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Após abrir esta terça-feira (14) em alta, o Bitcoin (BTC) passa por forte volatilidade por volta das 11h de hoje, em reação à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) referente a janeiro.
O CPI fechou janeiro com alta 0,5% na comparação com dezembro, em linha com o consenso Refinitiv. Em bases anuais, no entanto, a previsão era de alta de 6,2%, e veio de 6,4%.
O núcleo do CPI – que exclui os custos de alimentos e energia – subiu 0,4% em janeiro, também em linha com as expectativas e estável em relação ao ritmo de dezembro. O núcleo do CPI ano a ano em janeiro veio mais alto do que o previsto, em 5,6%, contra 5,5% esperado e abaixo dos 5,7% do mês anterior.
Refletindo os novos dados econômicos, o Bitcoin caiu cerca de US$ 100 nos minutos seguintes à notícia, mas apresenta recuperação e é negociado a US$ 21.733 no momento desta publicação, preservando leve ganho de 0,64% nas últimas 24 horas. Já o Ethereum (ETH) salta 12,4%, para US$ 1.515, no mesmo período.
Traders estão acompanhando de perto o ritmo da inflação, que, apesar de continuar elevada, não muda a estimativa de mais dois ajustes dos juros em mais 25 pontos-base em em março e em maio, seguidos de uma possível pausa nos aumentos.
O movimento por ora adia mais uma vez a correção aguardada por analistas após um mês de janeiro de fortes ganhos – o Bitcoin disparou 39% naquele mês e alguns ativos menores ultrapassaram a casa dos três dígitos de valorização.
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Investidores seguem tentando digerir uma nova crise no setor cripto, desencadeada por uma escalada regulatória no setor. Na semana passada, uma corretora dos EUA foi obrigada a encerrar um serviço de conta remunerada em cripto (staking) após pressão da Comissão de Valores Mobiliários do país (a SEC).
E ontem, a Paxos, emissora do dólar digital BUSD, da Binance, anunciou que iria interromper a emissão do ativo seguindo uma ordem dos reguladores de Nova York.
Ainda assim, especialistas estão atentos para que essa correção venha em algum momento. O trader e investidor anjo de criptos Vinícius Terranova alerta que o Bitcoin pode buscar o limite de uma linha de tendência de baixa, na região de US$ 21 mil. Se romper essa linha, avalia o especialista, o BTC poderia cair para perto de US$ 20 mil.
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“Não recomendo ninguém a entrar forte neste momento, mas sim com DCA”, explica, em referência à técnica de dollar cost average, o famoso preço médio.
Já Edward Moya, analista sênior de mercado da formadora de mercado de câmbio Oanda, adota tom mais negativo, observando que o noticiário tem sido mais pessimista para as criptomoedas e que, em um cenário mais crítico, “o Bitcoin pode perder o nível-chave de US$ 20 mil e atingir a região de US$ 18.500”.