Destaques da Bolsa

Ação do Magalu fecha em alta de mais de 4%, Vale sobe 2% e bancos avançam; só 2 ações do Ibovespa caem mais de 1%

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (2)

Galpão do Magazine Luiza (Divulgação)

SÃO PAULO – O grande destaque do noticiário corporativo nesta sexta-feira (2) ficou para empresas fora do índice, caso de JSL (JSLG3, R$ 12,61, +5,97%) e Tegma (TGMA3, R$ 25,99, +12,90%) após a proposta de fusão feita pela subsidiária da Simpar (SIMH3, R$ 59,11, +6,01%) (veja mais clicando aqui).

Mas a sessão foi, no geral, bastante positiva para os ativos em Bolsa. Após uma semana de bastante tensão por conta da repercussão da proposta de reforma tributária e com os desdobramentos da CPI da Covid, a sexta-feira foi de maior ânimo para os mercados, repercutindo os dados do mercado de trabalho nos EUA.

A ação da Petrobras (PETR3, R$ 30,03, +0,91%;PETR4, R$ 29,18, +0,41%) chegou a ter leve baixa em um dia em que o petróleo registrou desempenho misto em meio à expectativa pela reunião da Opep+, mas fechou em alta.

O encontro da Opep+ foi adiado para essa sexta após os Emirados Árabes Unidos terem bloqueado um acordo na véspera; as reuniões podem ser estendidas até o fim de semana. Vale destacar que, sem um acordo, a aliança Opep+ pode manter restrições mais firmes de produção em momento em que os preços do petróleo operam ao redor de US$ 75 por barril, com alta de mais de 40% neste ano, enquanto consumidores desejam um aumento na oferta da commodity para ajudar na recuperação global da pandemia de Covid-19.

Em Nova York, o WTI para entrega em agosto caiu 0,1%, a US$ 75,16. Já o barril do Brent fechou em Londres a US$ 76,17, 0,4% de alta.

Os papéis da Vale (VALE3, R$ 113,58, +2,07%) também tiveram um dia de ganhos, com leve recuperação do minério, ainda que tenha registrado baixa no mercado futuro da Bolsa de Dalian na semana. A referência do minério de ferro negociada na Bolsa registrou nesta sexta-feira sua segunda semana consecutiva de perdas, embora tenha apurado leve alta em uma sessão volátil, em momento em que a China amplia esforços para conter sua produção de aço e cumprir metas de emissões de carbono. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em alta de 0,8%, a 1.182,50 iuanes (US$ 182,41) por tonelada, tendo chegado a cair 2,6% durante a sessão.

A Vale também informou nesta sexta-feira que está comissionando as atividades no carregador de navios 6 (CN6), no Terminal Marítimo Ponta da Madeira, em São Luís, após cinco meses de parada para manutenção.

Siderúrgicas, caso de CSN (CSNA3, R$ 45,07, +3,78%), Gerdau (GGBR4, R$ 29,76, + 2,80%) e Usiminas (USIM5, R$ 19,53, +1,24%), também registraram alta.

Empresas que ganham com a reabertura da econômica, como aéreas Gol (GOLL4, R$ 23,45, +3,08%) e Azul (AZUL4, R$ 44,72, +1,73%),  do setor de educação, como Cogna (COGN3, R$ 4,34, +1,88%), Ser (SEER3, R$ 18,58, +4,38%), Yduqs (YDUQ3, R$ 32,77, +1,14%), além de shoppings e varejistas, também registraram ganhos. O movimento é de recuperação após as quedas recentes e também repercutindo os dados positivos da economia, também externa: os EUA, por exemplo, anunciaram a criação de 850 mil vagas de trabalho em junho, acima do esperado, animando as bolsas por lá e também por aqui com a expectativa de recuperação.

