As maiores altas e baixas de criptomoedas de novembro; Bitcoin e Ethereum caem mais de 15%

Mercado cripto foi bastante afetado pela crise da FTX, que derrubou a Solana no mês para perdas de quase 60%

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Apesar de ganharem força neste fim de mês, o Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) não conseguiram evitar fechar novembro no negativo, ambos com perdas próximas de 20%, o que pode até ser visto com bons olhos diante do caos que atingiu o mercado nas últimas semanas.

Logo no início do mês as criptomoedas foram atingidas por mais uma “bomba” com a notícia da quebra da exchange FTX, que já foi a segunda maior do mundo, após a descoberta de que a companhia usou recursos de clientes para realizar operações próprias e de suas subsidiárias.

Apesar disso, as principais moedas digitais conseguiram mostrar certa resiliência, sofrendo um choque inicial, mas conseguindo manter os preços a partir de então. Agora a virada para dezembro traz um pouco de expectativa que o mercado possa se recuperar para 2023.

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Entre as dez maiores criptos do mercado, todas fecharam novembro no negativo, mas a Polygon (MATIC) conseguiu recuar apenas 3%, enquanto a Binance Coin (BNB) também recuou menos de 10%.

Confira o desempenho das principais criptomoedas em novembro (até às 15h30 do dia 30):

Criptomoeda Preço Variação 
Bitcoin (BTC) US$ 16.787 -17,68%
Ethereum (ETH) US$ 1.266 -19,14%
Binance Coin (BNB) US$ 295,70 -9,55%
XRP (XRP) US$ 0,3965 -12,63%
Dogecoin (DOGE) US$ 0,1007 -21,90%

Maiores altas de novembro

Entre as maiores altas, dois tokens chamaram atenção, com ganhos de mais de 40%, o Trust Wallet Token (TWT), que ganhou força com a queda da FTX, e a Litecoin (LTC).

Esse ativo é o nativo de uma carteira de autocustódia (em que o usuário fica com posse de seus ativos) e acabou impulsionado não só pela quebra de confiança dos investidores com exchanges mas também porque o CEO da Binance, Changpeng Zhao (CZ) publicou um tuite apoiando a Trust Wallet, levando os ativos a dispararem.

Já a Litecoin começou a ganhar força recentemente e analistas apontam para um movimento puxado pela diminuição da oferta da cripto que ocorrerá daqui oito meses. Assim como o Bitcoin, a Litecoin também sofre o processo de halving, em que a recompensa dos mineradores cai pela metade, o que cria uma tendência deflacionária no ativo, puxando o preço para cima.

As criptomoedas com as maiores altas de novembro (até às 15h30 do dia 30):

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Criptomoeda Fechamento do mês Variação
Trust Wallet Token (TWT) US$ 2,02 +68,80%
Litecoin (LTC) US$ 77,62 +42,37%
OKB (OKB) US$ 21,04 +23,19%
Toncoin (TON) US$ 1,88 +23,83%
GMX (GMX) US$ 45,81 +7,97%

Maiores quedas de novembro

Do lado negativo, as duas piores criptos do mês recuaram mais de 50%, com o pior desempenho ficando com a Solana (SOL), que desabou no início do mês também afetada pela FTX, já que seu projeto foi apoiado pela exchange desde o início, o que gerou uma grande crise de confiança sobre a cripto.

Além dela, o Ethereum PoW (ETHW), criado da separação da rede principal do Ethereum quando ocorreu a atualização Merge, também caiu forte. A cripto não tem tido muito apoio desde sua criação e analistas apontam desde antes de seu lançamento que ela dificilmente irá se sustentar.

Todas as top 5 maiores quedas do mês caíram mais de 40%, mas o movimento negativo foi ainda mais forte, com 19 das 100 maiores criptos em valor de mercado perdendo mais de 30% de valor em novembro.

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As criptomoedas com as maiores baixas de novembro (até às 15h30 do dia 30):

Criptomoeda Fechamento do mês Variação
Solana (SOL) US$ 13,34 -59,26%
Ethereum PoW (ETHW) US$ 3,25 -50,94%
Near Protocol (NEAR) US$ 1,69 -45,42%
Cronos (CRO) US$ 0,06381 -43,97%
Helium (HNT) US$ 2,36 -41,09%

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.