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Magazine Luiza dispara 5% e Bradesco afunda 3% após balanços; Oi salta até 21% com possível "solução chinesa"

Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira

Magazine Luiza
(Divulgação/Shopping Iguatemi Fortaleza)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve sua quarta queda em cinco pregões nesta quarta-feira (1) pré-feriado de Finados, que manterá o mercado brasileiro fechado na quinta. Os investidores mantiveram tom de cautela enquanto aguardam pela escolha amanhã do próximo presidente do Federal Reserve.

Hoje, o índice até tentou apagar o movimento de queda em primeira reação à decisão do Federal Reserve, que manteve os juros inalterados, em linha com a expectativa do mercado, sinalizando que o Banco Central americano permanece no caminho para subir os juros mais uma vez este ano. No entanto, minutos depois voltou a operar em queda, em níveis pré-divulgação da decisão, fechando em baixa de 0,39%, a 74.018 pontos. 

O mercado sofre influência também da temporada de balanços do 3° trimestre, que contribuiu para mais um dia de queda das ações de peso dos bancos. Fora do Ibovespa, o grande destaque ficou com Magazine Luiza, que chegou a disparar 9,02%, a R$ 69,50, depois do resultado. 

Confira abaixo os principais destaques de ações desta segunda-feira:

 Bradesco (BBDC4, R$ 33,60, -3,11%)
Depois de atingirem alta de 0,92%, a R$ 35,00, perto da abertura do pregão, as ações do Bradesco viraram para queda, fechando na mínima do dia, na esteira da divulgação do balanço do 3° trimestre. Acompanharam o movimento negativo os demais papéis do setor: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 41,52, -1,23%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,07, -1,07%) e Santander (SANB11, R$ 29,07, +1,61%). 

O lucro líquido recorrente do banco teve alta no período, uma vez que menores despesas administrativas e com provisões para calotes amenizaram os efeitos de outra rodada de contração de crédito. O lucro líquido ajustado no trimestre somou R$ 4,81 bilhões, crescimento de 7,8% quando comparado com o mesmo período de 2016. Já em termos contábeis, o lucro caiu 10,9%, para R$ 2,884 bilhões.  

Os analistas do BTG Pactual destacaram que, embora o lucro líquido ajustado tenha vindo em linha com as estimativas, os papéis do Bradesco tiveram um desempenho acima do Itaú Unibanco - que reportou balanço na noite da última segunda-feira - ontem por conta de expectativa de uma NII (receita líquida de juros, na sigla em inglês) mais forte - o que não ocorreu. Por conta disso, apontavam em relatório, o papel pode devolver hoje. 

Eles apontam que a NII foi impactada por um "impairment" de bonds (que na prática é provisões com devedores duvidosos), mas, mesmo excluindo esse efeito, ainda assim cairia cerca de 2% na comparação com o trimestre anterior. Com isso, apesar da boa qualidade do ativo e Opex (despesas operacionais, na sigla em inglês), eles comentam que ficaram um pouco decepcionados com a receita líquida do banco. A boa notícia, dizem, é que o NIM (margem financeira, na sigla em inglês) de crédito subiu em 10 pontos-base quando comparado com o 2º trimestre e a marcação dos títulos AFS (Available for Sale) subiu, o que pode ajudar a NII para frente. 

Diante desse cenário, eles comentam que, para o papel ter um outro re-rating, assim como no caso de Itaú, é preciso que vejam o crescimento de crédito mostrando uma recuperação mais robusta.

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) do banco no período foi de 18,1%, ante 18,2% no segundo trimestre e 17,6% no mesmo período do ano anterior. 

Magazine Luiza  (MGLU3, R$ 66,99, +5,08%) 
As ações da Magazine Luiza dispararam nesta sessão, atingindo na máxima do dia alta de 9,02%, a R$ 69,50, após balanço do 3° trimestre. O volume financeiro movimentado com o papel hoje alcançou R$ 221,5 milhões, acima da média diária de R$ 175,7 milhões dos últimos 21 pregões.  

A empresa reportou um lucro líquido de R$ 92,5 milhões no período - o melhor resultado na história. O valor representa uma alta de 273% ante os R$ 24,8 milhões apresentados um ano antes. Nesta mesma comparação, a receita líquida da companhia avançou 26,5%, para R$ 2,86 bilhões.

Entre julho e setembro, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) saltou 38,8%, para R$ 250,4 milhões. Segundo a empresa, o elevado crescimento das vendas, a contribuição positiva do e-commerce e a diluição das despesas contribuíram para o alcance da maior margem Ebitda desde o IPO, em 8,8%.

