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As ações da Vale (VALE3) aprofundaram o movimento de correção nas últimas sessões, em meio à piora do quadro técnico de curto prazo. Nesta quarta-feira (29), o papel fechou com queda de 5,87%, cotado a R$ 79,44, pressionado pelo aumento da força vendedora.
O desempenho foi acentuado após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, na noite de terça-feira (28), quando a mineradora registrou alta no lucro, mas números abaixo do esperado no potencial de geração de caixa, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Dessa forma, o ativo entra em um momento mais sensível, com perda de momentum (ritmo e força do movimento recente dos preços) e negociação abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés negativo no curto prazo. Caso feche a sessão de hoje no campo negativo, será a sétima queda consecutiva.
A correção ocorre após um período de valorização consistente, o que aumenta a probabilidade de ajustes mais intensos. O IFR (14), em 38,39, ainda está em zona neutra, mas já se aproxima de patamares mais baixos, o que pode abrir espaço para repiques técnicos.
Ainda assim, o cenário exige cautela, com o comportamento do preço nas regiões de suporte sendo determinante para os próximos movimentos.
Para entender até onde as ações da Vale (VALE3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

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Análise técnica Vale (VALE3)
No gráfico de 60 minutos, observo que o ativo confirma um movimento de baixa no curtíssimo prazo, após o rompimento da linha de tendência de alta (LTA) e aceleração do fluxo vendedor. O preço segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento relevante, o que reforça a dominância dos vendedores no intraday.

Para continuidade da queda, o ponto-chave está na perda da mínima recente em R$ 79,95, o que pode abrir espaço para testes em R$ 79,29 e R$ 78,01. Abaixo dessas regiões, o fluxo vendedor tende a se intensificar, com projeções em R$ 76,56, R$ 75,55 e R$ 74,70, ampliando o movimento corretivo no curto prazo.
Por outro lado, diante do movimento já esticado, não descarto repiques técnicos. Para isso, será necessário o retorno acima das médias, com rompimento das resistências em R$ 81,41 e R$ 82,91. Acima dessas faixas, o ativo pode buscar R$ 83,23, R$ 84,05 e R$ 85,30.
“Ainda assim, no cenário atual, sigo interpretando eventuais altas como correções dentro de uma tendência de baixa no curtíssimo prazo.”
Confira nossas análises:
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Gráfico diário
No gráfico diário, o movimento corretivo ganhou força, com o ativo negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e com afastamento relevante — um sinal claro de perda de força compradora. A queda para a região de R$ 80,77 reforça a dominância do fluxo vendedor no curto prazo.

Para continuidade do movimento de baixa, o nível mais importante segue sendo a perda da mínima do dia em R$ 79,95. Abaixo desse patamar, o papel pode acelerar as quedas em direção a R$ 74,06 e R$ 71,65. Em um cenário mais negativo, vejo espaço para testes na média de 200 períodos em R$ 67,85, além de R$ 65,70 e R$ 61,04.
Por outro lado, para sinalizar uma possível retomada do fluxo comprador, será necessário recuperar a região das médias, com rompimento das resistências em R$ 82,91 e R$ 84,05. Acima dessas faixas, o ativo pode ganhar fôlego para buscar R$ 87,17 e R$ 89,75, voltando a mirar a máxima histórica em R$ 91,62.
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“Em resumo, sigo com uma leitura mais cautelosa no curto prazo, com viés corretivo predominante. Ainda que repiques técnicos possam ocorrer, a estrutura atual indica que o mercado permanece sob controle dos vendedores até que haja uma recuperação mais consistente acima das resistências-chave.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
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