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A Broadcom divulgou nesta quarta-feira uma previsão de receita trimestral abaixo das estimativas de Wall Street, indicando que a intensa concorrência pode prejudicar os negócios da companhia com processadores personalizados.
As ações da empresa norte-americana caíram mais de 3% após o fechamento do mercado. No ano, os papeis acumulam valorização de cerca de 6% apresentando desempenho significativamente inferior ao dos concorrentes e ao índice mais amplo de chips.
Embora a Broadcom seja uma participante importante no setor de chips, ela fica atrás da Nvidia, líder em inteligência artificial, cujos processadores dominantes continuam sendo o padrão do setor.
A Broadcom espera receita no quarto trimestre fiscal de cerca de US$34,8 bilhões, em comparação com a estimativa média dos analistas de US$35,03 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.
A empresa também informou que espera vendas de chips de IA de US$21,7 bilhões no quarto trimestre, um pouco acima das estimativas de US$21,33 bilhões, de acordo com analistas consultados pela Visible Alpha.
Os clientes da Broadcom também estão fechando acordos com empresas concorrentes. No mês passado, a Marvell fechou um acordo de chips personalizados com o Google que pode gerar US$120 bilhões em receita até o ano fiscal de 2033 e tornar o gigante das buscas um de seus maiores investidores, com uma participação de até US$12,2 bilhões.
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A capacidade da Broadcom de atender à demanda explosiva por IA também tem sido testada por uma cadeia de suprimentos sobrecarregada. Para reduzir sua dependência de um único fabricante, a empresa assinou, em julho, um memorando de entendimento plurianual com a Samsung Electronics, no valor de mais de US$200 bilhões.
As vendas de chips de IA da Broadcom mais que triplicaram, chegando a US$16,7 bilhões no terceiro trimestre fiscal, elevando a receita total da empresa para US$29,59 bilhões. O lucro ajustado ficou em US$3,32 por ação.