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Bolsas caem com atenção à inflação e após dados da Alemanha; medidas para reduzir preços de combustíveis e mais assuntos hoje

Já na Ásia-Pacífico, Banco da Austrália anunciou uma decisão de alta de taxa de juros que surpreendeu o mercado

Por  Equipe InfoMoney

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuam na manhã desta terça-feira (7) em meio a temores com a inflação, com a próxima leitura da inflação dos EUA prevista para o final da semana.

Se a leitura for mais fraca do que os números de abril, como esperado, alguns podem interpretar isso como um sinal de que a inflação atingiu o pico.

O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, também previsto para sexta-feira, será observado de perto.

Na Europa, também há uma reação negativa aos dados de encomendas à indústria alemã, que teve queda de 2,7% dos pedidos em abril ante março, frente previsão de alta de 0,5%.

A semana é de menos resultados de empresas, mas acompanhados de perto pelos investidores. JM Smucker, United Natural Foods e Cracker Barrel estão todos programados para reportar resultados antes da abertura do mercado.

Já as ações da Ásia-Pacífico fecharam mistas nesta terça-feira, após o Reserve Bank of Australia anunciou uma decisão de alta de taxa de juros que surpreendeu o mercado, com avanço maior do que o esperado.

Por aqui, os investidores também repercutem o anúncio do presidente Jair Bolsonaro na véspera de que o governo federal está disposto a ressarcir os estados por perdas de arrecadação caso os governadores aceitem zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado sobre o diesel e o gás de cozinha.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em baixa após ganhos de segunda-feira, com os investidores aguardando os principais dados de inflação que serão divulgados no final da semana.

Nas negociações regulares de segunda-feira, todos os três principais índices terminaram ligeiramente em alta.

Os índices na segunda-feira devolveram a maior parte de seus ganhos do início do dia, com o rendimento do Tesouro de 10 anos subindo para 3% e atingindo seu nível mais alto em quase um mês.

Os investidores ainda estão avaliando se a recente alta nas ações é uma recuperação do mercado em baixa ou se o mercado atingiu o fundo do poço com a liquidação até então deste ano.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,35%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,35%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,44%

Ásia

As ações da Ásia-Pacífico fecharam mistas após Reserve Bank of Australia anunciar uma decisão de taxa de juros maior do que o esperado.

O Reserve Bank of Australia anunciou inesperadamente um aumento de 50 pontos base na taxa básica de juros para 0,85%. Analistas esperavam um aumento da taxa de 25 pontos base ou 40 pontos base, segundo a Reuters.

Na véspera, os mercados chineses tiveram ânimo com a flexibilização de repressões regulatórias na China e de sinais em partes do país de um retorno à atividade mais normal após o maior surto de Covid-19 do país na nação em dois anos.

  • Shanghai SE (China), +0,17%
  • Nikkei (Japão), +0,10%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,56%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,66%

Europa

Os mercados europeus recuam nesta terça-feira (7), à medida que as preocupações da inflação dominam o humor. Além disso, há uma reação negativa aos dados de encomendas à indústria alemã, que teve queda de 2,7% dos pedidos em abril ante março, frente previsão de alta de 0,5%.

A reação do mercado do Reino Unido em meio à turbulência política no país foi limitada na terça-feira. Na noite de segunda-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sobreviveu a um voto de confiança desencadeado por seus próprios legisladores em meio à crescente insatisfação em sua liderança.

Cerca de 211 parlamentares do Partido Conservador votaram a favor do primeiro-ministro na segunda-feira, enquanto 148 votaram contra ele. Johnson precisava do apoio de uma maioria simples de 180 deputados para ganhar a votação, mas o número de 148 foi pior do que muitos esperavam.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,03%
  • DAX (Alemanha), -0,72%
  • CAC 40 (França), -0,58%
  • FTSE MIB (Itália), -0,66%

Commodities

As cotações do petróleo sobem com a expectativa de recuperação da demanda na China, com o relaxamento das duras restrições da Covid-19 e duvida que uma meta de produção mais alta pelos produtores da Opep + facilitaria a oferta apertada.

