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Azul (AZUL4) despenca 70% no ano e pode renovar mínima histórica após RJ nos EUA

Fator de pressão negativa, adicional às perdas acumuladas no ano, veio com o pedido de proteção judicial pedida pela empresa nos EUA, uma espécie de recuperação judicial (RJ), equivalente aqui no Brasil

Rodrigo Paz

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As ações da Azul (AZUL4) continuam sob pressão e seguem registrando forte movimento de baixa, tanto no curto quanto no médio prazo. Caso a semana se encerre no negativo, será a sexta consecutiva de perdas, consolidando a fraqueza do papel em um cenário de forte aversão a risco. Em maio, os papéis acumulam desvalorização de -29,93%, enquanto no acumulado de 2025, o tombo já alcança -70,90%.

Fator de pressão negativa, adicional às perdas acumuladas no ano, veio com o pedido de proteção judicial pedida pela empresa nos EUA, uma espécie de recuperação judicial (RJ), equivalente aqui no Brasil. Como consequência, a B3 irá retirar as ações AZUL4 de todos os seus índices, no fechamento pregão desta quinta (29).

Pelo gráfico semanal, é possível observar que AZUL4 segue bem abaixo das médias móveis, com afastamento significativo — sinal de força vendedora dominante. Apesar de tecnicamente estar distante dessas médias, o que abre espaço para eventuais repiques de alta, ainda não há qualquer sinal claro de reversão. Pelo contrário: a tendência permanece firmemente negativa e, caso a ação perca a mínima da semana (R$ 0,94), pode abrir espaço para novas mínimas históricas.

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Para entender até onde o preço das ações da Azul podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica da Azul

No gráfico diário, a configuração técnica reforça o cenário de atenção. O papel segue em tendência de baixa, abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, e renovando mínimas. O Índice de Força Relativa (IFR-14) marca 23,68, indicando nível de sobrevenda, mas sem qualquer sinal efetivo de reação.

Para que haja um alívio nas quedas, o ativo precisa romper inicialmente a região das médias, entre R$ 1,10 e R$ 1,25. Acima desse patamar, pode buscar resistências em R$ 1,49 e R$ 1,76, com alvos mais longos em R$ 2,00 e R$ 2,90.

Por outro lado, a perda da mínima recente, em R$ 0,94, tende a intensificar a pressão vendedora. Com isso, os próximos suportes projetados estão em R$ 0,90, R$ 0,84, com possíveis extensões para R$ 0,77, R$ 0,65 e R$ 0,60 — todos níveis onde o papel pode encontrar alguma tentativa de estabilização, mas sem garantia de sustentação.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a tendência de baixa no médio/longo prazo segue consolidada. O ativo não apenas perdeu suportes importantes, como também segue renovando mínimas, sem sinal técnico de reversão ou início de repique comprador. Neste contexto, a cautela permanece fundamental.

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A perda da mínima semanal (R$ 0,94) pode acelerar o movimento de queda, com projeções para R$ 0,86 e posteriormente R$ 0,42.

Para que haja uma mudança no panorama, o papel precisaria romper a máxima da semana atual (R$ 1,15), o que poderia acionar uma movimentação compradora com alvos intermediários em R$ 1,31 e R$ 1,50, e objetivos mais longos em R$ 1,80, R$ 2,15 e, em um cenário mais otimista, até a média de 21 períodos, na faixa dos R$ 3,08.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências da AZUL4

Suportes:

  1. R$ 0,94 – Última mínima registrada; ponto decisivo. Perda deste nível pode acelerar o movimento de baixa.
  2. R$ 0,90 – Suporte técnico de curto prazo.
  3. R$ 0,84 – Projeção próxima de mínima caso perca os R$ 0,90.
  4. R$ 0,77 – Suporte mais distante, pode servir como base para algum repique.
  5. R$ 0,65 – Região de suporte importante no gráfico semanal.
  6. R$ 0,60 – Suporte extremo; possível alvo final em caso de continuidade da tendência de baixa.
  7. R$ 0,42 – Alvo projetado mais longo caso o papel mantenha o ciclo de renovação de mínimas.

Resistências:

  1. R$ 1,10 – R$ 1,25 – Faixa de médias móveis (9 e 21 períodos); primeira barreira para tentar repique.
  2. R$ 1,15 – Máxima da semana atual. Precisa romper este patamar para ganhar força compradora.
  3. R$ 1,31 – Resistência intermediária após rompimento de R$ 1,15.
  4. R$ 1,50 – Resistência importante no gráfico semanal; pode segurar repiques curtos.
  5. R$ 1,76 – R$ 1,80 – Região de congestão anterior; possível alvo de recuperação.
  6. R$ 2,00 – Resistência psicológica e técnica.
  7. R$ 2,15 – Nível relevante em topos anteriores.
  8. R$ 2,90 – Resistência longa, visada por investidores em caso de repique estendido.
  9. R$ 3,08 – Média móvel de 21 períodos no semanal; resistência-chave de médio prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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