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Bolsas amenizam perdas após novas falas da Rússia, enquanto petróleo segue em alta: os assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Tensão geopolítica se eleva e índices futuros dos EUA caem na volta do feriado; investidores também repercutem temporada de balanços por aqui

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros americanos voltam do feriado em queda na manhã desta terça-feira (22), em meio ao aumento das tensões entre o Ocidente e a Rússia, após Vladimir Putin reconhecer a independência de duas repúblicas separatistas no leste da Ucrânia e enviar forças armadas para a região, “para garantir a paz e segurança” em Donbass, a pedido dos líderes das duas províncias, segundo Moscou. Contudo, os índices amenizaram as perdas de mais cedo, com novas falas do presidente russo. Os mercados europeus também diminuíram as perdas, sendo que alguns índices viraram para alta. 

Em uma carta para uma conferência sobre energia em Doha, Putin afirmou que a Rússia continuará a fornecer gás natural ininterruptamente aos mercados mundiais, em um momento em que os Estados Unidos e seus aliados europeus se preparavam para anunciar novas sanções contra a Rússia depois que Putin reconheceu as regiões separatistas no leste da Ucrânia. O Kremlin também disse, segundo a agência Reuters, que está aberto à diplomacia.

Já as ações asiáticas fecharam em baixa, com os investidores fugindo do risco das ações para os títulos soberanos, o ouro e o iene japonês, enquanto o barril de petróleo se aproxima dos US$ 100.

Em indicadores, destaque para PMI industrial, serviços e composto nos EUA, que saem às 11h45. Já os dados de confiança do consumidor americano saem às 12h. No Brasil, a FGV divulga a confiança do consumidor de fevereiro, às 8h.

Do lado corporativo, a Eletrobras realiza assembleia geral extraordinária sobre proposta de privatização, às 14. Enquanto isso, a temporada de balanços segue a todo vapor, com destaque para a divulgação de resultados de BRF, Localiza, Vivo e Raia Drogasil, além de Nubank após o fechamento do mercado americano. 

Confira os destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA, que caíam mais de 1% no início da manhã, voltam do feriado de Dia do Presidente em queda, mas com perdas menores em meio às novas sinalizações da Rússia, dizendo-se aberta à diplomacia. 

Contudo, os investidores continuando a monitorar as tensões crescentes entre a Rússia e a Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, assinou ontem decreto para reconhecer a independência de duas regiões separatistas na Ucrânia, Lugansk e Donestsk, potencialmente prejudicando as negociações de paz com o presidente Joe Biden . Esse anúncio foi seguido por notícias de que Biden deveria ordenar sanções às regiões separatistas da Ucrânia, com a União Europeia prometendo tomar medidas adicionais.

Putin mais tarde enviou forças para as duas regiões separatistas.  O líder russo ordenou o Ministério da Defesa da Rússia a enviar forças armadas “para garantir a paz e segurança” em Donbass, a pedido dos líderes das duas províncias.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,23%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,24%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,63%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho, com destaque para o índice Hang Seng de Hong Kong que liderou as perdas regionalmente, caindo 2,69%.

As bolsas asiáticas reagiram em bloco à movimentação de tropas russas na Ucrânia, enquanto Hang Seng também foi afeta com as ações do HSBC. Apesar do banco mais do que triplicar seu lucro no quarto trimestre, os papéis tiveram baixa de 3,59% por conta da provisão adicional de US$ 450 milhões para prováveis perdas no setor imobiliário da China.

  • Shanghai SE (China), -0,96%
  • Nikkei (Japão), -1,71% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,69% 
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,35%

Europa

Os mercados europeus amenizaram as perdas, com alguns índices virando para alta. Nesta manhã, os mercados globais foram abalados pelos desdobramentos da crise Rússia-Ucrânia, mas as sinalizações da Rússia nessa manhã de que manteria o fornecimento de gás natural e de que está aberta à diplomacia acalmaram o mercado. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,37%
  • DAX (Alemanha), -0,02%
  • CAC 40 (França), +0,36%
  • FTSE MIB (Itália), -0,05%

Commodities

Os preços do petróleo disparam, ainda que saindo das máximas registradas durante a manhã, monitorando a crise entre a Rússia e a Ucrânia, mesmo em meio às novas falas russas. 

A Rússia foi o  maior fornecedor de gás natural e petróleo para a União Europeia no ano passado, e essas tensões estão dando suporte aos preços do petróleo.

O petróleo pode subir para US$ 110 por barril se a crise piorar, segundo Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.

“Se realmente cortarmos o fornecimento de petróleo russo para a Europa, que é de 3 milhões de barris por dia, poderíamos ver os preços do petróleo subirem outros US$ 10 a US$ 15 por barril, colocando o Brent em cerca de US$ 110 por barril”, disse ele à CNBC.

