Destaques da Bolsa

Ação da JHSF sobe quase 3% e mais reações a balanços; frigoríficos revertem queda e Eletrobras avança 4%

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (7)

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – A temporada de balanços seguiu guiando alguns dos desempenhos de destaque nesta sexta-feira (7). Dentre as ações que compõem o Ibovespa, B3 (B3SA3, R$ 53,34, +5,00%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,94, +2,50%) e JHSF (JHSF3, R$ 7,31, +2,67%) subiram forte após a divulgação dos números do primeiro trimestre.

Fora da temporada de balanços, a JBS (JBSS3, R$ 31,18, +1,76%) foi uma das companhias afetadas pela suspensão de exportações de carne de aves do Brasil para a Arábia Saudita anunciada na quinta-feira. Mesmo assim, as ações da companhia subiram, fechando na máxima do dia, assim como a Marfrig (MRFG3, R$ 19,54, +1,72%) e BRF (BRFS3, R$ 21,11, +0,43%), enquanto a Minerva (BEEF3, R$ 10,10, -0,20%) recuou, mesmo sem ter sido afetada.

A Eletrobras (ELET3, R$ 37,80, +2,94%; ELET6, R$ 38,84, +4,27%) registrou ganhos em dia de posse do novo CEO, Rodrigo Limp. A companhia ainda informou que foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 176 do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), de 27 de abril de 2021, que estabelece atribuições à Eletrobras, necessárias ao processo de desestatização.

Em sua posse, Limp afirmou que a companhia tem tudo para liderar um movimento de transição energética, que envolve novas tecnologias e investimentos, mas para isso precisa estar capitalizada, o que reforça a importância do processo de privatização da empresa.

“Para que a Eletrobras consolide sua liderança no setor, para que seja protagonista na expansão do setor elétrico brasileiro, a companhia precisa estar capitalizada, com capacidade de investimento e ter competitividade frente a outros agentes… Neste sentido é muito importante avançarmos no processo de capitalização da Eletrobras”, disse.

Entre as altas, destaque também para outra estatal, a Petrobras (PETR3, R$ 23,93, +3,73%; PETR4, R$ 24,38, +3,74%), que subiu mais de 3%, apesar de uma sessão em que o petróleo ficou praticamente estável, com apenas leves ganhos de cerca de 0,1% tanto para o barril tipo Brent quando para o WTI.

Mas o grande destaque positivo do dia ficou com a CCR (CCRO3, R$ 13,45, +10,25%), cujas ações subiram mais de 10% após a Andrade Gutierrez avisar a CCR sobre intenção de vender sua participação de 14,86% na empresa após oferta vinculante recebida pela IG4 Capital Investimentos.

Na ponta negativa, a Locaweb (LWSA3, R$ 24,81, -2,63%) voltou a cair, registrando sua quarta queda na semana, em movimento de correção após subir 25,9% em abril. A Locaweb, cuja ação passou a fazer parte do Ibovespa neste mês, reporta balanço no próximo dia 12.

Confira os destaques:

CCR (CCRO3, R$ 13,45, +10,25%)

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A Andrade Gutierrez avisou a CCR sobre intenção de vender sua participação de 14,86% na empresa após oferta vinculante recebida pela IG4 Capital Investimentos, informou a companhia em fato relevante.

A CCR disse que os demais acionistas integrantes do bloco de controle poderão durante 30 dias exercer seus respectivos direitos de preferência conforme termos no acordo de acionistas.

Vale (VALE3, R$ 115,45, +0,35%), Gerdau (GGBR4, R$ 36,37, +0,97%), CSN (CSNA3, R$ 50,63, +0,26%), Usiminas (USIM5, R$ 23,14, -1,82%)

Os contratos futuros do minério de ferro na Ásia saltaram para máximas históricas nesta sexta-feira, estendendo um rali à medida que a forte demanda chinesa pela matéria-prima e as preocupações com a oferta empurram os preços no “spot” para o nível mais alto de todos os tempos, acima de 200 dólares a tonelada.

