Isso poderá garantir a entrega de vacinas adaptadas à Ômicron.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4) 

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou ontem (29) o início da fase vinculante referente à venda integral de sua participação no Campo de Catuá.

O campo pertence ao Bloco Exploratório BC-60, localizado na Bacia de Campos, no Espírito Santo.

A estatal também assinou contratos com a SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A Petrobras confirmou ainda, por meio de comunicado, a informação de que prevê distribuir entre US$ 60 bilhões e US$ 70 bilhões em dividendos entre 2022 e 2026.

Ânima Educação (ANIM3) 

A Ânima fechou acordo de investimentos com a DNA Capital que resultará em um investimento de R$ 1 bilhão na Inspirali, subsidiária da companhia, e a uma participação correspondente da DNA Capital na Inspirali equivalente a 25,0% de seu capital social.

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Simpar (SIMH3)

Os acionistas da Simpar (SIMH3)aprovaram a incorporação da totalidade das ações de emissão da CS INFRA pela companhia. Essa aprovação conferirá à Simpar o controle indireto da Ciclus – empresa responsável por uma das maiores operações de gestão e valorização de resíduos da América Latina.

Como resultado da reorganização, serão emitidas em favor da JSP holding: 23.010.721 novas ações Simpar; e bônus de subscrição de até 32.084.167 novas ações Simpar.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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