Além disso, as despesas financeiras foram diluídas em 2,3 pontos percentuais, para 2,9% da receita líquida, resultado da redução significativa da dívida líquida e da queda do CDI. As vendas do e-commerce cresceram 54,6% no terceiro trimestre, atingindo 30% nas vendas totais da companhia.

O fluxo de caixa das operações alcançou R$ 974 milhões nos últimos 12 meses, em função da melhoria dos resultados e da gestão do capital de giro. No terceiro trimestre, o "Magalu" (como a empresa quer ser chamada) melhorou o giro dos estoques em 9 dias (para 70 dias) e o prazo médio de compras em 4 dias (para 91 dias).

Os números foram bem recebidos pelos analistas de mercado, com o BTG Pactual e o BofA tendo visão positiva sobre o papel. O BofA apontou que a companhia deve registrar um bom momentum com a Black Friday e os feriados. "Continuamos a perceber que ela está excepcionalmente bem posicionada até o fim do ano. Os concorrentes das lojas parecem estar cedendo participação no Nordeste e prevemos que a demanda seja sustentada pela recuperação de confiança, melhoria dos salariais reais, menores taxas de juros, ciclos de novos produtos", entre outros fatores, avaliam Robert Aguilar e Melissa Byun. Veja mais clicando aqui. 

IRB Brasil (IRBR3, R$ 33,33, +1,58%)
A IRB registrou um avanço de 236% no lucro líquido de R$ 222 milhões no terceiro trimestre de 2017 (26% de ROE), enquanto os prêmios registraram alta de 34%. O BTG Pactual destacou que a companhia teve um bom controle de despesas operacionais e que o bom momentum para a companhia deve persistir. 

Já para o Itaú BBA, o crescimento dos prêmios foi o destaque dos resultados, 34% acima do mesmo valor no último ano em razão do aumento das negociações no exterior.

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 14,67, +1,88%)
A EDP Energias do Brasil teve lucro líquido de R$ 140,0 milhões no terceiro trimestre de 2017, 39,3% menor na comparação com o lucro líquido de R$ 230,7 milhões do mesmo período de 2016.

Já a receita líquida da EDP no terceiro trimestre de 2017 alcançou R$ 3,328 bilhões, em alta de 39,7% sobre os R$ 2,382 bilhões do terceiro trimestre de 2016. O Ebitda caiu 12,0% no terceiro trimestre deste ano, para R$ 551,5 milhões. A despesa financeira da EDP caiu 1,9%, para R$ 128,3 milhões no terceiro trimestre deste ano. 

Recomendações
O radar de recomendações também é movimentado hoje. Veja abaixo:

A Arezzo (ARZZ3, R$ 50,30, -0,49%) foi rebaixada para market perform pelo Itaú BBA e pelo Credit Suisse.

A Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 65,66, -1,26%) foi rebaixada para market perform pelo BB Investimentos.

A CSN (CSNA3, R$ 8,16, -3,20%) foi elevada para market perform pelo Itaú BBA. O banco apontou que o risco de alavancagem está diminuindo gradualmente, mas resultados do aço ainda mantém cautela, enquanto a companhia deverá se beneficiar de uma recuperação do PIB brasileiro, com impacto positivo nas vendas de aço inoxidável, aços longos e cimento. 

A Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,08, -2,84%) foi rebaixada para neutra pelo JPMorgan, enquanto a B2W (BTOW3, R$ 22,35, +5,28%) foi elevada para overweight. As duas empresas divulgam nesta noite os balanços do 3° trimestre. 

B2W terá seus dias de Magazine Luiza? O melhor ainda está por vir para a ação que sobe 120% este ano (link aqui)

A Metal Leve (LEVE3, R$ 22,60, +5,36%) foi elevada a ’outperform’ pelo Safra, com preço-alvo de R$ 25.

Já a Energisa (EGIE3, R$ 35,63, -0,47%) foi iniciada com recomendação overweight pelo JPMorgan.

Petrobras (PETR3, R$ 17,54, +0,69%; PETR4, R$ 16,90, +0,78%)
As ações da Petrobras subiram na contramão dos preços do petróleo, que viraram para queda nesta tarde após decepção com os dados dos estoques da commodity nos Estados Unidos. Em Londres, os contratos futuros do Brent registravam queda de 0,8%, a US$ 60,47 o barril, enquanto os contratos do WTI, negociados em Nova York, fecharam em desvalorização de 0,2%, a US$ 54,30 o barril. 

Segundo a Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), os estoques do petróleo no país caíram em 2,4 milhões de barris na semana encerrada em 27 de outubro. Embora o número tenha ficado acima das projeções da Reuters de queda de 1,8 milhão de barris da commodity no período, ficou bem aquém da baixa de 5,1 milhões de barris reportada na última terça-feira pela API (American Petroleum Institute). 