Já o contrato do minério de ferro mais líquido na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 subiu 6,4% para 1.226,50 iuanes (US$ 189,78 a tonelada), após atingir uma máxima de 1.231 iuanes. O minério de ferro na bolsa de Cingapura SZZFM1 avançou 3,9%, para US$ 203 a tonelada.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de mineração e aço, de forma a incorporar os resultados do primeiro trimestre, que surpreenderam o mercado, principalmente devido à realização da alta dos preços do aço acima do esperado no mercado doméstico, com alta no trimestre entre 25% e 26% na comparação trimestral. A expectativa é de aumentos da ordem de 15% e 25% até o segundo semestre de 2021. O banco também elevou sua previsão para o preço médio do minério de ferro em 2021 de US$ 145 por tonelada para US$ 155 por tonelada.

Assim, o banco manteve avaliação outperform e elevou o preço-alvo para 2021 da Vale para US$ 26 para os papéis VALE negociados na Bolsa de Nova York, frente aos US$ 21,85 negociados na quinta; da Gerdau para R$ 45, frente a R$ 29,97; da CSN para R$ 61, frente a R$ 50,5 e da Usiminas para R$ 28, frente a R$ 23,91. A Vale continua sendo sua top pick (ação favorita) no setor.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,94, +2,50%)

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 44,7% maior que os R$ 3,4 bilhões reportados em igual período de 2020 e 32,9% superior ao resultado obtido nos últimos três meses do ano passado.

“O lucro recorde para um trimestre é resultado de uma estratégia corporativa que buscou o aumento da eficiência, o controle rigoroso das despesas e o crescimento sustentado do crédito, com foco em linhas de maior retorno”, disse o recém-empossado presidente do BB, Fausto de Andrade Ribeiro, em mensagem transmitida com material de divulgação do balanço.

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O resultado veio mesmo em um cenário turbulento para a instituição financeira do ponto de vista de gestão. Depois de o BB anunciar uma forte reestruturação de seu quadro, com demissões, o presidente Jair Bolsonaro reagiu e forçou a demissão do executivo André Brandão, ex-HSBC, que havia sido selecionado para o cargo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A carteira expandida avançou 2,2% e alcançou R$ 758,3 bilhões ao fim de março, saldo 4,5% superior ao verificado um ano antes.

As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, conhecidas pela sigla PDD, foram de R$ 2,536 bilhões, no primeiro trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, quando o BB reforçou as provisões em R$ 2,04 bilhões, por conta da crise que se anunciava diante da pandemia que chegava ao País, as despesas com PDD caíram 54,2%.

O índice de cobertura sobre os empréstimos com atraso acima de 90 dias cedeu 10 pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior, mas continua confortável, em 328,2%. A inadimplência nessa faixa de atraso ficou em 1,95%, com ligeira oscilação positiva em relação ao fim de 2020.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (RSPL) ficou em 14,8%, no primeiro trimestre deste ano, 3,4 pontos porcentuais maior do que no trimestre anterior e 3,7 pontos acima da rentabilidade registrada em igual período de 2020.

O Morgan Stanley destacou que os resultados foram impulsionados por provisões mais baixas, mantendo recomendação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 50, frente aos R$ 29,21 de fechamento na quinta.

O Bradesco BBI ressalta que o lucro líquido reportado pelo Banco do Brasil bate as expectativas do mercado em 20%, e que o resultado foi impulsionado pela redução de provisões. O Bradesco afirma que os papéis do Banco não estão caros, mas diz não enxergar potenciais gatilhos para uma reavaliação, ao menos no curto prazo. Assim, mantém preço-alvo em R$ 44, com recomendação neutra.

A XP destaca que o banco superou o consenso em 23% e estimativas em 16%. “Embora elevado, o número foi fortemente impulsionado por menores provisões, que não acreditamos ser sustentável ​​nos próximos trimestres”, avaliam os analistas Marcel Campos e Matheus Odaguil.

