EXPERIMENTE!

Clique e experimente a
versão rápida do

Em mercados / acoes-e-indices

13 ações caem mais de 6% na semana e JBS lidera ganhos com alta de 18%; veja os destaques

Confira abaixo os principais destaques corporativos desta sessão

CSN 04 - Fábrica Siderurgia
(Divulgação CSN)

SÃO PAULO - Investidores tiveram cautela nesta sexta-feira (13), aguardando novas medidas do governo Michel Temer. O tom de aversão ao risco predominou nesta sessão, com o Ibovespa afundando 2,70%, para encerrar a semana praticamente estável, com leves ganhos de 0,17%, em 51.804 pontos.

Neste cenário, foram 9 ações subindo mais de 6% nos últimos cinco pregões, enquanto outros 13 papéis recuaram mais de 6%, com destaque para a Vale e as siderúrgicas, com CSN e Gerdau caindo mais de 9%. Além delas, chamou atenção o Pão de Açúcar, que com perdas de  10,20% na semana, ficou entre as piores ações após divulgar um fraco resultado. Por outro lado, a JBS liderou os ganhos da semana ao subir 18,64%, para R$ 10,50, seguida de perto pela Qualicorp e Cyrela, com altas de 13,92% e 11,17%, respectivamente.

No pregão de hoje, com a cautela ditando o rumo do mercado, as ações da Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos fecharam no negativo. Destaque nesta sessão também para as ações da Estácio e B2W, que afundaram após terem sido retiradas do MSCI Brazil, enquanto AES Tietê destoava do mercado e subia mais de 3% após ter sido incluída no índice.

Confira abaixo os principais destaques corporativos desta sessão:

Estácio (ESTC3, R$ 11,30, -4,80%) e B2W (BTOW3, R$ 9,46, -9,99%)
As ações da Estácio e B2W desabaram nesta sessão após terem sido retiradas nova carteira do MSCI Brazil, que passará a vigorar a partir de 1° de junho. Nas mínimas do dia, as ações da B2W chegaram a cair 8,28% (a R$ 9,64) - batendo o menor patamar desde 1° de agosto de 2013; a Estácio afundou até 6,74% (a R$ 11,07) 

Pelas contas do Credit Suisse, é esperado que saíam US$ 16,4 milhões das ações da B2W (que correspondem a 8,7 dias de negociação) e US$ 44,3 milhões da Estácio (que correspondem a 3,8 dias de negociação). Com as perdas de hoje, desde o dia 4 de maio, os papéis da companhia acumulam desvalorização de cerca de 31%.

Por outro lado, as units da AES Tietê (TIET11, R$ 14,90, +3,11%) dispararam hoje, com a inclusão no índice. A expectativa é que entrem US$ 37,6 milhões em compra de ativos da companhia, que correspondem a 6,6 dias de negociação.  

Petrobras (PETR3, R$ 12,12, -4,64%; PETR4, R$ 9,46, -3,37%)
As ações da Petrobras afundaram durante a tarde com o sentimento de cautela ditando o mercado hoje. Lá fora, o preço do petróleo caía, mas em movimento bem mais ameno. O petróleo Brent recuava 0,64%, a US$ 47,77 o barril, no mercado internacional. 

O dia negativo ofuscava o resultado operacional da estatal, que foi bem recebido pelo mercado na noite de ontem. Os bancos BTG Pactual, Santander, Credit Suisse e BB Investimentos ressaltaram resultados operacionais melhores do que o esperado no período. 

A Petrobras divulgou ontem os seus números do primeiro trimestre de 2016. O prejuízo de R$ 1,25 bilhão no período veio bem abaixo do consenso do mercado, mas a geração de caixa medida pelo Ebitda  (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações, na sigla em inglês) veio acima das expectativas. 

Os analistas do BTG Pactual ressaltaram ainda a evolução do programa de desinvestimentos da companhia, com o anúncio da venda na Argentina  e Chile por US$ 1,4 bilhão. A estatal revelou também que está em conversas exclusivas para venda da TAG. Segundo eles, se confirmado, o múltiplo EV/Ebitda (Valor da empresa sobre sua geração de caixa) seria bastante forte. No entanto, eles poderam que a Petrobras é um case de petróleo e, por isso, a forte dependência de uma recuperação no preço da commodity ou diferente estrutura de capital. 

