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SÃO PAULO – Assim como o governo federal, algumas construtoras estão tomando uma série de medidas, como suspensão de pagamento das parcelas de financiamento, em caso de desemprego, bônus sobre o valor do imóvel ou condomínio grátis, para que o consumidor não adie, por conta da crise financeira internacional, o sonho de adquirir a casa própria.
De acordo com o último INC (Índice Nacional de Confiança), divulgado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a média de consumidores que se dizem muito mais à vontade para realizar compras maiores – como a de um carro ou uma casa – agora do que há seis meses sofreu, entre janeiro e fevereiro, uma das maiores quedas desde 2005 (10 pontos), passando de 31 para 21 pontos no período.
A explicação, segundo o economista da ACSP, Emílio Alfieri, está na queda da segurança na manutenção do emprego, por parte do consumidor. “Quando vai comprar, o consumidor observa duas coisas: se ele terá emprego nos próximos meses e se a prestação caberá no seu bolso. Caso ele se sinta ameaçado em um dos dois sentidos, ele adia a intenção de compra, mesmo estando empregado e com dinheiro no bolso”, disse Alfieri.
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Tentando reverter este pessimismo do consumidor, a construtora Rossi, por exemplo, lançou um pacote de vantagens com o objetivo de estimular suas vendas. Quem fechar negócio com a incorporadora até a próxima terça-feira (31) terá mensais fixas durante a obra, parcela de adimplência premiada de até R$ 12,5 mil, seguro-desemprego durante seis meses e bônus de até 2% no preço do imóvel.
“A iniciativa da Rossi visa oferecer garantia e tranquilidade no momento da compra do imóvel. Nosso objetivo é estimular a tomada de decisão do cliente”, disse o diretor da Rossi Vendas, Klausner Monteiro.
Outra iniciativa neste sentido é da incorporadora Klabin Segal, que em alguns empreendimentos está oferecendo um ano de condomínio grátis ou mobiliando a cozinha do imóvel.
“Isso já dá um alívio para o proprietário, uma segurança em um momento que ele tem outras despesas como a aquisição das chaves, mudanças, mobília, entre outras”, disse o diretor de marketing e vendas da empresa, Paulo Porto.
Construção
Aqueles que preferem comprar um terreno e construir o imóvel dos sonhos também contam com mais facilidades. A Caixa Econômica Federal decidiu ampliar o uso de sua carta de crédito do consórcio Caixa, permitindo aos clientes utilizarem a mesma carta tanto para a compra do terreno como para a construção do imóvel.
“Antes, os clientes ou podiam comprar o terreno ou construir a casa em terreno próprio. Essa limitação dificultava a realização do sonho do consorciado. A compra do terreno e a construção do imóvel são serviços complementares, por isso decidimos agregá-los em uma única carta de crédito”, disse o diretor da Caixa Consórcios, Antonio Limone.
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As cartas de crédito da instituição variam entre R$ 30 mil e R$ 300 mil.