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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira em que se atentar na abertura do mercado brasileiro

Kim Jong Un
(Reprodução/Youtube)

SÃO PAULO - O noticiário é bastante movimentado nesta quinta-feira, com atenção para a intensa temporada de balanços, a reforma política e as notícias sobre as revisões de meta fiscal. Contudo, esse noticiário divide a atenção com a escalada da tensão geopolítica entre Coreia do Norte e EUA. Confira os destaques desta quinta-feira (10):

1. Bolsas mundiais 
A tensão nos mercados mundiais continua sendo destaque com a persistência da retórica agressiva na Coreia do Norte - além disso, Coreia do Sul e Japão responderam ao plano de Pyongyang de atacar Guam. Os dois países apontaram que a Coreia do Norte terá forte resposta se cumprir ameaça de atacar a ilha de Guam, onde está situada uma base naval americana. Hoje, a Coreia do Norte voltou a ameaçar um ataque às bases americanas na ilha. O governo afirmou que tem quatro mísseis de alcance médio preparados e apontados nessa direção para serem lançados após a ordem do líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

Desta forma, o dia é de baixa para as bolsas mundiais, enquanto a busca de proteção segue favorecendo ativos como ouro e iene.  Já o índice de commodities tem quarta alta seguida; petróleo sobe e se aproxima de US$ 50 com alívio na produção e queda dos estoques nos EUA. 

Às 8h13, este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) -0,42%

*FTSE (Reino Unido) -1,20%

*DAX (Alemanha) -0,74% 

*Hang Seng (Hong Kong) -1,13% (fechado)

*Xangai (China) (fechado) -0,42% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,05% (fechado)

*Petróleo WTI +0,30%, a US$ 49,54 o barril

*Petróleo brent +0,08%, a US$ 52,41 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,89%, a 564 iuanes

 * Minério de ferro negociado em Qingdao 62% +1,62%, a US$ 76,68 a tonelada

 

2. Meta fiscal e Refis
O noticiário sobre uma possível mudança na meta fiscal segue no radar dos mercados.  Diante de sucessivas frustrações de receitas, diante da reação negativa do Congresso e de líderes da base aliada à ideia de aumento de Imposto de Renda - e de qualquer tipo de tributo - neste momento, o governo federal deve rever as metas de déficit deste ano e de 2018, diz a  Folha de S. Paulo e o blog de João Borges, do G1. A decisão teria sido tomada nesta quarta-feira (9) durante reunião entre os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) e o presidente Michel Temer.  De acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo, o governo anuncia hoje a meta, com o rombo R$ 20 bilhões mais alto, para déficit de R$ 159 bilhões. 

Por outro lado, uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que o governo não decidirá sobre uma possível alteração na meta fiscal deste ano antes de setembro, após o assunto ter sido discutido entre ministros e Temer. "Até setembro, nada muda com certeza", disse a fonte, que pediu para não ser identificada. "Depois, só fazendo as contas."

A disputa dentro do governo está intensa, com parte do Planalto alinhado com o Ministério do Planejamento querendo aumentar já a meta de déficit primário deste ano, de R$ 139 bilhões. Mas a Fazenda prefere esperar mais para manter a mensagem de maior austeridade na condução da equipe econômica, disse a agência. 

Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo reforça as notícias da véspera de que os líderes de partidos aliados avisaram ao presidente Temer que não pretendem retomar as articulações para votar a reforma da Previdência no plenário da Câmara até que o governo reorganize a base aliada. 

Ainda na pauta econômica, o deputado Aguinaldo Ribeiro, líder do governo na Câmara, afirmou que a decisão sobre Refis deve sair nesta quinta-feira. "Estamos discutindo e elencando os pontos que podem ter passado do acordo que foi firmado", disse Ribeiro sobre o texto do relator Newton Cardoso Jr. sobre o tema. 

 

3. Reforma política
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa mudanças nas regras eleitorais (PEC 77/03) aprovou, na madrugada desta quinta, o voto majoritário para deputados federais e estaduais e para vereadores nas eleições de 2018 e 2020.  Deputados divergiram sobre o sistema, chamado "distritão" e que, apesar de não estar no parecer apresentado pelo relator da proposta, deputado Vicente Candido (PT-SP), foi incluído na reforma política por meio de destaque e já valerá para as eleições do ano que vem, caso o texto seja confirmado pelo Plenário.

Ainda no noticiário político, a Polícia Federal isentou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no caso Furnas. Em relatório enviado ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado Alex Levi Resende concluiu que ‘não é possível atestar que senador realizou as condutas criminosas que lhe são imputadas’. Já a Câmara de Combate à Corrupção da PGR (Procuradoria Geral da República) decidiu desarquivar uma investigação sobre um suposto pagamento de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais. Com isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a ser investigado neste caso, que faz parte do mensalão.

4. Agenda de indicadores
A agenda de indicadores não conta com muitos destaques, sendo os principais os dados de pedido de seguro-desemprego dos EUA às 9h30 e de preços ao produtor de julho no mesmo horário. 

Entre os indicadores na Europa, a produção industrial do Reino Unido teve uma alta inesperada de 0,5% em junho ante maio, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). Analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam queda de 0,2% na produção. 

5. Noticiário corporativo
A temporada de resultados é mais uma vez o grande destaque do radar corporativo.  O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil (BBAS3) cresceu 47,1% no segundo trimestre na base de comparação anual, passando para R$ 2,649 bilhões. Já o lucro contábil teve alta de 6,2%, para R$ 2,619 bilhões. Ultrapar, Cosan, Guararapes, MRV, Randon, Oi, Taesa, T4F, PetroRio, Biosev, Rumo, Senior Solution, CPFL Renováveis, SLC Agrícola, entre outras companhias divulgaram seus números, que você pode conferir clicando aqui. Após o fechamento do mercado, a Petrobras divulgará os seus números do segundo trimestre. 

Além da temporada de balanços, a Vale concluiu a venda de navios para Bocomm por cerca de US$ 178 milhões. As recomendações também são destaque: a Arezzo foi elevada de venda para manutenção pelo Deutsche Bank, enquanto a Movida e a Cemig foram rebaixadas de compra para manutenção pelo Santander.  

Atenção ainda para o InfoTrade de hoje (coluna diária de análise técnica do InfoMoney), com destaque para a recomendação de compra aos papéis da CVC (CVCB3) (confira a análise completa clicando aqui).

(Com Bloomberg e Agência Estado) 

 

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