  • Petróleo WTI, +4,07%, a US$ 94,78 o barril
  • Petróleo Brent, +2,70%, a US$ 97,97 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 0,07%, a 684,50 iuanes, o equivalente a US$ 108,06

Bitcoin

  • Bitcoin, -4,93% a US$ 37.068,97 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Brasil

8h: FGV divulga Confiança do Consumidor fevereiro, 

EUA

11h45: PMI industrial, de serviços e composto de fevereiro

12h: Confiança do Consumidor fevereiro, projeção de 110,00, segundo analistas ouvidos pela Reuters

Fala de Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na segunda-feira estar disposto a permanecer à frente da pasta em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro, mas ressalvou que seu “entusiasmo” com a possibilidade estaria condicionado ao compromisso do presidente com a agenda liberal.

“Tem tanta transformação interessante que eu acho que essa aliança de centro-direita deveria seguir, ela deve seguir e eu acho que seria alguém que estaria disposto a continuar”, disse Guedes durante o programa “Direto ao Ponto” da rádio Jovem Pan, quando afirmou que não se arrepende “nem por um minuto” de ter ido para o governo.

3. Votação de propostas sobre combustíveis pode ficar para após o Carnaval

Os projetos para conter a alta dos combustíveis correm o risco de ter sua votação adiada para depois do feriado de Carnaval. O motivo é a falta de consenso sobre o tema. Alguns parlamentares tentam convencer o relator dos projetos, senador Jean Paul Prates (PT-RN), a fazer novos ajustes no texto.

O governo ainda discute, internamente, se irá propor oficialmente a desoneração do diesel e do gás de cozinha por meio de uma nova emenda. Caso isso passe a integrar o pacote de combustíveis, o impacto fiscal na arrecadação será de R$ 19,5 bilhões.

Planalto anunciará pacotão após Carnaval

O Planalto prepara, após o Carnaval, uma semana de anúncios diários de medidas para fortalecer a economia. O pacote de crédito de R$ 100 bilhões antecipado pelo ministro Paulo Guedes faz parte dessa programação, informa o Valor. Também estão em elaboração medidas para redução do Custo Brasil e iniciativas de caráter estrutural. No pacote de crédito, a recriação de linhas oferecidas na pandemia, como o Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe) e o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac) aguarda decisão crucial: qual será a taxa de juros, dado o novo cenário da Selic.

Bolsonaro sinaliza reajuste para Polícia Rodoviária Federal

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou ontem (21) que deve conceder reajuste a policiais rodoviários federais antes de outras categorias. Ele, no entanto, não deixou claro se junto com a PRF haverá aumentos para policiais federais e funcionários do sistema prisional, conforme o governo previu ao destinar R$ 1,7 bilhão no Orçamento de 2022 para recomposição salarial do funcionalismo.

Bolsonaro disse que todas as categorias merecem ser valorizadas, mas ponderou que o país sofreu “um baque na economia” por causa da pandemia.

4. Covid

O Brasil registrou 333 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 826, 0% de variação em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 101.351, o que representa queda de 38% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 153.725.777 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 71,56% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 171.271.916 pessoas, o que representa 79,72% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 60.717.541 pessoas, ou 28,26% da população.

5. Radar Corporativo

3R Petroleum (RRRP3), Modal (MODL11), BRF (BRFS3), Eternit (ETER3), Nubank, Localiza (RENT3), Raia Drogasil (RADL3) e Telefônica (VIVT3) divulgam resultados nesta terça-feira, após fechamento de mercado, além de Nubank (NUBR33) após o fechamento do mercado americano. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Eletrobras (ELET3;ELET6) está marcada para esta terça-feira para deliberar sobre a privatização da empresa.

Assaí (ASAI3)

A varejista Assaí (ASAI3) registrou avanço de 76% no lucro líquido do quarto trimestre de 2021, que somou R$ 527 milhões, impulsionado por créditos fiscais.

Segundo a empresa, foram reconhecidos créditos de R$ 241 milhões referentes a subvenções para investimentos, que, conforme previsto em lei, são excluídas da base de cálculo do IRPJ e da CSLL do valor constituído da reserva de incentivos fiscais (R$ 709 milhões).

Movida (MOVI3)

A Movida (MOVI3) registrou um lucro líquido de R$ 276,7 milhões no balanço do quarto trimestre, um desempenho 99,5% superior ao reportado um ano antes.

Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM5) registrou vendas de 801,792 mil toneladas de químicos no Brasil no quarto trimestre de 2021 (4T21), queda de 1% na comparação anual.

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