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No radar do setor de educação, está a compra feita pela Ser do Centro de Desenvolvimento da Medicina Veterinária, Cursos e Treinamento(CDMV) e o Hospital Veterinário DOK no Rio de Janeiro, por R$ 12 milhões. Com base no Rio de Janeiro, o CDMV é uma instituição de ensino especializada na oferta de cursos de pós-graduação e de extensão prática na área de medicina veterinária, que opera nas cidades do Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Ilhéus, São Paulo, Manaus, Recife e Salvador. As ações avançam quase 4%.

A Yduqs e a Cogna avançaram entre 1% e 2%. A Yduqs informou na véspera que concluiu a aquisição da Edtech Concursos.

A ação do Magazine Luiza (MGLU3, R$ 21,64, +4,59%) subiu forte, reagindo após duas sessões consecutivas de queda, quando acumulou declínio de 4,5%. No setor, B2W (BTOW3, R$ 66,71, +1,79%) e Via (VVAR3, R$ 15,60, +0,91%) também tiveram alta.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 29,39, +2,76%) seguiu em alta forte, avançando quase 3%, após subir 7,20% na véspera depois da Petrobras vender a fatia remanescente na companhia.

A Ambev (ABEV3, R$ 17,43, +1,34%) também fechou em alta. O Credit Suisse destacou em relatório que o volume de produção de bebidas alcoólicas no Brasil cresceu 3,9% em maio na comparação com 2019 e 13,1% ante maio de 2020, consequência da recuperação com o abrandamento das medidas de isolamento que deve beneficiar a Ambev, segundo avaliam os analistas.

Os analistas apontam que a companhia está se beneficiando de problemas na produção e aumento nos preços dos rivais, além de contarem com uma distribuição mas forte no varejo e sucesso de novas marcas. Cabe ressaltar que, nas últimas semanas, algumas casas como o Morgan Stanley e o Santander haviam reduzido as estimativas para a ação da companhia depois do avanço recente desde o resultado. O papel também foi impactado pela proposta do governo de reforma tributária de taxação de dividendos e fim dos juros sobre o capital próprio.

Bancos, também bastante impactados pela notícia de reforma tributária durante a semana, fecharam com ganhos nesta data, caso do Itaú (ITUB4, R$ 30,01, +1,08%) e do Bradesco (BBDC4, R$ 26,00, +2,39%).

Entre os bancos, o BTG Pactual (BPAC11, R$ 31,46, +4,34%) também teve expressiva alta, após concluir a venda de sua participação de 49% na Credpago Serviços de Cobrança para a Loft Tecnologia, estimando um ganho de aproximadamente R$ 1,4 bilhão com o negócio.

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A ação da Rumo (RAIL3), por sua vez, chegou a cair, mas fechou no zero. A ação passou por ajustes após alta de mais de 3% na véspera, quando reagiu a uma notícia do Valor Econômico de que a companhia e a Santos Brasil (STBP3, R$ 9,30, +0,32%) avaliariam unir operações de contêineres. No final da quinta-feira, ambas as empresas afirmaram que avaliam constantemente oportunidades de negócios, mas que não há documento vinculante a respeito do assunto tratado na matéria.

No Ibovespa, apenas nove ações fecharam em queda, sendo que somente dois papéis, da Suzano (SUZB3, R$ 59,20, -1,87%) e da Ecorodovias (ECOR3, R$ 11,66, -1,52%), caíram mais de 1%. As demais quedas foram de: Marfrig (MRFG3, R$ 19,26, -0,98%,), CCR (CCRO3, R$ 13,42, -0,81%), BRF (BRFS3, R$ 26,86, -0,67%), BB Seguridade (BBSE3, R$ 23,15, -0,34%), SulAmérica (SULA11, R$ 34,11, -0,18%), Eletrobras PN (ELET6, R$ 43,25, -0,09%) e Qualicorp (QUAL3, R$ 28,36 -0,07%).

Confira no que ficar de olho:

Petrobras(PETR3, R$ 30,03, +0,91%;PETR4, R$ 29,18, +0,41%)

A Petrobras iniciou na quinta o processo de venda da totalidade de sua participação em blocos exploratórios localizados em terra na Bacia do Paraná, informou a companhia em fato relevante publicado nesta quinta-feira.