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De acordo com os analistas, no geral, os próximos trimestres devem ser impulsionados pelo consumo de cobertura ou por resultados mais baixos, e estão fortemente favoráveis ​​ao primeiro devido a maiores rendimentos de dividendos em um banco com índice Tier I de 17%. A XP mantém recomendação de compra e preço alvo de R$ 46, pois acredita que os múltiplos do banco sejam atrativos com 4,2 vezes a relação de preço sobre o lucro, enquanto operacionalmente o banco segue defendido com boas taxas de cobertura/adequação de capital e uma carteira defensiva.

B3 (B3SA3, R$ 53,34, +5,00%)

A B3 reportou um lucro de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2021, número em linha com os R$ 1,2 bilhão esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv e 22,5% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente bateu R$ 1,946 bilhão, valor 24% superior ao que a companhia teve nos primeiros três meses de 2020.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 2,34 bilhões, um crescimento de 25,8% na base anual de comparação.

De acordo com a administração da empresa, os volumes transacionados continuaram a crescer neste início de ano, influenciados pela taxa de juros baixa e pela maior volatilidade na Bolsa, o que permite maiores ganhos principalmente em operações diárias com renda variável, ao passo que desestimula o investidor a buscar rentabilidade na renda fixa.

“No mercado de ações e instrumentos de renda variável listados, os destaques foram os crescimentos de 32,1% no volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista de ações e de 74,9% no volume de contratos futuros de índice de ações”, apontou a B3.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 20,50, +0,24%)

A Lojas Americanas registrou no primeiro trimestre de 2021 prejuízo líquido consolidado de R$ 163 milhões uma alta de 231% em relação ao mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 461,5 milhões, queda de 21,5% na comparação anual.

Entre janeiro e março, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 297,7 milhões, uma piora de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2020.

A receita líquida no intervalo avançou 29% ante o ano anterior, para R$ 5,232 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, a base de clientes ativos alcançou 48 milhões, um aumento de 8 milhões. Foram conectados 9,1 mil novos revendedores no marketplace (sellers), chegando a um total de 96,3 mil, com 99 milhões de itens oferecidos (alta de 212%). O número de transações realizadas nas plataformas alcançou 104 milhões entre janeiro e março, um crescimento de 37,4%.

B2W (BTOW3, R$ 62,48, -0,83%)

A B2W, dona dos sites Submarino e Americanas.com, registrou prejuízo líquido de R$ 163,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 51,5% em relação aos R$ 108 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Por outro lado, a companhia informou que teve alta de 90,4% nas vendas brutas totais (GMV, na sigla em inglês) na comparação com um ano antes, a R$ 8,68 bilhões.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 129,4 milhões, crescimento de 1,4% comparado com os R$ 127,6 milhões registrados no mesmo período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 2,942 bilhões, crescimento de 73,5% quando comparado com os R$ 1,696 bilhão no mesmo período de 2020.

O consumo de caixa aumentou, indo para R$ 897,4 milhões nos primeiros três meses deste ano versus R$ 645,7 milhões em igual período de 2020, alta de 38,9%. Segundo a B2W, o consumo de caixa no trimestre está associado à sazonalidade do segmento de varejo no Brasil e ao aumento dos estoques no primeiro trimestre de 2021 (alta de 68,9% versus o primeiro trimestre de 2020), em linha com o crescimento de vendas da plataforma de 1P [varejo digital direto].

“Para os próximos trimestres e para o ano como um todo, reforçamos nosso compromisso de seguir gerando caixa. Como forma de capturar todos os efeitos, a geração ou consumo de caixa é medida pela variação da dívida líquida em relação ao trimestre anterior, sempre desconsiderando eventuais recursos de operações de aumento de capital”, destaca a companhia no seu release de resultados.

A B2W destacou ainda que a integração com a Americanas (as companhias divulgaram os termos para a fusão na semana passada, veja mais clicando aqui) permite a aceleração das iniciativas de entrega rápida, incluindo as entregas em até 3 horas, que totalizaram 2,1 milhões de pedidos no trimestre
(13,7% do total).

