Destaques da bolsa

Ação da B3 cai 10% em dezembro em meio a temor de maior competição; Santander sobe 2% na sessão com proventos

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (30)

B3 (Shutterstock)
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve queda de 0,76% na sessão desta segunda-feira (30), mas não evitou um novo ano de forte alta do índice, que registra ganhos desde 2016. Em 2019, o índice subiu 31,58% e, em dezembro, a alta acumulada foi de 6,85%.

A maior alta do índice no mês de dezembro ficou com as ações da Via Varejo (VVAR3), que avançou 26,79% no período e terminando o ano com a terceira maior alta do benchmark da bolsa, ao subir 154%, perdendo apenas para BTG Pactual (BPAC11) e Qualicorp (QUAL3). Confira as análises sobre as maiores altas do Ibovespa em 2019 clicando aqui.

Por outro lado, a maior queda do índice ficou com as ações da B3 (B3SA3), com baixa de 9,95%, em meio a notícias de que a operadora da bolsa pode ver aumentar o cenário concorrencial.

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Na segunda-feira da semana passada, a ação da B3 caiu mais de 4% após anunciar a conclusão de um processo de arbitragem que permitiu a outra empresa acessar sua central; o resultado permite que um novo concorrente entre no mercado de ações da B3, escreveram os analistas do Safra Luis Azevedo e Silvio Doria.

Já na sexta, os papéis caíram após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentar  propostas para aperfeiçoar o ambiente de negociação de ativos no país. A autarquia abriu audiência pública nesta sexta (até 28 de fevereiro) com três propostas para o mercado de negociação de valores mobiliários, considerando uma possível elevação da competição (veja mais clicando aqui).

Voltando a falar sobre a última sessão do ano, quem ganhou destaque foi o Santander Brasil (SANB11), que viu seus papéis subirem 2,10% após o banco aprovar na sexta-feira, em reunião do conselho de administração, o pagamento de cerca de R$ 7,8 bilhões em proventos aos seus acionistas.

Confira os destaques da sessão:

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
B3SA34.9603644.76
GNDI34.8644771.57
QUAL34.6091638.81
VVAR34.2972211.65
CSNA34.252314.71

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
TAEE11-1.0583730.85
SBSP3-0.9412259.99
NTCO3-0.9050938.32
CMIG4-0.7976813.68
VIVT4-0.6598556.81

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil aprovou em reunião do conselho de administração o pagamento de R$ 7,8 bilhões em remuneração aos acionistas.

Foi aprovado o pagamento de R$ 6,79 bilhões em dividendos intercalares, que correspondem a R$ 0,86701797107 por ação ordinária, R$ 0,95371976819 por ação preferencial e R$ 1,82073773927 por unit.

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O conselho aprovou a distribuição de R$ 1,01 bilhão em juros sobre o capital próprio, equivalentes a R$ 0,12896732707 por ação ordinária, R$ 0,14186405977 por ação preferencial e R$ 0,27083138684 por unit. Após a dedução tributária, o valor total cairá para R$ 858,5 milhões, o que não atinge acionistas isentos.

O pagamento será a partir de 21 de fevereiro e realizado aos acionistas registrados no dia 3 de janeiro de 2020, com as ações negociadas ex-dividendos, e JCP a partir do dia 6.

Leia também: como investir em ações do Santander (SANB11)

CVC (CVCB3)

A CVC informou ter recebido carta de Guilherme de Jesus Paulus, sócio-fundador da CVC Brasil, comunicando a venda de ações e a diminuição da participação acionária na companhia. O investidor comunicou, por meio do GJP Fundo de Investimento em ações, ter alienado 100 mil ações ordinárias de emissão da companhia.

Com a venda, a participação direta e indireta de Paulus foi reduzida a 4,94%. Conforme informações disponíveis no site da B3, em 28 de novembro, o fundo GJP possuía 5,11% da companhia. Na carta, Paulus declarou que a redução da participação acionária “tem o exclusivo objetivo de desinvestimento, não havendo qualquer interesse em alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia”.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou nesta segunda-feira que fechou um “acordo de transição”, com a estatal boliviana YPFB, que vende gás natural ao Brasil. Segundo a Petrobras, as duas empresas concordaram que o período de transição irá de 01/01/2020 até 10/03/2020. Durante esta fase, as empresas negociarão possíveis alterações no preço do combustível, levando em conta “o processo de abertura do mercado brasileiro de gás natural e o novo contexto do mercado boliviano”.

Antes disso, a Petrobras anunciou ainda que a sua subsidiária integral, Petrobras Biocombustível S.A. (PBio) vendeu a participação de 6,07% na empresa Bioóleo Industrial e Comercial S.A. (Bioóleo), uma processadora de óleos vegetais na Bahia, para a 2H Participações Societárias EIRELI, que detém os outros 93,93% de participação na empresa. O valor da transação foi de R$ 102,2 mil.

“A PBio exerceu a opção de venda das suas ações de emissão da Bioóleo, prevista no termo de rescisão do Acordo de Acionistas da Bioóleo”, informou a estatal em um comunicado.

O fechamento da operação foi simultâneo à assinatura do contrato de compra e venda de ações, o que possibilitou a saída imediata do capital da Bioóleo. Segundo a Petrobras, “essa transação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da Petrobras, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, informou na nota. A estatal comprou metade da Bioóleo,em 2010 por R$ 15,5 milhões, quando os planos da estatal eram de verticalização da companhia. Após expressivos investimentos, a empresa ficou endividada e entrou em recuperação judicial em março de 2017.

