Destaques da Bolsa

Technos sobe 26,01% após Morgan comprar ações; Petrobras avança com venda de ativos e mais destaques

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira (26)

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SÃO PAULO – Em um dia de agenda esvaziada e liquidez reduzida por conta do entre-feriados de Natal e Ano-Novo, o grande destaque corporativo foi a notícia de que a Petrobras confirmou o aumento de 5% no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a partir desta sexta-feira (27) nas distribuidoras.

A companhia também anunciou o início da fase vinculante para a venda de dois blocos na Bacia do Espírito Santo, além de ter estendido até 15 de janeiro o prazo para as ofertas por quatro blocos na Bacia de Pelotas (RS).

A Vale, por sua vez, ganhou as páginas de negócios ao contratar uma linha de crédito de US$ 3 bilhões.

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Nas ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, as maiores altas foram de Qualicorp (QUAL3), Multiplan (MULT3) e Cogna (COGN3). As maiores quedas foram de Natura (NTCO3), Eletrobras (ELET3) e Azul (AZUL4).

Fora do índice, destaque para a Technos, que saltou 26,01% após a notícia de que o banco de investimento americano Morgan Stanley adquiriu 8,5 milhões de ações ordinárias da empresa, o que representa 10,9% do seu capital social.

Confira os destaques de ações da sessão desta quinta-feira (26):

Petrobras (PETR3 PETR4)

A Petrobras comunicou ao mercado que iniciou a fase vinculante da venda de dois blocos exploratórios em terra, na Bacia do Espírito Santo. Segundo a estatal, os interessados habilitados ao desinvestimento receberão carta-convite para participar do processo.

A Petrobras detém 50% dos dois blocos e o restante é da Cowan Petróleo e Gás. Em outro comunicado divulgado na noite do dia 23, a Petrobras informou que estendeu até o dia 15 de janeiro de 2020 o prazo para as empresas manifestarem interesse em adquirir quatro blocos na Bacia de Pelotas (RS). Segundo a petrolífera, “não há prejuízo para as empresas que já manifestaram interesse”.

Eletrobras (ELET3 ELET6)

A Eletrobras publicou um aviso aos acionistas informando que acabou o prazo para o direito de subscrição das sobras das ações do aumento de capital da estatal, aprovado em 14 de novembro último. As sobras, ou ações não subscritas em novembro, foram oferecidas em dezembro: 29,7 milhões de ações ordinárias e 38,8 milhões de preferenciais.

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A Eletrobras informou que “todos os investidores que solicitaram sobras durante o exercício de preferência terão seus pedidos atendidos”. A empresa também destacou que os investidores deverão integralizar as ações hoje (26) e amanhã (27).

Já os investidores que compraram as sobras na B3, deverão pagar no dia 30. No mesmo comunicado, a Eletrobras informou que pagará R$ 1,25 bilhão em dividendos aos seus acionistas até 31 de dezembro deste ano. Este dividendo é relativo ao ano de 2018 e receberão investidores que tinham ações até 29 de abril de 2019.

Embraer (EMBR3)

Segundo a agência de notícias Reuters, o novo presidente da Boeing, Dave Calhoun, em meio à crise dos aviões 737 Max, já enfrenta pressões de reguladores europeus sobre a compra do braço comercial da Embraer, considerada crucial para a estratégia de longo prazo da americana.

Autoridades da União Europeia que investigam a aquisição pediram que as empresas forneçam mais 1,5 milhão de páginas de documentos e dados referentes a 20 anos de vendas, disseram à Reuters duas pessoas a par do processo.

Ainda segundo a agência de notícias, o tamanho do pedido mostra que há uma grande preocupação da Comissão Europeia com um acordo que, na avaliação dos reguladores europeus, reduz a competição no mercado global de jatos. Essa interpretação não é compartilhada por reguladores americanos.

Vale (VALE3)

A Vale contratou uma linha de crédito de US$ 3 bilhões, informou na manhã de hoje a empresa à CVM. Segundo a Vale, a linha tem cinco anos e foi contratada junto a um grupo de 16 bancos globais, incluídos Citigroup, Crédit Agricole, Sumitomo Mitsui, Bank of China, Bank of Montréal, Bank of America, HSBC e Banco do Brasil.

“Esta linha de crédito substituirá a linha de crédito de US$ 3 bilhões contratada em 2015 e que será cancelada. A Vale conta ainda com outra linha de US$ 2 bilhões, totalizando assim US$ 5 bilhões de crédito rotativo”, informou a mineradora. Segundo a Vale, o crédito rotativo pode ser usado para garantir a liquidez da empresa e de algumas das suas subsidiárias.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil (BB) anunciou na segunda-feira (23), que vai isentar a nova cobrança de tarifa de até 0,25% ao mês para todos os clientes com limite no cheque especial.

A resolução (CMN 4765) prevê que os bancos possam cobrar essa modalidade de tarifa a partir de 06 de janeiro de 2020 para novos clientes – para os atuais clientes a cobrança começa apenas em junho. Mas o BB optou pela isenção para atuais e novos clientes ao longo de 2020.

Para os analistas da XP Investimentos, a cobrança de tarifas “poderia ser complexa, uma vez que poderia deteriorar ainda mais a experiência do cliente, o que é especialmente sensível em um cenário já competitivo com fintechs e novos entrantes”.

Esta cobrança, segundo eles, é negativa para o BB porque reduz sua margem financeira. Por outro lado, a XP destaca que a resposta de isentar os clientes foi positiva. “Consumidores são mais resistentes a cobrança de tarifa do que a cobrança de juros no cheque especial, sendo assim, a cobrança de tarifas poderia deixar o BB menos competitivo na atração e retenção de clientes”, avaliam.

Tupy (TUPY3)

A Tupy informou que sua nota na agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) não foi afetada após a empresa anunciar a aquisição da fundição Teksid, que comprou da FCA (Fiat Chrysler Automobiles). Segundo a Tupy, seu rating de longo prazo, em moeda estrangeira e brasileira, permanece “BB”, enquanto a nota nacional em longo prazo continua “brAAA”.

Technos (TECN3)

A Technos S.A. comunicou ao mercado que o banco de investimento americano Morgan Stanley adquiriu 8,5 milhões de ações ordinárias da empresa, o que representa 10,9% do seu capital social. Segundo a fabricante e distribuidora brasileira de relógios, o aumento da participação do Morgan Stanley não altera a composição do controle da Technos.

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