Veja mais: Tudo o que você precisa saber sobre o resultado da Petrobras

Os analistas do Santander avaliaram os resultados operacionais como "marginalmente" acima das expectativas, superando em 4% as estimativas. Em contraste com os números de maior solidez apresentados, o segmento de Exploração e Produção foi fortemente impactado pelos baixos preços do petróleo no mercado internacional, o que prejudicou o desempenho final da estatal entre janeiro e março, apesar dos preços dos combustíveis mais favoráveis no plano doméstico.

Além do balanço e preço do petróleo, a empresa ainda repercute hoje a notícia de que prepara emissão de título no mercado externo para alongar parte da dívida, no montante em torno de US$ 6 bilhões, segundo serviço de notícias Broadcast, da Agência Estado, citando fontes. A operação poderia acontecer na semana que vem e apenas parte dos recursos corresponderia a recursos novos. O restante envolveria oferta de troca de papéis com vencimento mais curto. A matéria não diz como informação foi obtida.

Copel (CPLE6, R$ 26,59, -7,03%)
As ações da Copel ficaram entre as maiores perdas do Ibovespa após balanço fraco no 1° trimestre, com Ebitda de R$ 528 milhões e lucro líquido de R$ 136 milhões, comentaram os analistas do Credit Suisse.

Apesar de os desafios operacionais já serem sabidos pelo mercado, os analistas acreditam que o resultado foi pior do que o esperado, o que desaponta o mercado. A distribuição voltou a reportou Ebitda negativo (de R$ 29 milhões), devido à queda no volume do mercado cativo de 4,3% na comparação anual.

Já a geração, eles comentaram que não foi tão ruim, uma vez que a empresa se beneficiou por não ter muita energia para vender no mercado spot. Por sua vez, a alavancagem também subiu para 3,3 vezes, ante 2,8 vezes no 4° trimestre de 2015, como consequência do aumento na dívida líquida. A empresa queimou R$ 300 milhões de caixa e o resultado operacional veio bastante fraco. "A combinação do fraco resultado operacional e aumento rápido da alavancagem nos deixa cauteloso com a história", disseram os analistas. 

Vale (VALE3, R$ 14,68, -4,92%; VALE5, R$ 12,07, -5,41%)
As ações ligadas a commodities acentuaram as perdas durante a tarde com o mau humor do mercado. Os papéis da Vale, que subiram até 3% mais cedo, afundaram mais de 4%, enquanto as ações da siderúrgica CSN lideravam as perdas do Ibovespa. As demais do setor: Usiminas (USIM5, R$ 2,19, -5,60%), Gerdau (GGBR4, R$ 6,60, -6,38%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,50, -6,72%) também recuaram. Acompanharam o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 6,98, -5,68%) - holding que detém participação na mineradora. 

A queda dos papéis era bem mais acentuada do que o movimento de baixa visto hoje nos preços de minério de ferro. A commodity negociado no porto de Qingdao fechou em queda de 0,94%, a US$ 54,54 a tonelada

No radar das companhias, a CSN anunciou ontem, durante a teleconferência sobre seus resultados, seu terceiro aumento de preço no aço de 10% para junho. O reajuste vem após a empresa ter implementado alta nos preços de 10% em abril e 10% em maio. Segundo o BTG Pactual, o número pode gerar dúvidas sobre capacidade da gestão de entregar novo aumento. No entanto, o diretor comercial da empresa apontou na teleconferência que, mesmo com a queda dos preços na China, ainda existiria espaço para outro aumento.

Pelos cálculos do BTG, assumindo 10% de aumento, no geral, para o ano todo, o impacto no Ebitda da companhia seria de R$ 600 milhões (um acréscimo de 20% no cenário base do banco). Apesar disso, os analistas comentaram que ainda preferem as ações da Gerdau, embora o momento no setor pareça melhor. 

Ontem, a CSN mostrou prejuízo líquido de R$ 831 milhões no 1° trimestre, revertendo lucro de R$ 392 milhões um ano antes. A empresa apurou Ebitda ajustado de R$ 733 milhões, queda de 20% sobre um ano antes, mas alta de 7% no comparativo com os três últimos meses de 2015.