O Morgan Stanley ressalta que a combinação das vendas das Lojas Americanas e da B2W resultaram em volume bruto de mercadoria 53% maior do que no ano anterior, acelerando sobre 18% no quarto trimestre e 3% acima da estimativa do Morgan Stanley. As margens Ebitda ajustadas de 9% ficaram abaixo da estimativa de 14% do Morgan Stanley, devido em grande medida a investimentos na B2W. O banco mantém avaliação overweight e preço-alvo de R$ 33.

JHSF (JHSF3, R$ 7,31, +2,67%)

A JHSF, gestora de shoppings e empreendimentos imobiliários de alto padrão, teve lucro líquido de R$ 191,5 milhões no primeiro trimestre, um salto ante os 16,3 milhões em resultado positivo obtido no mesmo período do ano passado.

O Ebitda disparou de R$ 65 milhões para R$ 232 milhões de reais no período e a margem dobrou para 62,6%.

O avanço ocorreu com a receita líquida mais que dobrando, impulsionada pela área de incorporação. O faturamento líquido do grupo subiu para cerca de 385 milhões de reais ante 163 milhões de reais no primeiro trimestre de 2020, enquanto as despesas operacionais subiram 46%, para 64 milhões de reais.

O segmento de incorporação viu a receita subir de 81 milhões para 300,5 milhões de reais. O Ebitda da unidade saltou de cerca de 35 milhões para 238 milhões de reais.

Segundo a XP, a  JHSF reportou resultados positivos no primeiro trimestre do ano e mais fortes do que o esperado pelos analistas. O desempenho foi atribuído principalmente pelo maior reconhecimento de receita do segmento residencial, o que fez com que seu resultado financeiro superasse nossas estimativas.

Como esperado, o desempenho operacional do segmento de shopping centers foram amplamente afetados pelas restrições comerciais e fechamento dos shoppings no primeiro trimestre (vendas nas mesmas lojas e alugueis nas mesmas lojas caíram 18,5% e 17,6% ano contra ano, respectivamente). Pelo lado positivo, o segmento residencial apresentou forte desempenho de vendas, impulsionado pelo Complexo Boa Vista. A XP reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,70/ação.

Neoenergia (NEOE3, R$ 16,77, +3,14%)

A elétrica Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, alta de 75% ante o mesmo período do ano passado, informou nesta quinta-feira a empresa, controlada pela espanhola Iberdrola.

Já o Ebitda da companhia alcançou R$ 2,3 bilhões, com alta de 50% na mesma comparação.

A Neoenergia – que atua nos segmentos de distribuição, transmissão, geração e comercialização de energia-  reportou ainda receita de R$ 8,58 bilhões, alta de 27% versus um ano antes.

Entre janeiro e março, a Neoenergia investiu R$ 1,8 bilhão, crescimento de 89% ante o primeiro trimestre de 2020. Segundo a companhia, foram investidos R$ 416 milhões em energia renovável, “um dos principais caminhos que a empresa acredita ser promissor para o futuro”.

“Mantivemos o nosso comprometimento e cumprimos o capex também previsto para o período, seguindo os investimentos alinhados ao nosso plano de negócios. O que representa, sem dúvida, um grande esforço em tempos de muitos desafios”, disse em nota o presidente da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle.

Como destaques dos primeiros meses do ano, a empresa ressaltou o início da operação da Neoenergia Distribuição Brasília e os avanços nas obras dos Complexos Eólicos Chafariz (PB) e Oitis (BA/PI), que seguem conforme cronograma previsto.

Taurus Armas (TASA4, R$ 25,85, -1,37%)

A Taurus Armas registrou um lucro líquido R$ 68,1 milhões no primeiro trimestre de 2021, contra um prejuízo de R$ 157,1 milhões no mesmo período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2020, quando a companhia lucrou R$ 279,5 milhões, houve uma queda de 75,6%.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da fabricante de armamentos foi de R$ 175,7 milhões, o que corresponde a um crescimento de 269,1% em relação ao Ebitda do primeiro trimestre do ano anterior. Na comparação com o trimestre anterior o avanço foi de 12,6%.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 551,1 milhões, em uma expansão de 74% na comparação anual e um retração de 1,6% na base trimestral.