Bradespar (BRAP4, R$ 24,25, +1,04%) 
A Bradespar informou na noite de terça-feira (31) que a administração da empresa deliberou não pagar a primeira parcela da remuneração ao acionista como está no estatuto da companhia.

De acordo com o comunicado, isso ocorreu por não terem sido atendidos requisitos previstos no item 2.1 da "Política Indicativa de Remuneração Anual ao Acionista".

A companhia disse que continuará avaliando, até o último dia útil do mês de março de 2018, considerando o resultado do último trimestre e a evolução do fluxo de caixa livre, para definir sobre o pagamento de dividendos e/ou juros sobre o capital próprio.

Natura (NATU3, R$ 30,68, -0,94%)
A Natura convocou assembleia geral extraordinária dia 30 de novembro para aprovar a nova estrutura de governança corporativa após a conclusão da compra da The Body Shop. Conforme apresentado em setembro, o novo “Grupo Natura” terá Roberto Marques como presidente-executivo do Conselho de Administração e um novo membro do conselho, Peter Saunders, que já foi CEO da The Body Shop.

Marques, atual membro do conselho da Natura, foi presidente da Mondelez Internacional para a América do Norte. Os três fundadores da Natura, Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos permanecerão como co-presidentes do Conselho de Administração.

O Grupo Natura é formado por três marcas: Natura, a marca australiana Aesop e The Body Shop. Cada uma das três marcas terá seu próprio diretor-presidente e Comitê Executivo e os três CEOs vão se reportar a Roberto Marques. João Paulo Ferreira permanecerá como presidente da Natura. Michael O’Keeffe também segue como presidente da Aesop. E o presidente escolhido para The Body Shop é David Boynton, antes diretor presidente da britânica Charles Tyrwhitt, de moda masculina, e que também passou pela francesa L’Occitane.

Oi (OIBR3, R$ 5,23, +11,75%; OIBR4, R$ 4,35, +13,87%)
A Oi disparou na bolsa nesta tarde com possível "solução chinesa". Na máxima do dia, as ações ONs saltaram 16,03%, a R$ 5,43, enquanto os papéis PNs subiram 20,94%, a R$ 4,62.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, vai ouvir nesta quarta-feira dos representantes da China Telecom e do fundo TPG que a Oi precisa de R$ 10 bilhões em dinheiro novo para se tornar viável, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Quem tem reunião hoje também com a Advocacia é o empresário Nelson Tanure, um dos principais acionistas da tele, por meio do fundo Société Mondiale e de outros veículos de investimentos.

Segundo uma fonte disse ao jornal O Globo, "a China Telecom já possui o processo de due diligence. O governo quer uma solução chinesa para a Oi". 

A Folha diz que a China Telecom e o TPG planejam comprar a Oi sob duas condições: a aprovação pelo Congresso de uma lei que transforma a concessão na telefonia em autorização; e a negociação, em separado, da dívida de cerca de R$ 20 bilhões em multas da Anatel.

Aviação
As ações do setor de aviação - Gol (GOLL4, R$ 13,86, +0,07%) e Azul (AZUL4, R$ 27,36, -0,15%) - chegaram a subir 2% mas amenizaram os ganhos, fechando em leves ganhos e perdas, em dia que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) apontou que projeto que unifica a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre querosene de aviação será votado no dia 20 de novembro. 

Pelas contas dos analistas do Bank of America Merrill Lynch, se passar no plenário do Senado, isso representará uma economia anual de R$ 130 milhões para a Gol, adicionando 120 pontos-base na margem Ebit (Ebit/Receita Líquida) da empresa e 17% no preço justo das ações. Atualmente, o banco tem recomendação de compra para a emrpesa, com preço-alvo de US$ 28,00 por ADR (American Depositary Receipt).  

"Ainda há tempo para pegar esse jato": o próximo catalisador das ações que disparam 225% em 2017. Veja aqui.

Vale (VALE3, R$ 32,82, +2,24%; VALE5, R$ 30,49, +2,52%)
As ações da Vale subiram acompanhando os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian, que subiram 0,94%, a 430 iuanes, nesta sessão.

No radar, uma liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu a mineradora Vale de dar prosseguimento à implantação da Barragem Maravilhas III, no município de Itabirito (MG). A decisão também determina que o governo de Minas Gerais se abstenha de conceder qualquer licença relacionada ao empreendimento.

O despacho foi assinado nessa segunda-feira (30), pelo juiz Michel Curi e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. Ele atendeu a um pedido formulado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apresentou ação civil pública apontando irregularidades no processo de concessão da licença prévia para implantação da barragem.

