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Banco do Brasil (BBAS3) é compra ou venda, entre Lei Magnitsky, agro e Bolsonaro?

BBAS3 tenta repique, mas ainda negocia em cenário estrutural de baixa.

Rodrigo Paz Rodrigo Petry

Ativos mencionados na matéria

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentam uma encruzilhada que combina pressões gráficas, fundamentos desafiadores e riscos políticos em escala internacional.

Do lado técnico, o papel ainda busca direção clara: depois de tocar a mínima do ano em R$ 18,12, ensaiou reação até a região dos R$ 21, mas sem força para reverter a tendência negativa. Setembro já acumula perda de 4,5% e, no ano, o recuo supera 11% desde o topo histórico em maio.

Nesse quadro, a região de R$ 20,00, onde passa a média móvel de 200 períodos, pela análise do gráfico semanal, tornou-se divisor de águas: enquanto sua manutenção pode sustentar um repique, a perda desse patamar tende a reforçar a predominância vendedora e abrir espaço para novas quedas.

Na leitura fundamentalista, a cautela também prevalece. O Itaú BBA reduziu, nessa semana, o preço-alvo de R$ 25 para R$ 23 e manteve recomendação neutra, destacando que o múltiplo de preço/lucro baixo (0,6 vez) por si só não sustenta a atratividade do ativo.

A previsão de lucros pressionados, dividendos limitados e momentum enfraquecido reforça a ideia de que, mesmo barato no papel, o BB segue dependente de fatores externos para destravar valor.

E é justamente no ambiente externo e político que surgem os maiores pontos de tensão.

Para entender até onde o preço das ações do Banco do Brasil (BBAS3) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No gráfico diário, a reação a partir da mínima em R$ 18,12 trouxe algum alívio, mas a tendência de baixa ainda não foi revertida. O fechamento em R$ 20,42 mostra que o papel continua pressionado, exigindo rompimento de resistências próximas para confirmar a retomada. A primeira barreira está em R$ 20,52, seguida da faixa de R$ 21,53/22,54, que concentra antigos pontos de briga entre compradores e vendedores.

Se conseguir superar essas regiões, BBAS3 pode abrir espaço para buscar a média de 200 períodos em R$ 24,20, resistência de maior relevância no curto prazo. Acima dela, os próximos objetivos ficam em R$ 25,60/26,95, com alvo mais longo em R$ 28,58.

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Pelo lado oposto, caso volte a perder a faixa de R$ 20,12/19,00, o ativo pode retestar o suporte em R$ 18,12/17,35, abrindo espaço para movimentos mais fortes de baixa em direção a R$ 16,00/15,33.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

Análise de médio prazo

No semanal, a leitura é mais pesada, refletindo a correção acumulada desde o topo em R$ 29,57. O ativo negocia abaixo das médias de 9 e 21 períodos, e a proximidade da média de 200 períodos em R$ 20,00 é o ponto de maior atenção. Se essa região for perdida, a pressão vendedora tende a se intensificar, com alvos iniciais em R$ 18,12/17,77, podendo estender o movimento até R$ 15,33/13,20. Em cenários mais pessimistas, projeções mais longas chegam a R$ 12,30 e R$ 10,38.

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Para retomar a trajetória de alta no médio prazo, BBAS3 precisa confirmar a recuperação acima de R$ 21,53/22,54, faixa que representaria uma virada estrutural no gráfico semanal. Superando essa barreira, o ativo pode mirar R$ 24,45, seguido por R$ 27,08/28,58, até buscar novamente o topo histórico em R$ 29,57. Só acima desse patamar haveria espaço para um ciclo de valorização mais longo e consistente.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências

BBAS3 (Banco do Brasil)
Com base no fechamento do dia 04/09, aos R$ 20,42, as ações do Banco do Brasil contam com:

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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