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Ibovespa salta 2% com exterior e fecha acima de 75 mil pontos; dólar vai a R$ 3,88

Índice avançou puxado pelo bom humor em Wall Street e arrancada das siderúrgicas

SÃO PAULO - O Ibovespa ganhou força no fim do pregão, fechando o pregão desta quinta-feira (12) praticamente na máxima do dia, seguindo o otimismo do mercado internacional, que se recuperou após a forte queda na véspera com os investidores amenizando as tensões com a guerra comercial entre EUA e China. O movimento de alta por aqui foi liderado pelas siderúrgicas Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3), assim como pelos bancos.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com alta de 1,96%, aos 75.857 pontos, encerrando uma sequência de duas quedas, chegando ao seu maior nível desde 6 de junho, quando estava em 76.117 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 9,701 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, ganhou força durante a tarde e virou para o positivo, fechando com alta de 0,08%, cotado a R$ 3,8841 na venda.

No exterior, após amargarem queda de 1% no pregão passado, os índices Dow Jones e S&P 500 subiram 0,91% e 0,87%, respectivamente, impulsionados pelas commodities, com o minério de ferro negociado na China subindo 2% e o petróleo negociado em Londres se recuperando da queda de 6% ontem após a Líbia anunciar que está reabrindo quatro terminais de exportação. O índice Nasdaq, por sua vez, avançou 1,39% e bateu sua máxima histórica.

Entre os indicadores, chamou atenção o resultado abaixo do esperado da inflação ao consumidor nos EUA. O CPI (Consumer Price Index) surpreendeu ao registrar avanço de 0,1% na passagem maio para junho, enquanto o mercado esperava avanço de 0,2%, deixando os investidores mais tranquilos quanto ao ritmo de inflação no país, o que implica em menor pressa do Fed em acelerar o compasso de aumento de juros.

Destaques do mercado

Diante do otimismo do mercado, as ações do setor siderúrgico recuperaram-se da queda da véspera por conta do aumento da tensão comercial entre EUA e China, enquanto os papéis dos bancos subiram com a prévia operacional para o segundo trimestre divulgada pelo Credit Suisse, ressaltando o bom momento das instituições financeiras.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 8,23 +9,30 -9,16 168,77M
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 123,37 +7,74 +54,21 256,48M
 CSNA3 SID NACIONALON 8,01 +5,81 -4,42 117,10M
 GOAU4 GERDAU MET PN 7,17 +5,75 +24,47 75,94M
 SANB11 SANTANDER BRUNT ED 31,47 +5,64 +1,24 80,79M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 HYPE3 HYPERA ON EJ 27,25 -2,47 -21,29 65,43M
 BRKM5 BRASKEM PNA 52,53 -2,14 +27,81 108,86M
 EQTL3 EQUATORIAL ON 57,97 -1,75 -10,16 53,03M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 44,16 -1,60 +137,42 140,55M
 SMLS3 SMILES ON EJ 50,34 -1,49 -30,20 92,00M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE3 VALE ON 50,45 +3,25 1,04B 739,33M 35.828 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 17,95 +3,10 872,46M 1,08B 43.456 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 43,16 +1,89 580,37M 549,91M 32.149 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 28,50 +2,93 413,42M 399,15M 24.447 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 18,24 +1,84 344,32M 275,35M 27.589 
 BBAS3 BRASIL ON 30,36 +1,91 302,09M 349,24M 17.646 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 123,37 +7,74 256,48M 210,41M 7.926 
 B3SA3 B3 ON 23,06 +3,04 216,65M 242,58M 26.174 
 EMBR3 EMBRAER ON 21,66 +0,37 180,46M 122,55M 22.273 
 USIM5 USIMINAS PNA 8,23 +9,30 168,77M 96,04M 17.283 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Pauta-bomba do Congresso
O Congresso concluiu na madrugada desta quinta-feira a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2019 e derrubou a proibição a reajustes para a servidores públicos no ano que vem, cujo impacto pode ultrapassar os R$ 100 bilhões nas contas públicas nos próximos anos, aponta o Estadão em matéria desta quinta-feira. Com a aprovação, o texto seguirá para sanção do presidente Michel Temer.

Na última terça, por exemplo, o Senado manteve benefícios tributários à indústria de refrigerantes da Zona Franca de Manaus, revogando um decreto presidencial. A medida, que provoca um impacto de R$ 1,78 bilhão por ano no Orçamento, precisa passar pela Câmara. Outros projetos já foram aprovados pelas duas Casas, como o perdão de dívidas tributárias de produtores rurais, que custará R$ 13 bilhões só este ano.

Na outra ponta, o governo tenta uma compensação, com medidas que aumentam receita e reduzem gastos na tentativa de, pelo menos, fechar as contas de 2019. Segundo informações do Estadão, a área econômica, que tem até o final de agosto para fechar o Orçamento do ano que vem, já avisou que vai propor novamente o adiamento do reajuste dos servidores em 2019 e a tributação dos fundos exclusivos para clientes de alta renda, que juntos poderiam render até R$ 17 bilhões para a União.

Apesar da revés fiscal sofrido pelo governo, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, aos 6,82% e 9,19%, respectivamente, calmaria que também é vista no mercado de câmbio.

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Notícias do dia

Os desdobramentos sobre a batalha jurídica do último domingo sobre soltar ou não Lula seguem no radar. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu abertura de inquérito contra desembargador que mandou soltar Lula, Rogério Favreto. Enquanto isso, a juíza substituta Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, afirmou que o ex-presidente está inelegível e com isso negou uma série de pedidos para realização de sabatinas e entrevistas com o petista na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Com esse cenário se desenhando, Lula deve apoiar outro candidato do PT à Presidência se ele permanecer na prisão, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ) à Bloomberg em uma entrevista, mas ressaltando que o  PT continuará a usar todas as ferramentas legais à sua disposição para libertar o ex-presidente. 

O governo de Michel Temer também está de olho nas eleições e, conforme informa o Estadão, o Planalto intervém para evitar o apoio do PP a Ciro Gomes nas eleições de 2018. Já o Painel da Folha relata ainda que, enquanto Temer tenta demover o DEM e o PP de apoiarem Ciro, o PT faz o mesmo procurando dirigentes do Progressistas, PSB e PR. Caso Lula não seja candidato, PT teme que Ciro colha no Nordeste os votos que normalmente vão para o ex-presidente, prejudicando o plano B petista.

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