Bancos
As ações do setor financeiro seguem o forte movimento de queda do mercado e ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa. Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 31,40, -3,77%), Bradesco (BBDC4, R$ 26,36, -4,04%) e Santander (SANB11, R$ 18,19, -4,76%) caíam mais de 4%. Depois de ter descolado do movimento do setor ontem e caído forte após balanço fraco no 1° trimestre, o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 19,36, -2,71%) é o banco que mostra a queda mais amena hoje. 

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 17,74, -1,88%)
As ações da BM&FBovespa caíram em dia negativo na Bolsa e após balanço do 1° trimestre. Segundo o BTG Pactual, o resultado veio ligeiramente abaixo das estimativas, por conta de uma alíquota de imposto maior. No entanto, no geral, os números foram bons, principalmente por conta de um março muito forte para os volumes negociados. O melhor sentimento dos investidores com relação ao Brasil também ajudou os volumes em abril, trazendo risco de potencial de alta para nossos números do 2° trimestre.

O banco reiterou visão positiva no case da empresa, considerando que a companhia ficará ainda mais forte com a Cetip. Para os analistas, a BVMF é um dos principais papéis nesse setor para se beneficiar da mudança de governo. 

No trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 339,3 milhões, queda de 21,4% quando comparado com o mesmo período de 2015. A receita líquida ficou em R$ 563,5 milhões, contra R$ 520,4 milhões um ano antes, representando um crescimento de 8,3%. 

A companhia registrou resultado operacional de R$ 361,5 milhões nos três primeiros meses, crescimento de 20,9% na comparação com o 1° trimestre do ano passado. A margem operacional foi de 64,1%, ante 57,5% no mesmo período de 2015. 

Cosan (CSAN3, R$ 34,27, +2,36%)
As ações da Cosan subiram após o resultado do primeiro trimestre. A companhia reverteu o
prejuízo líquido de R$ 43,7 milhões registrado no primeiro trimestre de 2015 e apresentou lucro líquido de R$ 248,7 milhões nos três primeiros meses de 2016. O resultado considera os 50% dos resultados da Raízen Combustíveis e da Raízen Energia. Na comparação com o quarto trimestre, houve queda de 63,1% no lucro líquido.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,530 bilhão, alta de 74,7% na comparação com o montante de R$ 876,5 milhões do primeiro trimestre do ano passado. Ante o quarto trimestre de 2015, a queda foi de 17,2%. Já o Ebitda ajustado, que exclui os efeitos pontuais incorridos no trimestre, como despesas de reestruturação interna da Raízen Combustíveis, variação de ativo biológico, impactos de hedge accounting da Raízen Energia, entre outros, ficou em R$ 1,161 bilhão, avanço de 14,7% na comparação com a cifra de R$ 1,012 bilhão dos três primeiros meses do ano passado. Ante o quarto trimestre, a diminuição foi de 12,5%.

A receita líquida da companhia passou de R$ 9,946 bilhões para R$ 11,790 bilhões, alta de 18,5% na mesma base de comparação. Mas sobre a receita líquida do quarto trimestre, há queda de 3,2%. A Cosan fez investimentos em Capex de R$ 599,3 milhões no primeiro trimestre do ano, redução de 14,2% em relação ao mesmo período de 2015, mas aumento de 33,3% na comparação com o quarto trimestre. Segundo o BTG Pactual, o resultado foi forte, com todos os segmentos de negócios apresentando crescimento. O Ebitda teve como destaque positivo o segmento de açúcar e etanol. 

Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,10, +1,50%)
A companhia de concessões Ecorodovias registrou ganhos após reportar números fortes e acima do esperado, segundo avaliação do BTG Pactual. A empresa teve lucro líquido de R$ 56,5 milhões, quase o dobro do resultado obtido no mesmo período do ano passado, apoiado em melhora de resultados em concessões rodoviárias e no balanço financeiro. A companhia apurou um crescimento de 16,6% na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a R$ 385,5 milhões. O Ebitda veio mais forte por conta de boa performance em toll roads, holding e serviços, ressalta o BTG. 

