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Ação que já subiu 142% no ano ainda é a opção mais defensiva da Bolsa

 A recomendação para o papel é de compra, com potencial de valorização para R$ 67,50, o equivalente a 50,4%, com base no fechamento de quarta-feira

SÃO PAULO - As ações da Suzano (SUZB3) acumularam ganhos de 142% no primeiro semestre, mas será que ela já alcançou o topo? Para Marco Saravalle, analista da XP Investimentos, o papel ainda deve dar passos largos à frente e ainda é a opção mais defensiva da Bolsa brasileira.

Thiago Salomão, analista da Carteira Recomendada InfoMoney, destaca que a performance da Suzano foi muito superior à da Fibria (+52,7%) porque, com o acordo de fusão, a Fibria acabou se tornando uma "carteira" com 20% de ações e 80% de investimentos em CDI.

No primeiro semestre, a Suzano se beneficiou dos preços elevados de celulose e da disparada de 17% do dólar, além da repercussão positiva do acordo de fusão com a Fibria. Esse cenário não muda para o segundo semestre. O dólar deve manter sua valorização em meio às incertezas políticas no Brasil e ao aumento de juros nos Estados Unidos. Além disso, os preços da celulose não dão sinais de arrefecimento. 

"Na medida em que a Suzano compra a empresa [Fibria], reduz novas ofertas e a demanda que não para de subir. A China não para de dar indicadores de que vai subir a demanda", disse Saravalle durante o programa Bê-a-Bá da Bolsa (confira no player acima). 

Enquanto o mercado em que a empresa atua se mostra otimista, o ambiente doméstico segue arriscado com as incertezas crescentes com a corrida presidencial. Neste cenário, as ações ainda se mostram a opção certeira para o investidor resguardar seu portfólio. "Suzano continua sendo um dos melhores ativos para fazer essa proteção", diz Saravalle.

Upside de 50%
Os fundamentos da Suzano foram avaliados com profundidade na nova plataforma de conteúdo para análise de Renda Variável, o XP Research. A recomendação para o papel é de compra, com potencial de valorização para R$ 67,50, o equivalente a 50,4%, com base no fechamento de quarta-feira (11).

Veja o resumo da análise do XP Research para Suzano: 

Por que comprar? (1) preço de celulose se sustentando acima do esperado por mais tempo; (2) integração com a Fibria pode trazer até R$ 10 bilhões em sinergias (15% a 20% de seu valor de mercado atual); e (3) beneficio da alta do dólar e proteção ao cenário doméstico, o que é bem vindo no atual cenário de incerteza. As ações negociam a 5-5,5x EV/Ebitda 2019, abaixo dos 6,5-7x que vemos como justo.

Com 100% das receitas de celulose dolarizadas e boa parte das receitas de papel também, a Suzano é um dos grandes beneficiados com a alta do dólar este ano. Além disso, dado que a celulose é um negocio voltado para a exportação, a Suzano não sofre com a atual incerteza no campo econômico e politico no Brasil. A Suzano é uma ação defensiva, negociando a múltiplos atrativos e em meio a um processo de fusão que deve destravar valor significativo. Apesar dos R$ 29 bilhões de dívida que devem ser contraídos para a aquisição da Fibria, esperamos que a "nova Suzano" nasça com dívida liquida/Ebitda entre 2,5-3x e termine 2019 em 2-2,5x, patamar visto como saudável.

Quais os riscos? Por ser uma empresa com receitas 100% dolarizada, o risco da tese de investimento é que o dólar caia fortemente no curto prazo, o que é improvável diante da incerteza do cenário eleitoral e o momento complexo da geopolítica global, contudo, não é impossível.

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