A operação, que tem início com a etapa de divulgação de oportunidade (teaser), envolve blocos pertencentes às concessões PAR-T-198_R12 e PAR-T-218_R12, que estão no extremo oeste do Estado de São Paulo, e PAR-T-175_R14, localizada no leste de Mato Grosso do Sul.

Fleury (FLRY3, R$ 25,69, +0,86%)

O conselho de administração do Grupo Fleury aprovou a realização da 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em três séries, para distribuição pública com esforços restritos. De acordo com a companhia, essa é a primeira emissão de debêntures do grupo com componente ESG, que permitirá sua classificação como “sustainability-linked”.

O valor total da emissão é R$ 1 bilhão: R$ 250 milhões (primeira série); R$ 375 milhões (segunda série) e R$ 375 milhões (terceira série), com prazos de 4, 5 e 7 anos respectivamente.

A remuneração será equivalente a 100% da taxa DI mais 1,35% ao ano na primeira série; 1,50% ao ano na segunda séria; e 1,75% ao ano na terceira. Caso as metas ESG não sejam atendidas, os spreads sofrerão aumento de até 0,125% ao ano, 0,25% ao ano e 0,35% ao ano, respectivamente.

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Os recursos líquidos captados pela companhia serão destinados a usos corporativos gerais, como reforço de capital de giro e alongamento de passivo.

MRV (MRVE3, R$ 16,29, +1,05%)

A MRV concluiu a venda de dois empreendimentos na Flórida pelo valor geral de vendas de US$ 78,5 milhões, tendo recebimento líquido da empresa de US$ 37 milhões e lucro bruto de US$ 17,8 milhões.

O Lake Osborne foi vendido com com Cap Rate de 4,6% e Yield on Cost de 6,9%, sendo o segundo empreendimento construído pela AHS, sua subsidiária, em 2016. A AHS é uma construtora que atende as famílias da classe média norte-americana.

O Mangonia Lake foi um empreendimento vendido com Cap Rate de 4,5% e Yield on Cost de 5,6%. O empreendimento foi construído em 2019, “como a primeira obra da AHS a utilizar a metodologia construtiva de Parede de Concreto com Fôrmas de Alumínio. Este empreendimento apresentou custo de construção acima dos patamares normais da AHS”, segundo a MRV.

Os empreendimentos vendidos fazem parte do grupo de oito à venda, que totalizam 1.661 unidades e US$ 365milhões de VGV, com margem bruta média de aproximadamente 28%.

O Credit Suisse comentou a notícia e diz que o negócio está em linha com as expectativas. A companhia ainda destaca que há 6 projetos à venda, no valor de US$ 286,5 milhões.

Tupy (TUPY3, R$ 23,11, +0,23%)

A Tupy comunicou na quinta-feira a revisão no contrato envolvendo a aquisição do negócio global de componentes estruturais em ferro da Teksid, subsidiária da Stellantis, com o acordo agora prevendo apenas a aquisição das operações brasileira e portuguesa. O preço de aquisição (enterprise value) ajustado pela participação da Teksid nas subsidiárias Teksid Iron do Brasil e Fundição Portuguesa é de 67,5 milhões de euros.

 

JSL (JSLG3, R$ 12,61, +5,97%), Tegma (TGMA3, R$ 25,99, +12,90%) e Simpar (SIMH3, R$ 59,11, +6,01%)

A Simpar comunicou que a sua controlada JSL, maior companhia de logística rodoviária do país, enviou à Tegma, segunda maior do setor, pedido de combinação de negócios.

O comunicado aponta que a fusão das duas empresas criaria uma companhia com receita bruta combinada de R$ 6,1 bilhões.

“Somadas as operações da JSL (incluindo fusões e aquisições realizadas) e da Tegma, a companhia combinada teria R$ 6,1 bilhões de receita bruta nos últimos doze meses findos em 31 de março de 2021, que representaria um aumento de R$ 2,8 bilhões e um crescimento de 86% da receita bruta da JSL no mesmo período (sem incluir M&As)”, aponta a Simpar.

