Às vésperas do payroll, mercado respira aliviado após Powell; dólar segue no radar

Vários membros do Fed estão previstos para falar na sessão de hoje

Felipe Moreira

O presidente do Fed, Jerome Powell

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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quinta-feira (04), às vésperas do payroll e um dia depois do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, reforçar que os juros só vão cair quando houver confiança suficiente de que a inflação caminha de volta à meta oficial de 2% – ou seja, não trouxe novidades.

Diante das tensões das última sessões, a preocupação do mercado era de que o chairman do Fed pudesse vir com um discurso mais ‘hawkish’, diante dos indícios de aquecimento da economia americana, com a extensa bateria de indicadores desta semana. Não bastasse tudo isso, vários membros do Fed falaram e seguirão falando nesta semana.

Como resultado, investidores ajustaram suas expectativas para reduções nas taxas. Os dados de negociação dos Fed funds sugerem agora uma probabilidade de 62,3% de um corte na reunião de junho do BC americano, abaixo dos cerca de 70% da semana passada, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.

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O discurso de Powell ajudou ainda no câmbio, com o dólar recuando na véspera, frente ao real, em meio a temores de novas intervenções do BC no câmbio, o que foi negado por Roberto Campos Neto, em evento, nesta quinta-feira.

Ainda falando sobre câmbio, agentes do mercado vão acompanhar dados das contas externas, fluxo cambial, além da balança comercial de março – o que pode trazer direcionais para a moeda. Por fim, Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, participa de evento promovido pela Necton, em São Paulo, a partir das 19h.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam no terreno positivo após terceiro dia consecutivo de perdas do Dow Jones. Durante o pregão regular de quarta-feira, o Dow caiu 0,1%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq subiram apenas 0,1% e 0,2%, respectivamente.

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Na frente de dados, os investidores estarão atentos aos números de pedidos de auxíliodesemprego para a semana que terminou em 30 de Março. A balança comercial dos EUA de Fevereiro também será divulgado nesta quinta-feira.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Dow Jones Futuro: +0,28%

S&P 500 Futuro: +0,32%

Nasdaq Futuro: +0,46%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com alta, em uma recuperação parcial das perdas de ontem, em meio a esperanças de cortes de juros nos EUA e feriados na China, em Hong Kong e em Taiwan.

O índice japonês Nikkei subiu 0,81% em Tóquio, a 39.773,14 pontos, com a ajuda de ações financeiras e de eletrônicos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,29% em Seul, a 2.742,00 pontos, sustentado por papéis das indústrias de semicondutores, baterias e automotiva.

Shanghai SE (China), fechado por feriado

Nikkei (Japão): +0,81%

Hang Seng Index (Hong Kong): fechado por feriado

Kospi (Coreia do Sul): +1,29%

ASX 200 (Austrália): +0,45%

Europa

Os mercados europeus operam em alta, uma vez que os investidores procuram ganhar impulso após um início instável do novo trimestre de negociações. No front monetário, a divulgação das atas da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) deverá lançar alguma luz sobre o caminho para cortes nas taxas de juros na região.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,42%

DAX (Alemanha): +0,06%

CAC 40 (França): +0,12%

FTSE MIB (Itália): 0,00%

STOXX 600: +0,07%

Commodities

Os preços do petróleo operam com ganhos, devido a preocupações de menor oferta, uma vez que os principais produtores mantiveram cortes na produção e devido a sinais de crescimento econômico mais forte nos EUA, o maior consumidor mundial de petróleo.

Petróleo WTI, -0,40%, a US$ 85,40 o barril

Petróleo Brent, -0,07%, a US$ 89,29 o barril

Bitcoin

2. Agenda

A agenda de hoje tem como destaque a balança comercial do Brasil e dos EUA.

Brasil

8h30: Transações correntes; consenso LSEG projeta déficit de US$ 3,55 bilhões

8h30: Investimento estrangeiro

15h: Balança comercial; consenso LSEG prevê superávit de US$ 6,9 bilhões

15h: Haddad, ministro da Fazenda, tem reunião com Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

16h: Haddad se reúne com embaixador Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores (MRE)

19h: Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, participa, como palestrante, de evento promovido pela Necton, em São Paulo

EUA

9h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal; consenso LSEG projeta 214 mil solcitações

9h30: Balança comercial de fevereiro; consenso LSEG prevê déficit de US$ 67,3 bilhões

Zona do Euro

8h30: Ata da reunião do Conselho do BCE

3. Noticiário econômico

Petrobras no radar

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na última quarta-feira que o conselho da Petrobras aguarda “informações finais” da diretoria da estatal para decidir sobre como prosseguir com o plano de investimentos e com a distribuição de dividendos extraordinários da companhia.

Voa Brasil deve começar a operar em abril

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse na quarta-feira (3) que o programa Voa Brasil começará a operar em abril. O projeto prevê passagens aéreas a custo inferior a R$ 200.

4. Noticiário político

Julgamento sobre cassação de Moro tem novo pedido de vista

O julgamento de cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR), que ocorre no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), foi interrompido na última quarta-feira (3) por um novo pedido de vista da desembargadora Claudia Cristina Cristofani. Antes, o desembargador José Rodrigo Sade votou a favor de cassar o mandato do senador. Ele divergiu do voto do relator, Luciano Falavinha, que votou para rejeitar o pedido de cassação. Agora, o placar está 1 a 1.

5. Radar Corporativo

Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) anunciou que está em discussões avançadas com o Ministério dos Transportes sobre as condições gerais para a otimização dos planos de investimentos dos Contratos de Concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

Eletrobras (ELET3)

A Eletrobras (ELET3) informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu mais 90 dias para que a Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Federal (CCAF) negocie sobre a ampliação de assentos para membros do governo no Conselho de Administração da companhia.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)