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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) estiveram entre os destaques de baixa do Ibovespa na sessão desta terça-feira (2), de olho no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 20,42, -3,18%) caíram um pouco mais de 3% após chegarem a cair mais de 4%, enquanto Bradesco (BBDC4, R$ 16,51, -1,26%), Itaú (ITUB4, R$ 38,12, -1,70%) também tiveram baixa, mas menos expressiva. As units do Santander Brasil (SANB11, R$ 28,10, -0,39%), por sua vez, que chegaram a ter leves ganhos durante a sessão, fecharam também em leve queda. .
O movimento ocorre uma vez que há a visão de que o BB pode ser o mais afetado em caso de condenação de Bolsonaro pela 1ª turma do STF, uma vez que pode haver mais sanções dos EUA.
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Em relatório, a consultoria de risco político Eurasia ressaltou que o julgamento já levou a Casa Branca a impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e a sancionar o Ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky Global.
A Eurasia ressalta que o presidente dos EUA, Donald Trump, rotula publicamente o julgamento como uma acusação antidemocrática. Suspensões de vistos para mais autoridades brasileiras e uma interpretação rigorosa e ampla do cumprimento da Lei Magnitsky são prováveis. A imprensa noticia que a Casa Branca poderia sancionar ou penalizar o Banco do Brasil (BBAS3), uma vez que é o banco estatal onde servidores públicos recebem seus salários (e Moraes). A Eurasia pondera que não há nada oficial sobre o tema, mas vê a possibilidade como plausível.
Os papéis BBAS3 chegaram a cair forte na segunda quinzena de agosto com a inclusão de Moraes na lista de sancionados pela lei Magnitsky e especialmente após uma decisão do ministro Flávio Dino. Dino determinou que todo bloqueio de ativos ou contas de brasileiros só poderá ocorrer com autorização da Corte. O ministro não mencionou a lei Magnitsky, mas, ao mesmo tempo, a decisão abriria brecha para a interpretação de que Moraes não poderá sofrer no Brasil as consequências da penalidade imposta pelos EUA.
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Toda a situação acendeu o sinal vermelho para os bancos. A encruzilhada, neste cenário, seria clara: os bancos ficariam sob risco de cumprir uma ordem do STF que poderia resultar em multas ou impactos diretos nos negócios internacionais dessas instituições. Nesse ambiente, afirma, os bancos ficariam diante do risco de cumprir uma ordem do STF que poderia, por outro lado, resultar em multas ou impactos diretos nos negócios internacionais dessas instituições.
Em 21 de agosto, o banco estatal ofereceu ao ministro do STF Alexandre de Moraes, afetado pela Lei Magnitsky, um cartão da bandeira Elo, após o ministro ter um cartão de bandeira americana cancelado.
“Após a sentença, como que se dará, em que grau piorará o relacionamento dos Estados Unidos-Brasil? Esse é o grande ponto, essa é a grande expectativa”, pontua Alison Correia, da Dom Investimentos.

