Mais um rebaixamento

BofA corta projeção para minério e reduz recomendação de ADRs da Vale para neutra; CBA tem preço-alvo elevado

Banco reduziu a projeção de preço de minério de ferro em cerca de 45% para 2022, de US$ 165 para US$ 91 por tonelada, com demanda mais fraca da China

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SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira (22) é de ganhos para a ação da Vale (VALE3), que sobe cerca de 5% com a alta do minério na sessão após fortes quedas e um pequeno alívio na crise da Evergrande (veja mais clicando aqui).

Contudo, o número de céticos com os ativos da companhia vem aumentando, principalmente com a visão de que a demanda pelo minério vai desacelerar.

Após o UBS reduzir a recomendação para equivalente à venda na semana passada, o Bank of America Global Research cortou a recomendação para os ADR (na prática, os ativos da companhia negociados na Bolsa dos EUA) da mineradora de compra para neutra, com o preço-alvo sendo cortado de US$ 27 para US$ 20 (ainda uma alta de 26% em relação ao fechamento da véspera).

Os analistas diminuíram as projeções de preços de minério de ferro citando um crescimento mais fraco da China. Segundo a instituição, a política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro no maior importador global da matéria-prima.

Dessa forma, o BofA reduziu a projeção de preço de minério de ferro em cerca de 45% para 2022, de US$ 165 para US$ 91 por tonelada. Para 2021, a projeção passou de US$ 189 para US$ 161 a tonelada na média do ano, uma queda de 15%.

“As políticas de aço da China são baixistas para o minério de ferro. Processamos nossa revisão trimestral global de commodities hoje. Nossa maior mudança de visão está no minério de ferro”, disse.

Os analistas ainda acrescentam que, salvo uma mudança nesta postura política, não veem nenhuma razão para que o minério de ferro não deva ser negociado em queda para um custo marginal (US$ 80 a tonelada), especialmente porque as políticas de “céu azul” se aproximam no início de 2022 para as Olimpíadas de inverno da China, acrescentou, citando plano de Pequim para reduzir a poluição durante o evento esportivo.

O BofA ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como “caras”, apontando que a recomendação pode ser revista com outra mudança na política de aço na China e catalisadores específicos da companhia.

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Também nesta quarta-feira, vale ressaltar, o Jefferies cortou o preço-alvo da ADR da Vale de US$ 25 para US$ 19.

Por outro lado, os analistas apontam que os fundamentos do alumínio permanecem robustos, já que as fundidoras do mundo ex-China estão relutantes em aumentar a produção, enquanto as fundidoras da China estão lentamente enfrentando restrições de eletricidade e o limite de capacidade auto-imposto de 45 milhões de toneladas.

“Mesmo que o consumo atualmente esteja aumentando apenas 2,2% na comparação anual, isso manteve o mercado apertado”, avaliam.

Assim, embora vejam risco de recuos de curto prazo, os fundamentos provavelmente permanecerão fortes em 2022-2023, então os preços devem chegar a US$ 3.500  a tonelada nos próximos meses, apontam. Assim, elevaram o preço para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) de R$ 16 para R$ 18, o que corresponde a um potencial de valorização
de cerca de 39% em relação ao fechamento da última terça-feira (21). As ações avançam nesta quarta cerca de 4%.

(com Reuters)

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