Ajudou no resultado um aumento de 9,7% na tarifa média consolidada das concessões rodoviárias da companhia. Enquanto isso, a empresa reduziu em 30,5% o custo caixa dos segmentos de holding e serviços. 

A receita líquida pró forma subiu 6,2%, para R$ 672,4 milhões, impulsionada por expansão de 14% no faturamento com concessões rodoviárias, que atingiu 546 milhões de reais. A Ecorodovias estimou no balanço investimento de R$ 885 milhões neste ano ante R$ 710,6 milhões aplicados em 2015. 

Sabesp (SBSP3, R$ 26,89, -3,03%)
A ação da Sabesp registrou queda mesmo após apresentar números melhores do que o esperado no primeiro trimestre por conta de boa performance de custos e volumes. O lucro da companhia cresceu 97,6% no 1° trimestre de 2016 e somou R$ 628,8 milhões. A empresa teve um aumento de 22,7% na receita operacional líquida, para R$ 3,03 bilhões, ao mesmo tempo em que conseguiu reverter um resultado financeiro que era negativo em R$ 985,8 milhões de janeiro a março do ano passado e foi positivo em R$ 340,2 milhões neste primeiro trimestre. 

O Ebitda ajustado da empresa fechou o período em R$ 907,8 milhões, o que representa uma queda de 33,1%. Os custos, despesas administrativas, comerciais e de construção cresceram 76,3%, totalizando R$ 2,41 bilhões.

Segundo o Credit Suisse, a Sabesp reportou bons números operacionais, apesar do crescimento de volume ter vindo mais fraco do que o esperado. O Ebitda ajustado veio acima do consenso e a empresa ainda tem espaço para melhorar nos próximos trimestres, destacam os analistas.

Os analistas do BTG Pactual comentaram que, apesar da ação negociar perto do seu preço-alvo, eles seguem otimistas com o papel devido ao fluxo de notícias: revisão tarifária potencialmente positiva; renegociação de acordos comerciais com municípios; royalties; e forte recuperação de volumes. O banco segue com recomendação de compra para a ação.

Randon (RAPT4, R$ 3,13, -2,49%)
As ações da Randon registraram queda após os resultados do primeiro trimestre. A Randon reverteu o lucro líquido de R$ 557 mil registrado no primeiro trimestre de 2015 e reportou prejuízo de R$ 9,556 milhões no mesmo período de 2016, enquanto o Ebitda  consolidado atingiu R$ 46,481 milhões de janeiro a março deste ano, uma queda de 8,8% na comparação com igual intervalo de 2015. A margem Ebitda foi de 6,3%, ante 7,3% no mesmo período do ano anterior.

De acordo com o BTG, os números mostraram melhora sequencial. "O papel já subiu 70% nos últimos 3 meses, refletindo expectativa de melhora com novo governo. Logo, apesar da recuperação vista no primeiro trimestre, uma possível melhora de resultados parece já estar no preço". 

Anima (ANIM3, R$ 10,35, -0,48%)
A Anima Educação registrou queda de 17,4% no lucro líquido do primeiro trimestre, totalizando R$ 52,8 milhões; a receita líquida cresceu 7,9%, que totalizou R$ 235,3 milhões. Já o resultado operacional (Ebit) teve queda de 12,2%, a R$ 54 milhões. 

O BTG Pactual comentou que o resultado veio fraco na receita líquida (7,5% abaixo do esperado), mas compensado por bom controle de custos, levando a um Ebitda em linha com esperado (em R$ 66 milhões). O Fies afetou a geração de caixa da empresa, resultando a uma queima de caixa de R$ 24 milhões, disseram os analistas. Do lado positivo, eles destacaram que a empresa mostrou um bom controle de recebíveis ex-FIES – 5 dias para baixo na comparação anual. No geral, eles acreditam que o papel deve seguir com fraco momento de ganhos e, por isso, seguem com recomendação neutra. 

EzTec (EZTC3, R$ 16,64, -0,66%) 
A EzTec registrou lucro líquido de R$ 73,61 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 45% frente ao mesmo período de 2015. Já a receita líquida caiu 35%, para R$ 150,19 milhões. A margem bruta da empresa caiu 10,5 pontos percentuais, ficando em 47% de janeiro a março. O Ebitda somou R$ 53,1 milhões, em uma queda de 57%. 