De acordo com os procuradores, Maravilhas III foi projetada como parte integrante do Complexo Minerário Mina do Pico, onde são executadas atividades de lavra de minério de ferro. No entanto, segundo o Ministério Público, a obra colocaria em risco a comunidade localizada à jusante da barragem, além de uma Estação de Tratamento de Água Bela Fama, gerida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), responsável por abastecer aproximadamente 48% da população da região metropolitana de Belo Horizonte.

Na decisão, o magistrado citou parecer da Superintendência Regional de Meio Ambiente, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que comprovaria a existência de núcleos populacionais na "zona de autossalvamento". De acordo com Michel Curi e Silva, trata-se de um “local onde não haverá tempo para intervenção do Poder Público em caso de acidente com a estrutura de contenção da barragem de rejeitos”.

O juiz citou ainda a tragédia de Mariana (MG), que completa dois anos no próximo domingo (5). Na época, o rompimento de uma barragem da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton, provocou o maior desastre ambiental do país e levou 19 pessoas à morte. “A recente tragédia ambiental, sem precedentes, (...) deveria ser suficiente para rechaçar a utilização de vetustas barragens de rejeitos, há muito ultrapassadas por tecnologias existentes e disponíveis para o mesmo fim”, destacou o juiz na decisão.

Eletrobras (ELET3, R$ 20,75, -5,90%; ELET6, R$ 23,80, -6,08%)
Segundo o Estadão, o presidente Michel Temer enviará a proposta de privatização da Eletrobras por meio de projeto de lei e não por medida provisória (MP), afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Segundo ele, ainda não há previsão de envio da matéria. 

"O governo não iria mandar um assunto polêmico desses por MP. Falei com o presidente, que me garantiu que será por projeto de lei", disse o parlamentar ao jornal. 

Cemig (CMIG4, R$ 7,41, -4,14%)
O rating global da Cemig foi rebaixado a B3 pela Moody's e colocado em revisão para possível novo rebaixamento. O rebaixamento reflete o progresso limitado na execução/formalização do plano de refinanciamento, incluindo a proposta de emissão de US$ 1 bilhão em eurobônus diante do vencimento de dívidas de R$ 3,3 bilhões até dezembro de 2017, segundo o relatório.

A posição de liquidez da companhia se deteriorou, como exemplificado pela postergação, por 60 dias, de R$ 459 milhões em dívidas com o Banco do Brasil com vencimento em outubro de 2017, acompanhado de maiores custos financeiros e covenants mais rígidos. Os ratings levam em consideração a posição de mercado ainda sólida e a carteira de ativos da companhia, bem como a estrutura de capital e os níveis de alavancagem que fornecem a base para execução do plano de financiamento.

OSX (OSXB3, R$ 9,88, +6,01%)
O Conselho de Administração da OSX elegeu Marcos Cattan Júnior diretor-presidente. 

Camil (CAML3, R$ 8,24, +2,23%)
A Camil aprovou a emissão de R$ 200 milhões em debêntures em série única para colocação privada, segundo comunicado ao mercado. Os recursos serão usados para cumprir obrigações de compra de açúcar e vinculados à emissão de um CRA. O prazo é de 4 anos e a remuneração é equivalente a 98% da variação do CDI.

Restoque (LLIS3, R$ 43,80, -0,09%)
A coluna do Broad, do Estadão, informa que a Restoque já contratou os bancos de investimento que estruturarão sua oferta de ações, prevista para ocorrer em novembro. A emissão será a porta de saída para os fundos Advent e Warburg Pincus, que detêm, juntos, cerca de 48% da companhia. Procurada pela publicação, a Restoque não comentou.

Construtoras
A Câmara aprovou na terça-feira uma medida provisória sobre o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), com uma mudança importante que afeta o segmento de construtoras de baixa renda: não há mais uma cláusula para que o FGTS seja usado ??para pagar empréstimos do FIES, diz relatório do Bradesco BBI assinado por Luiz Mauricio Garcia e André Mazini.

O anúncio confirma a tese de que o governo e as partes interessadas
do segmento de baixa renda estão profundamente envolvidos na
manutenção da sustentabilidade do FGTS para que o fundo continue
financiando o programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida", comentam. Com isso, os empréstimos do Fies não devem mais ser apresentados como uma ameaça. 

"Acreditamos que outras ameaças, como usar o FGTS para pagar
empréstimos consignados, também não devem ser aprovadas". 

Na bolsa, as ações da MRV Engenharia (MRVE3, R$ 13,08, +3,40%) têm alta mais acentuada entre as construtoras expostas ao segmento de baixa renda, mas operam em alta também os papéis da Direcional (DIRR3, R$ 5,93, +1,37%) e Tenda (TEND3, R$ 17,79, +4,04%). 

Para o Bradesco BBI, MRV e Tenda seguem como as preferidas no setor. 

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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