Fechando o cerco

Biden anuncia proibição dos EUA a importações de petróleo russo

Medida aumenta uma campanha de pressão sobre Moscou em retaliação à invasão da Ucrânia.

Por  Equipe InfoMoney -

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira uma proibição dos Estados Unidos às importações de petróleo e outras fontes de energia da Rússia, aumentando uma campanha de pressão sobre Moscou em retaliação à invasão da Ucrânia.

Vale lembrar que apenas 8% do petróleo utilizado pelos EUA vem da Rússia. O governo Biden, portanto, tem mais alternativas para substituir esse volume. O mesmo acontece com o Reino Unido, com apenas 4% vindo da Rússia.

Já a UE deve cortar em dois terços a importação de combustíveis fósseis da Rússia até a chegada do próximo inverno local e romper a dependência dos russos até 2030. O bloco depende do petróleo russo.

Os EUA ainda destacaram que vão ajudar os parceiros da OTAN a diminuir a dependência do petróleo russo.

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“Entendemos que muitos parceiros e aliados não poderão se juntar a nós, já que os EUA produzem muito mais petróleo domesticamente que todos os países da Europa. Na verdade, somos um exportador líquido de energia, então tomamos essa decisão quando outros não podem e vamos trabalhar com os parceiros europeus para reduzir a dependência deles da energia russa”, salientou Biden.

“Nossa ideia é continuar levando um prejuízo a [Vladimir] Putin”, disse o presidente americano, em referência ao seu colega russo.  “Faremos de tudo para Putin desistir dessa guerra”, afirmou. “A defesa da liberdade tem um custo, inclusive para nós aqui nos EUA”.

Biden afirmou que a decisão de parar as importações do petróleo russo foi tomada pelos dois maiores partidos do país, em uníssono.

Ordem Executiva

Ordem Executiva assinada hoje pelo governo Biden proíbe “a importação para os Estados Unidos de petróleo bruto russo e certos produtos petrolíferos, gás natural liquefeito e carvão”.

No ano passado, os EUA importaram quase 700.000 barris por dia de petróleo bruto e produtos petrolíferos refinados da Rússia e esta etapa “privará a Rússia de bilhões de dólares em receitas de motoristas e consumidores americanos anualmente”, segundo a Casa Branca.

O governo já se comprometeu a liberar mais de 90 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo em 2022, com uma venda emergencial de 30 milhões de barris anunciada na semana passada.

Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram com a liberação coletiva de 60 milhões de barris de petróleo bruto das reservas estratégicas de petróleo, com os Estados Unidos comprometendo metade do que na venda de emergência.

(com Reuters)

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