Para o BTG Pactual, a empresa reportou um trimestre negativo. Os analistas destacaram que a preocupação fica principalmente na performance de vendas e consequente queda em receita líquida (35% na comparação trimestral). A contração do ROE (Retorno Sobre Patrimônio Líquido) de 15% no 4° trimestre de 2015 para 11% no 1° trimestre de 2016 também foi relevante, ressaltaram.

"Acreditamos que essa tendência pode continuar nos proximos trimestres caso não ocorra uma recuperação relevante no nível de vendas. De forma geral, estamos cautelosos depois do recente rally da ação", disseram os analistas do BTG. 

Saraiva (SLED4, R$ 3,60, +4,96%) 
A Saraiva registrou lucro líquido somou R$ 266 mil no primeiro trimestre de 2016, ante prejuízo de R$ 9,055 milhões do mesmo período de 2015. A receita líquida foi de R$ 504,7 milhões, com leve alta de 1,2% ante R$ 498,64 milhões. 

CPFL (CPFE3, R$ 19,76, -1,20%) 
A holding CPFL Energia registrou lucro líquido de 232 milhões de reais no primeiro trimestre de 2016, com avanço de 63,3 por cento ante mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira.

A empresa, que atua em geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia, teve uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 947 milhões de reais no trimestre, com retração de 2,6 por cento na comparação anual.

Light (LIGT3, R$ 9,34, -2,10%) 
A Light reportou uma queda de 98,9% de seu lucro líquido do primeiro trimestre, na comparação com igual etapa de 2015, para R$ 1,4 milhão. Conforme a companhia, o resultado refletiu a queda do Ebitda e da equivalência patrimonial, esta influenciada pelo resultado da Renova Energia. "Expurgando o resultado de equivalência patrimonial nos períodos, a queda no lucro líquido teria sido de 38,8%", destacou a companhia.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 48,6%, para R$ 264 milhões. Já o Ebitda ajustado, calculado com base na receita operacional líquida menos custos e despesas operacionais, desconsiderando o resultado não operacional, caiu 32,3%, para R$ 364,6 milhões. A margem Ebitda (ajustado) recuou 1,7 ponto porcentual, para 16,4%.

A Light explicou que a queda se deve à sazonalização na geradora, somada à redução do mercado e ao aumento das provisões na distribuidora. Conforme a companhia já havia indicado, a energia faturada no mercado cativo recuou 7,7% no trimestre, ante igual período de 2015. A companhia registrou queda nos principais segmentos de consumo: residencial (-10,8%), industrial (-9,3%) e comercial (-3,8%).

Com isso, a receita líquida recuou 25,3% nos três primeiros meses de 2016, frente o mesmo período do ano passado, para R$ 2,222 bilhões.

Rossi (RSID3, R$ 4,17, -5,23%) 
A Rossi teve prejuízo líquido de R$ 142,2 milhões, de janeiro a março, alta de 10,2% na comparação com 2015. A receita líquida caiu 56,7%, para R$ 107,1 milhões, enquanto a margem bruta ficou negativa em 4,6%.

BR Insurance (BRIN3, R$ 22,14, +0,09%)
A BR Insurance teve lucro líquido de R$ 3 milhões no primeiro trimestre de 2016, revertendo prejuízo de R$ 30,23 milhões no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida caiu 23,6%, a R$ 37,974 milhões. O Ebitda ficou positivo em R$ 2,8 milhões, enquanto a margem Ebitda foi positiva em 7,4%. 

Gol (GOLL4, R$ 2,97, -4,50%)
Depois de alta de 11% com divulgação de balanço melhor do que o esperado ontem, as ações da Gol corrigiram nesta sessão. No radar da empresa também, dados de queda da oferta doméstica de 15,2% em abril na comparação anual. O volume de decolagens e total de assentos no sistema total foram reduzidos em 21,9% em abril na comparação anual e em 11,5% no acumulado do ano, respectivamente, segundo comunicado.

“Estes resultados representam o maior ajuste mensal já implementado pela Gol desde sua fundação, e estão de acordo com a projeção de redução de decolagens e assentos entre 15 e 18% para o ano de 2016”, afirmou. 

Contato