Segundo a administração, foi o quarto lucro líquido consecutivo da empresa e ocorreu em um trimestre no qual a companhia produziu seu maior volume de armas da história.

Grupo Simpar (SIMH3, R$ 46,60, +1,97%)

O Grupo Simpar, voltado para locação de carros e logística, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 203,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 145% na comparação com o mesmo período do ano passado e uma retração de 5,2% em relação ao quarto trimestre.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 733,7 milhões nos primeiros três meses deste ano, número 30,6% acima do reportado no primeiro trimestre de 2020 e 4,8% maior que o do trimestre passado.

Leia mais: Simpar lucra R$ 200 milhões no 1º tri e executivo destaca resiliência mesmo com crise das montadoras

Por fim, a receita líquida do grupo foi de R$ 2,62 bilhões, um avanço de 11,2% na comparação anual e 1,1% de queda na base trimestral.

Sequoia (SEQL3, R$ 24,54, 0,00%)

A empresa de logística Sequoia teve prejuízo líquido de R$ 3,68 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 48% frente o prejuízo de R$ 2,48 milhões do mesmo período do ano passado.

“O aumento do prejuízo deu-se principalmente pelo aumento das depreciações e das despesas financeiras, reflexo direto do aumento de contratos de aluguel alocados segundo o IFRS 16, provenientes das aquisições das controladas Direcional e Prime”, afirmou a empresa.

A receita líquida teve alta de 97,5% na comparação anual, para R$ 326,44 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 30,64 milhões no trimestre, 146,3% superior na comparação com o mesmo período do ano anterior.

BK Brasil (BKBR3, R$ 10,38, +5,06%)

A BK Brasil, operadora das franquias Burger King e Popeye no Brasil, teve um prejuízo líquido atribuível aos sócios da companhia de R$ 162,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, um valor cerca de três vezes maior do que o resultado negativo de R$ 55,6 milhões no ano passado, impactado pelo fechamento das lojas no trimestre.

A receita líquida caiu 13,3% na mesma base de comparação, a R$ 562,6 milhões.

O Ebitda foi negativo em R$ 37,6 milhões, ante dado positivo de R$ 8,7 milhões dos primeiros meses de 2020.

Enquanto isso, a margem Ebitda foi de valor positivo em 1,3% para dado negativo em 6,7%.

O Credit Suisse comentou os resultados relativos ao primeiro trimestre divulgados pelo Burger King Brasil, que classificou como fracos como o esperado pelo Credit e pelo mercado. O Burger King reportou queda de 13,3% nas vendas líquidas, prejudicadas por uma queda de 17,1% nas vendas em mesmas lojas na comparação anual. As vendas digitais subiram 121% na mesma comparação, a R$ 162 milhões, respondendo a 29% do total. O Ebitda foi R$ 32 milhões negativo, impactado pela Covid. Impostos e despesas financeiras mais altos levaram a prejuízo líquido de R$ 162 milhões, diz o banco. O Credit mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 12, frente aos R$ 10,05 de fechamento na quinta.

Camil (CAML3, R$ 9,66, -2,62%)

A Camil lucrou R$ 85,1 milhões no quarto trimestre fiscal de 2020 (o período abrange os meses entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021), representando baixa de 34,3% na comparação anual.

A companhia apontou que o resultado foi decorrente de menor volume total no período: foram 444,7 mil toneladas de alimentos comercializados, enquanto no quarto trimestre de 2019 haviam sido 537,9 mil toneladas, uma queda de 17,3%.

A receita líquida foi de R$ 1,83 bilhão, 22,7% maior na comparação anual, sendo a maior alta da parte alimentícia brasileira, valor 25,4% acima, a R$ 1,36 bilhão.

O Ebitda foi de R$ 146 milhões no quarto trimestre, 6,5% maior. A margem Ebitda caiu 3,9 pontos percentuais, para 8%.

