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Apesar de ganharem força neste fim de mês, o Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) não conseguiram evitar fechar novembro no negativo, ambos com perdas próximas de 20%, o que pode até ser visto com bons olhos diante do caos que atingiu o mercado nas últimas semanas.
Logo no início do mês as criptomoedas foram atingidas por mais uma “bomba” com a notícia da quebra da exchange FTX, que já foi a segunda maior do mundo, após a descoberta de que a companhia usou recursos de clientes para realizar operações próprias e de suas subsidiárias.
Apesar disso, as principais moedas digitais conseguiram mostrar certa resiliência, sofrendo um choque inicial, mas conseguindo manter os preços a partir de então. Agora a virada para dezembro traz um pouco de expectativa que o mercado possa se recuperar para 2023.
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Entre as dez maiores criptos do mercado, todas fecharam novembro no negativo, mas a Polygon (MATIC) conseguiu recuar apenas 3%, enquanto a Binance Coin (BNB) também recuou menos de 10%.
Confira o desempenho das principais criptomoedas em novembro (até às 15h30 do dia 30):
| Criptomoeda | Preço | Variação |
| Bitcoin (BTC) | US$ 16.787 | -17,68% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.266 | -19,14% |
| Binance Coin (BNB) | US$ 295,70 | -9,55% |
| XRP (XRP) | US$ 0,3965 | -12,63% |
| Dogecoin (DOGE) | US$ 0,1007 | -21,90% |
Maiores altas de novembro
Entre as maiores altas, dois tokens chamaram atenção, com ganhos de mais de 40%, o Trust Wallet Token (TWT), que ganhou força com a queda da FTX, e a Litecoin (LTC).
Esse ativo é o nativo de uma carteira de autocustódia (em que o usuário fica com posse de seus ativos) e acabou impulsionado não só pela quebra de confiança dos investidores com exchanges mas também porque o CEO da Binance, Changpeng Zhao (CZ) publicou um tuite apoiando a Trust Wallet, levando os ativos a dispararem.
Já a Litecoin começou a ganhar força recentemente e analistas apontam para um movimento puxado pela diminuição da oferta da cripto que ocorrerá daqui oito meses. Assim como o Bitcoin, a Litecoin também sofre o processo de halving, em que a recompensa dos mineradores cai pela metade, o que cria uma tendência deflacionária no ativo, puxando o preço para cima.
As criptomoedas com as maiores altas de novembro (até às 15h30 do dia 30):
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| Criptomoeda | Fechamento do mês | Variação |
| Trust Wallet Token (TWT) | US$ 2,02 | +68,80% |
| Litecoin (LTC) | US$ 77,62 | +42,37% |
| OKB (OKB) | US$ 21,04 | +23,19% |
| Toncoin (TON) | US$ 1,88 | +23,83% |
| GMX (GMX) | US$ 45,81 | +7,97% |
Maiores quedas de novembro
Do lado negativo, as duas piores criptos do mês recuaram mais de 50%, com o pior desempenho ficando com a Solana (SOL), que desabou no início do mês também afetada pela FTX, já que seu projeto foi apoiado pela exchange desde o início, o que gerou uma grande crise de confiança sobre a cripto.
Além dela, o Ethereum PoW (ETHW), criado da separação da rede principal do Ethereum quando ocorreu a atualização Merge, também caiu forte. A cripto não tem tido muito apoio desde sua criação e analistas apontam desde antes de seu lançamento que ela dificilmente irá se sustentar.
Todas as top 5 maiores quedas do mês caíram mais de 40%, mas o movimento negativo foi ainda mais forte, com 19 das 100 maiores criptos em valor de mercado perdendo mais de 30% de valor em novembro.
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As criptomoedas com as maiores baixas de novembro (até às 15h30 do dia 30):