Já na noite de sexta-feira, o Ministério da Economia informou  que concluiu o recebimento de R$ 69,96 bilhões referentes ao direito de exploração do excedente da cessão onerosa de duas áreas arrematadas no leilão do pré-sal, realizado em novembro. Do total, R$ 11,73 bilhões serão repassados a Estados e municípios na próxima segunda-feira, estando disponíveis na terça-feira nos caixas dos entes subnacionais.

As empresas pagaram R$ 35,54 bilhões – R$ 28,72 bilhões pagos pela Petrobras e R$ 6,82 bilhões pelas empresas chinesas CNODC e CNOOC. Outros R$ 34,42 bilhões já haviam sido antecipados pela Petrobras em 10 de dezembro. A União, por sua vez, utilizou R$ 34,41 bilhões para quitar dívida com a Petrobras e encerrar discussões de mais de cinco anos.

“Ressaltamos que na visão da empresa os pagamentos não alterarão seu patamar da dívida e serão suportados pela atual disponibilidade de caixa e pela geração de caixa no quarto trimestre. De todo modo, apontamos que em especial o Leilão da Cessão Onerosa foi apenas um desvio pontual na estratégia de desalavancagem da Petrobras e que ela continua comprometida com a agenda de desinvestimento conforme descrito no seu Plano Estratégico 2020-2024”, aponta a XP.

Gafisa (GFSA3)

A incorporadora e construtora Gafisa comunicou ao mercado que encerrou sua participação na Alphaville Urbanismo S.A., ao concluir a venda da sua participação no empreendimento. A Gafisa diz que embolsou o equivalente a R$ 100 milhões, pagos com “a compensação de crédito e a entrega de ativos”. A empresa gestora de private equity Pátria comprou a participação da Gafisa e passou a ser a única proprietária da Alphaville S.A. A Gafisa afirma ter feito o desinvestimento para gerar maior valor de retorno aos seus acionistas.

LIQ (LIQO3)

A Liq Participações publicou Fato Relevante na manhã desta segunda-feira na CVM, no qual afirma ter chegado a um acordo com seus credores financeiros para um plano de recuperação extrajudicial. Segundo a empresa, o acordo foi aprovado por mais de 60% dos credores financeiros e não abrange os seus fornecedores e colaboradores.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas anunciou que o empresário Carlos Wizard exerceu antecipadamente direito de compra dos 78,2% restantes da companhia detentora da marca Topper na Argentina e no mundo por R$ 220 milhões. O empresário havia fechado acordo em dezembro de 2018  para comprar uma parte da Alpargatas SAIC por 40 milhões de reais.

O valor total de R$ 260 milhões pelo negócio está sujeito a ajustes “usuais para este tipo de operação”, afirmou a Alpargatas em comunicado ao mercado. O preço será pago em 3 parcelas anuais iguais, informou a companhia.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú informou a compra de participação adicional na Pravaler, numa transação que avaliou a plataforma online de financiamento estudantil em R$ 1 bilhão.

A compra refere-se à venda de fatias detidas no negócio por um fundo gerido pela Victoria Capital Partners e pelo International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial. Com isso, a participação do Itaú Unibanco na Pravaler, sobe de cerca de 9% para 37,9% das ações com direito a voto.

Criado em 2002 como Idealinvest, a Pravaler é especializada no financiamento de cursos superiores para estudantes da rede privada, tendo já emprestado R$ 3 bilhões para cerca de 150 mil pessoas.

Totvs (TOTS3)

A empresa de software de gestão Totvs informou que sua subsidiária Soluções em Software e Serviços TTS comprará a Consinco, que produz sistemas de automação comercial, por R$ 197 milhões.

Segundo a empresa, se o Consinco atingir as metas de 2020 e 2021, receberá um pagamento extra de R$ 55 milhões. “Com esse movimento, a Totvs aumenta sua presença no varejo”, informou a empresa em comunicado enviado à CVM.

“Nós acreditamos que a transação é mais um passo nos esforços da Totvs para fortalecer sua divisão de software”, destacaram os analistas do Morgan Stanley, ressaltando que haverá sinergia com os sistemas de automação comercial da Totvs. O Morgan mantém recomendação equivalente à compra para o ativo, com um preço-alvo de R$ 76.

Omega (OMGE3)

A Omega Geração, empresa produtora de energia eólica, comunicou que comprará a participação do fundo de investimentos FIP IEER nas usinas de Laranjeira III e Laranjeira IX, no interior do Estado da Bahia por R$ 20 milhões e entrega de 5 milhões de ações.

Segundo a Omega, as duas usinas, que fazem parte do Complexo eólico Assuruá III, têm a capacidade de produzir 50 MW de energia elétrica. A Omega ressaltou que a aquisição ainda depende de aprovação em assembleia geral, que será realizada em data a ser marcada na sede da empresa em Belo Horizonte (MG).

Rumo (RAIL3)

A Rumo S.A., uma das maiores operadoras de ferrovias de carga do Brasil, informou ontem (29) ao mercado que aprovou mudanças nas estruturas dos contratos de financiamento entre suas subsidiárias e o BNDES. Em comunicado enviado à CVM, contudo, não foi esclarecido quais são essas mudanças . A Rumo também informou que aprovou a emissão de uma cédula de crédito bancário pela sua subsidiária rumo Malha Central S.A., perante o Banco da Amazônia.

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(Com Agência Estado)