Os volumes tiveram forte volatilidade no ano fiscal de 2020, “com um cenário de patamares elevados de custo de aquisição de insumos e matéria-prima em nossas categorias”.

CSU (CARD3, R$ 25,91, -5,44%)

A CSU registrou lucro líquido de R$ 12,8 milhões, alta de 37,5% na comparação anual.

A receita líquida registrou um aumento de 8,4%, para R$ 123,6 milhões no trimestre, decorrente da busca por soluções digitais nas duas unidades de negócios, segundo a companhia.

O Ebitda foi recorde de R$ 35,8 milhões, alta de 17,7%, com margem Ebitda de 29%, alta de 2,3 pontos percentuais na comparação anual.

Ricardo Leite, Diretor de Relações com Investidores, afirmou que “a busca dos clientes pela digitalização foi importante para construção do ciclo crescente de resultados iniciado há 2 anos, com forte expansão de lucratividade nas duas unidades de negócio, beneficiada pela busca de soluções de ponta”.

A companhia afirmou que, além da evolução positiva nos resultados, apresentou avanços importantes, como na execução da estratégia de M&A com o aporte de R$ 10,0 milhões no FitBank em março, fintech fornecedora de soluções completas de infraestrutura para meios de pagamento, autorizada pelo Banco Central como instituição de pagamento e que possui entre seus investidores o banco J.P. Morgan, e o licenciamento de longo prazo, em abril, do core banking da Technisys como parte relevante da solução completa de Banking as a Service – BaaS da CSU, em implantação.

“Com a compra de participação acionária no FitBank, inauguramos a estratégia de aquisição de participações em negócios complementares no ecossistema de pagamentos brasileiro, reforçando nossa atuação junto a instituições dos mais variados segmentos. Já a solução de BaaS nos permitirá ampliar significativamente a atuação no ciclo de pagamentos em contas digitais e diversos outros produtos financeiros, objetivando capturar parcela importante de uma indústria que pode gerar cerca de R$ 8 bilhões em negócios a seus fornecedores nos próximos 5 anos”, ressalta Leite.

A empresa anunciou a distribuição de R$ 2,8 milhões via juros sobre capital próprio aos investidores, reafirmando a entrega de parcela do lucro associada a evolução dos resultados.

Daycoval 

O lucro do Daycoval registrou alta de 18,8% no primeiro trimestre na comparação anual, a R$ 330 milhões. As despesas com provisão para devedores duvidosos tiveram queda de 35,9%, a R$ 101,6 milhões.

A carteira de crédito ampliada teve alta de 41,9%, para R$ 37,134 bilhões, com a expansão de 59,9% nas operações com empresas. A inadimplência teve queda para 1,6%, ante 1,7% em dezembro. Na comparação anual, o indicador de atrasos ficou estável.

São Carlos (SCAR3, R$ 39,11, +2,52%)

O lucro líquido da São Carlos teve alta de 82,1% no primeiro trimestre de 2021, para R$ 19,3 milhões.

O Ebitda recorrente registrou variação positiva de 11%, a R$ 58,7 milhões, enquanto a receita bruta subiu 15,6%, para R$ 80,6 milhões.

A despesa financeira líquida caiu 19,3%, para R$ 18 milhões.

JBS (JBSS3, R$ 31,18, +1,76%)

A Arábia Saudita anunciou a suspensão de importações de carnes de aves e produtos derivados de sete unidades da JBS e outros quatro frigoríficos brasileiros. De acordo com comunicado publicado no site oficial da Saudi Food & Drug Authority (SFDA), a agência governamental que regula alimentos e medicamentos no país, as restrições começarão a valer a partir do dia 23 deste mês. O motivo não foi informado.