A empresa vê possíveis ganhos de sinergia, com diluição de custos fixos e cross-selling através da maior oferta de serviços da JSL para os clientes da Tegma. A combinação de negócios também “contribuirá para o acesso ao mercado de capitais pela companhia combinada, sustentando a agenda de crescimento orgânico e por aquisições, em linha com o planejamento estratégico da JSL”, destaca o comunicado.

Segundo a proposta a incorporação das ações da Companhia seria realizada com base em uma relação de troca segundo a qual “cada acionista de Tegma receberá, por cada uma de suas ações Tegma, o valor de R$ 15,00 e 0,7495248702 ações da JSL”.

A Tegma se manifestou, destacando que a proposta foi feita sem solicitação ou prévio entendimento com os órgãos da companhia. A proposta, ressalta a empresa, está sujeita a certas condições: (a) à aprovação pelos Conselhos de Administração das Companhias dos documentos necessários à implementação da Operação, em especial o Protocolo e Justificação de Incorporação, o qual conterá declarações e garantias usais para operações dessa natureza; (b) à aprovação pelos acionistas da JSL e Tegma reunidos em assembleia geral; e (c) à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Diante da proposta, o presidente do Conselho de Administração convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Administração da Companhia a realizar-se na data de hoje, a fim de que examine a proposta e delibere as providências que julgar cabíveis.

CSN (CSNA3, R$ 45,07, +3,78%), Gerdau (GGBR4, R$ 29,76, + 2,80%) e Usiminas (USIM5, R$ 19,53, +1,24%)

O Morgan Stanley divulgou uma avaliação sobre os preços do aço no Brasil. Os preços em relação às importações estão entre 29% e 34% superiores, acima do nível normalizado, de entre 10% e 15%. A demanda nacional desacelerou em junho, e continua baixa na avaliação do Morgan Stanley.

Alguns dos contatos do banco afirmaram que as vendas se reduziram após o anúncio de preços mais altos em junho. Um distribuidor teria afirmado que alguns clientes industriais devem adiar compras para pressionar as siderúrgicas a oferecerem descontos.

O banco vê sinais de que a oferta de aço está aumentando no Brasil, mas ainda há falta de alguns produtos, como aço galvanizado e aço para concreto armado. Os estoques na cadeia de suprimentos continuam baixos. Em maio, os estoques eram de 2,3 meses, frente à média histórica de 3,1 meses. Os preços elevados devem adiar a recomposição dos estoques.

O Morgan que vê dificuldades para novos aumentos por parte dos produtores, já que o prêmio pago em relação às importações aumentou fortemente com a valorização do real. O banco diz esperar que os preços domésticos comecem a cair entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro de 2022.

O banco  mantém sua avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para CSN e Gerdau e equal-weight (dentro da média) para Usiminas, com base em suas novas estimativas, entre 8% e 15% acima do consenso para 2021, e entre 17% e 34% acima do consenso para 2022. Além disso, China e Rússia vêm buscando reduzir exportações, o que deve contribuir para manter os preços do Brasil altos.

G2D Investments (G2DI33, R$ 7,20, 0,00%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da G2D Investments com avaliação outperform e preço-alvo de R$ 10 para 2022, frente à cotação de quinta de R$ 7,2 para os papéis G2DI33. O banco diz que os papéis são uma forma líquida de se expor ao setor de tecnologia e que o fundo está bem posicionado para aproveitar oportunidades no setor, com uma valoração atrativa.

O Bradesco BBI ressalta que o fundo tem um valor patrimonial líquido (NAV na sigla em inglês) de R$ 696 milhões, composto por investimentos nacionais e internacionais em tecnologia. A última rodada de investimentos do Softbank no Mercado Bitcoin indica que o NAV do G2D deve crescer em R$ 300 milhões, a R$ 1,03 bilhão nos próximos trimestres.

O banco lista entre os riscos a incerteza em relação aos investimentos do fundo, sobre os quais há informações limitadas, e a valorização do real, que deve levar a ajustes negativos do NAV.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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