Após queda de 33% nas ações das SpaceX, o que balanço pode mostrar nesta 3ª?

Segundo estimativas compiladas pela Bloomberg, a SpaceX deve registrar receita de US$ 6,87 bilhões entre abril e junho, acima dos US$ 4,7 bilhões apurados nos três primeiros meses do ano

Equipe InfoMoney

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A SpaceX se prepara para divulgar nesta terça-feira, após o fechamento do mercado, seu resultado do segundo trimestre, em um teste importante para o mercado após a estreia da companhia na bolsa. O anúncio ocorre em meio a uma forte desvalorização das ações, que perderam fôlego desde o IPO.

Desde que passaram a ser negociados, os papéis da empresa de Elon Musk acumulam queda próxima de 30% em relação ao preço inicial de US$ 150 por ação. A correção é ainda mais intensa quando comparada ao pico histórico de US$ 225,64, deixando o mercado à procura de sinais que possam restaurar a confiança dos investidores.

Segundo estimativas compiladas pela Bloomberg, a SpaceX deve registrar receita de US$ 6,87 bilhões entre abril e junho, acima dos US$ 4,7 bilhões apurados nos três primeiros meses do ano. A expectativa também é de um prejuízo ajustado de US$ 0,25 por ação e Ebitda ajustado de US$ 2,03 bilhões.

Segundo Melissa Otto, da S&P Global Visible Alpha, o consenso de mercado aponta que a SpaceX deve registrar receita de US$ 6,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, impulsionada principalmente pelo forte crescimento do segmento de Conectividade. Por outro lado, as expectativas para lucro operacional e lucro por ação (EPS) são mais moderadas, refletindo o aumento das despesas nas divisões de Inteligência Artificial e Espaço.

A analista destaca que a rentabilidade da empresa continua sendo sustentada pela operação de Conectividade, cuja margem operacional é estimada em 35,9% no trimestre, compensando as perdas operacionais dos demais segmentos.

Melissa Otto observa que as projeções para os resultados da companhia apresentam um elevado grau de dispersão, especialmente em relação aos custos. As estimativas de lucro por ação para o trimestre variam de prejuízo de US$ 1,26 por ação a lucro de US$ 0,33 por ação, o que torna a avaliação dos papéis mais complexa antes da divulgação dos números.

Longo prazo

No horizonte de longo prazo, Melissa Otto ressalta que os analistas esperam uma expansão significativa das margens da companhia, com a rentabilidade operacional consolidada avançando de 6,8% em 2026 para 20,5% em 2027. Ainda assim, o mercado acompanha com atenção os planos de investimentos da SpaceX, já que o capex total é projetado para saltar de US$ 48,7 bilhões neste ano para US$ 118,4 bilhões em 2028, enquanto a dívida total poderá superar US$ 218 bilhões no mesmo período.

Desde o IPO realizado em junho, as ações acumulam queda de 29,5%, em meio a preocupações dos investidores sobre os elevados gastos com infraestrutura de IA e data centers e a capacidade desses investimentos gerarem retornos compatíveis no futuro.

Além dos desembolsos voltados à IA, o mercado acompanha de perto os investimentos relacionados ao Starlink, serviço de internet via satélite da companhia, e ao desenvolvimento da Starship, peça central dos planos de expansão do negócio espacial.

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Nesse sentido, a empresa avança para uma nova etapa dos testes da nave. A meta agora é realizar pela primeira vez a captura de um estágio superior da Starship usando os braços mecânicos da torre Mechazilla, na base de lançamentos Starbase. O sistema já foi utilizado com sucesso para recuperar o propulsor Super Heavy.

Sobre a próxima missão, chamada Flight 14, Elon Musk indicou que a tentativa pode ocorrer já no próximo voo. “A menos que descubramos problemas após a revisão dos dados da missão, a SpaceX tentará capturar a nave com a torre no próximo voo”, escreveu o executivo nas redes sociais.

(com Yahoo Finance)

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