Da JBS, serão vetadas as compras das unidades de aves que ficam localizadas em Passo Fundo e Montenegro, e de plantas da Seara Alimentos de Brasília, Campo Mourão, Amparo, Ipumirim e Caxias do Sul. Acionada pela reportagem, a JBS afirmou em nota que procurou a Saudi Food and Drug Authority (SFDA), autoridade sanitária do governo da Arábia Saudita, para dialogar e entender as motivações para o bloqueio das exportações de carne de frango para o país. “A produção antes destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados”, segundo a empresa.

As outras proibições são referentes à importação de produtos de três fábricas da Vibra Agroindustrial S/A e uma da companhia Agroaraçá Alimentos.

O Bradesco BBI afirmou que gostaria de ter mais clareza sobre o momento de um potencial levantamento dessas suspensões, mas no geral, essa decisão da Arábia Saudita (que responde por 13% das exportações de carne de frango do Brasil) parece marginalmente negativa para a JBS (os analistas estimam vendas para o país representando menos de 1% das vendas totais).

Por outro lado, pode ser positivo para a BRF (BRFS3), com o país correspondendo a cerca de 5% das vendas totais, pois pode permitir que a companhia conquiste participação de mercado dos concorrentes e mais do que compensa um declínio potencial nas importações de carne, já que a Arábia Saudita busca desenvolver a produção de aves domésticas.

Cemig (CMIG4, R$ 12,01, +0,17%) e Taesa (TAEE11, R$ 38,85, -0,84%)

A estatal mineira Cemig informou na quinta-feira que está organizando um processo competitivo para o desinvestimento da totalidade de sua participação na transmissora de energia Taesa, da qual é acionista controladora.

Segundo fato relevante publicado pela elétrica, a operação resultará na alienação das 218.370.005 ações ordinárias e 5.646.184 ações preferenciais da Taesa detidas pela Cemig, que correspondem a 36,97% do capital social votante e 21,68% do capital social total da transmissora.

“A operação será realizada por meio de leilão especial a ser realizado no recinto e conforme as regras da B3, de forma a permitir que a alienação seja realizada por meio de processo competitivo”, disse a Cemig.

O cronograma divulgado pela empresa mineira aponta que os potenciais adquirentes poderão realizar processo de diligência até 30 de julho deste ano. A companhia espera que a entrega dos envelopes para participação no leilão também ocorra até esta data, com homologação do resultado até 16 de agosto.

Também em fato relevante divulgado nesta quinta-feira a Taesa disse que foi informada pela Cemig sobre o processo de desinvestimento.

A Cemig já havia adiantado, no final de março, a intenção de concluir ainda em 2021 uma operação para venda de sua participação na Taesa, empresa que controla em conjunto com a colombiana Isa.

O Credit Suisse avalia o anúncio da Cemig sobre a Taesa como neutro, já que os preços do mercado atuais já contabilizam a potencial venda.

Gol (GOLL4, R$ 24,95, +4,35%)

A Gol captou US$ 300 milhões com a reabertura de uma emissão com vencimento em 2026, com os papéis saindo com yield de 8%. A aérea utilizará os recursos oriundos da oferta das Notes Adicionais para finalidades corporativas em geral, incluindo gerenciamento de passivos e aquisições oportunas de aeronaves.

Eletrobras (ELET3, R$ 37,80, +2,94%; ELET6, R$ 38,84, +4,27%)

A Eletrobras informa que foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 176 do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), de 27 de abril de 2021, que estabelece atribuições à Eletrobras, necessárias ao processo de desestatização.

Segundo a estatal, a resolução determina, ainda, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fará a execução e o acompanhamento do processo de capitalização até o seu encerramento, devendo prestar apoio à Eletrobras, observadas as suas atribuições, enquanto Gestor do Fundo Nacional de Desestatização.

Na quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi informado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que o relatório da medida provisória de capitalização e privatização da Eletrobras deve ser aprovado na próxima semana no Senado.

Segundo reportagem do jornal Valor, o governo prevê que todo o processo de privatização da empresa, que detém o controle de estatais federais de energia elétrica, gere R$ 100 bilhões, caso efetivado. A estimativa inclui a fatia da União na empresa, o valor da outorga e a venda de ações no mercado secundário.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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