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Petrobras tem o menor patamar de endividamento desde 2012

Ivan Monteiro a antecipação sua negociação de dívidas em meio a um cenário de aumento nos juros básicos na Inglaterra e nos Estados Unidos

Plataforma petróleo
(Stay_Positive)

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) terminou o segundo semestre com o menor patamar de endividamento desde 2012, com US$ 91,7 bilhões dívida total. Atualmente, a taxa média de financiamentos é de 6,2% ao ano, praticamente inalterado em relação ao fim de 2017, e o prazo médio foi alongado de 8,62 anos para 9,11 anos.

O dado é positivo, uma vez que a Petrobras já esteve no posto de segunda empresa mais endividada da América, quando sua dívida bruta atingiu R$ 506,5 bilhões no terceiro trimestre de 2015, no maior patamar já registrado pela empresa.

A alavancagem da estatal está em 50%, patamar que o diretor financeiro, Rafael Grisolia, reconhece como elevado em relação aos pares de mercado - que tem taxas próximas de 20%. A cúpula da Petrobras destacou, em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (3), a gestão da dívida que vem sendo feita e que seu cronograma de amortizações prevê caia de US$ 18,1 bilhões, valor suficiente para saldar os débitos com vencimento até 2021. Nos próximos anos, o período de 2022 e 2023 acumulam dívidas de US$ 25,8 bilhões, com níveis decrescentes daí em diante.

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O presidente da estatal, Ivan Monteiro, ressaltou o fato de a empresa ter antecipação sua negociação de dívidas em meio a um cenário de aumento nos juros básicos na Inglaterra e expectativa de novas altas na taxa de juros dos Estados Unidos ao longo deste ano.

Além disso, a empresa destacou o maior controle de seus custos operacionais. As despesas administrativas caíram 4% no primeiro semestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 4,3 bilhões, enquanto as despesas com vendas saltaram 41%, para R$ 8,9 bilhões. 

Os custos de extração recuaram 7% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, para US$ 10,5/boe (barris de óleo equivalente). Os custos com o refino caíram 11%, também em base trimestral, para US$ 8,6/barril. 

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