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Grupos ambientalistas se comprometeram a gastar mais US$ 1 milhão em anúncios online para pressionar a comunidade do Bitcoin (BTC) a alterar o código da rede da criptomoeda para reduzir o consumo de energia.
A pressão aumentou porque na madrugada desta quinta-feira (15) a blockchain Ethereum (ETH) – “casa” da segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado – mudou seu mecanismo de consenso de prova de trabalho (proof-of-work, ou PoW) para prova de participação (proof-of-stake, ou PoS), eliminando a necessidade de energia para validação de transações.
O evento foi chamado de “Merge” (Fusão, na tradução para o português).
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O Bitcoin, uma rede PoW, vem enfrentando críticas crescentes sobre seu uso de energia, que está no mesmo nível de alguns países pequenos. Essas críticas ecoaram em parte em um relatório sobre mineração de BTC publicado pela Casa Branca na semana passada.
“A ‘fusão’ energeticamente eficiente do Ethereum deixa o Bitcoin como o único poluidor climático de mercado de criptomoedas“, escreveu a Environmental Working Group (EWG), uma organização de defesa do meio ambiente, em um comunicado divulgado nesta quinta.
No início deste ano, o EWG, junto com o Greenpeace USA, o cofundador da Ripple, Chris Larsen, e outras pequenas organizações ambientais lançaram uma campanha para alterar o código do Bitcoin.
Além dos recursos para anúncios, o Greenpeace iniciou uma petição online pedindo para a Fidelity Investments, quarta maior empresa de gerenciamento de ativos do mundo, ajudar a pressonar o Bitcoin a mudar para PoS.
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