  • Petróleo WTI, +0,23%, a US$ 118,78 o barril
  • Petróleo Brent, +0,13%, a US$ 119,67 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,59%, a 928,50 iuanes, o equivalente a US$ 139,35

Bitcoin

  • Bitcoin, -5,67% a US$ 29.632,76 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Hoje (7) saem os dados de maio para a produção automobilística da Anfavea. Nos EUA, será divulgada a balança comercial.

Brasil

10h: Produção de veículos de maio – Anfavea

15h: Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, se reúne, por videoconferência, com representantes do Citi (fechado à imprensa)

EUA

9h30: Balança comercial

17h30: Variação de estoques de petróleo – API

Japão

20h50: PIB trimestral

3. Compensação para Estados para zerarem ICMS 

O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou, na segunda-feira (6), que o governo federal está disposto a ressarcir os estados por perdas de arrecadação gerados pelo projeto de lei que estabelece uma alíquota máxima para a cobrança de ICMS sobre os combustíveis.

Em coletiva de imprensa concedida no Palácio do Planalto, o mandatário também disse que o governo aceitará compensar a renúncia fiscal caso os governos aceitem zerar o imposto cobrado sobre o diesel e o gás de cozinha.

Pacheco diz que irá buscar consenso no Senado para viabilizar proposta para combustíveis

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prometeu buscar consenso junto aos senadores para viabilizar a proposta, para a crise dos combustíveis, gestada nesta segunda-feira em reunião com o governo federal e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Renúncias e compensação aos Estados devem atingir R$ 40 bi

A compensação para os Estados que zerarem o ICMS do diesel e do gás de cozinha e a renúncia fiscal do PIS/Cofins e da Cide da gasolina e do etanol deve custar pelo menos R$ 40 bi ao governo, afirmaram ao Broadcast técnicos envolvidos na elaboração das propostas. Desse total, R$ 25 bi devem ser gastos para bancar a compensação que será repassada aos Estados se a alíquota do ICMS do diesel e do botijão de gás for reduzida a zero. O governo também estima renúncia fiscal de R$ 15 bi ao abrir mão dos impostos federais que incidem sobre a gasolina e o etanol.

4. Covid

Na última segunda-feira (6), o Brasil registrou 50 mortes e 28.880 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 77, recuo de 21% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 29.682, o que representa alta de 92% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 166.416.179 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,46% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.610.314 pessoas, o que representa 83,14% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 94.111.740 pessoas, ou 43,81% da população.

5. Radar Corporativo

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou que uma das condições a que estava sujeita a oferta pública de ações para privatização da companhia foi satisfatoriamente verificada, sendo mantida, portanto, a Oferta Pública Global, nos termos propostos.

A condição era aprovação prévia consistia na obtenção, por Furnas, até 6 de junho de 2022, de aprovação dos titulares de debêntures da 1ª Emissão de Debêntures de Furnas em razão do aporte de capital decorrente do Aumento de Capital de MESA ser superior ao valor limite para essas situações definido na Escritura de Emissão. De acordo com as assembleias gerais de titulares de debêntures da 1ª Emissão de Debêntures de Furnas realizadas em 30 de maio e 6 de junho de 2022, tal aprovação foi devidamente obtida, nos termos da Escritura de  Emissão.

JBS (JBSS3)

A JBS (JBSS3) informou que as suas subsidiárias JBS USA Lux, JBS USA Finance, e JBS USA Food, precificaram hoje as suas notas sêniores a serem ofertadas ao mercado internacional, no valor de US$ 500 milhões, com yield de 5,290% ao ano e cupom de 5,125% ao ano para as notas sêniores com vencimento em 2028; US$ 1,250 bilhão, com yield de 5,926% ao ano e cupom de 5,750% ao ano para as notas sêniores com vencimento em 2033; e US$ 750 milhões, com yield de 6,598% ao ano e cupom de 6,500% ao ano para as notas sêniores com vencimento em 2052.

Os recursos decorrentes da oferta das Notas serão utilizados para financiar o resgate antecipado integral das notas sêniores emitidas pela respectivas subsidiárias.

brMalls (BRML3)

O Conselho da brMalls aprovou plano de retenção de até R$ 50 milhões na fusão com Aliansce Sonae (ALSO3). O plano é destinado a colaboradores e administradores da companhia.

CVC (CVCB3)

A CVC (CVCB3) registrou aumento de 19% nas reservas confirmadas totais em maio na comparação com abril, totalizando R$ 1,4 bilhão.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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