Destaques da bolsa

Ação do Santander Brasil cai quase 2% após subir com balanço; frigoríficos têm nova baixa com temor sobre coronavírus

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (29)

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SÃO PAULO – A sessão foi de queda para o Ibovespa, com os investidores repercutindo a decisão de política monetária do Fomc e as falas de Jerome Powell, presidente do Federal em coletiva, além de seguirem atentos aos desdobramentos do coronavírus para a economia mundial.

Entre os maiores destaques do índice, atenção para o Santander Brasil (SANB11): a unit chegou a subir até 3% após o resultado do quarto trimestre de 2019 considerado positivo, mas zerou os ganhos durante a manhã e fechou com perdas de cerca de 2%, seguindo a maior aversão ao risco do mercado. Já a WEG (WEGE3), que avançou cerca de 5% com a elevação de recomendação pelo HSBC, diminuiu os ganhos no final do pregão.

Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3), que registravam leve alta no início do pregão com a recuperação das commodities, fecharam entre leves ganhos e perdas, com as cotações do petróleo e do minério perdendo força. Frigoríficos tiveram mais uma sessão de baixa, também repercutindo o impacto do coronavírus para as exportações para a China, Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) tiveram queda respectiva de 4,06% e 2,84%.

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As maiores quedas são de ações que subiram forte na véspera, caso de Azul (AZUL4), que avançou mais de 8% com a notícia de subarrendamento de jatos da Embraer (EMBR3) e da Sabesp (SBSP3), que subiu mais de 4% após a fala de João Doria, governador de São Paulo, de que o governo estuda a privatização da estatal de saneamento uma vez aprovado o marco regulatório do setor.

Contudo, o grande destaque ficou para a MRV (MRVE3), que subiu 4,67% para R$ 21,05, depois que a empresa iniciou vendas totalmente digitais.

Confira os destaques:

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
MRVE34.6742921.05
HYPE32.7802434.75
RADL32.72283128.27
RENT32.5519854.25
KLBN111.5362521.15

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
FLRY3-4.1230831.16
AZUL4-4.0698659.87
MRFG3-4.0622311.1
CIEL3-46.96
BRKM5-3.8630432.85

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil teve lucro líquido de R$ 3,748 bilhões no quarto trimestre deste ano,  alta de 3,9% frente aos três meses anteriores, quando o ganho havia ficado em R$ 3,608 bilhões. Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários, ficou em R$ 3,726 bilhões nos últimos três meses do ano passado, enquanto o lucro societário foi de R$ 4,75 bilhões no período.

No acumulado de 2019, o lucro líquido foi de R$ 14,181 bilhões, alta de 16,6% na comparação com 2018 (quando foi de R$ 12,166 bilhões). Já o lucro gerencial alcançou R$ 14,55 bilhões, 17,4% superior.

O  balanço patrimonial consolidado cresceu 6,4% em 2019 para R$ 857,5 bilhões. O passivo do banco, contudo, cresceu na mesma linha de 6,4% para R$ 785,7 bilhões. Os resultados de exercício futuros caíram de R$ 337 milhões para R$ 285,2 milhões, um recuo de 15,4%.

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A carteira de crédito do Santander Brasil teve expansão de 15,3% para R$ 352 bilhões. Deste total, a parte pessoa física avançou 17,2%, de R$ 132,5 bilhões em 2018 para R$ 155,3 bilhões em 2019. A carteira de crédito para pessoas jurídicas cresceu 13% para R$ 138,3 bilhões.

O total da carteira ampliada foi de R$ 432,5 bilhões (incluindo outras operações financeiras), uma expansão de 11,8% sobre os R$ 386,7 bilhões do ano anterior; a provisão para créditos de liquidação duvidosa subiu 13,9%, de R$ 18,7 bilhões para R$ 21,4 bilhões em 2019. O total da carteira de crédito líquida avançou 11,7% no ano passado, de R$ 367,9 bilhões em 2018 para R$ 411,1 bilhões em 2019. A margem financeira gerencial foi de R$ 12,24 bilhões nos últimos três meses de 2019.

De acordo com o Morgan Stanley, os resultados operacionais do banco foram positivos no Brasil, também destacando a aceleração da carteira de crédito. Já entre os pontos negativos, os analistas do banco apontaram a manutenção das margens financeiras.

O Safra também destacou que os resultados do Santander foram bons, em especial para operações de crédito (volumes e inadimplência), mas também no controle de despesas. O ponto de atenção no resultado foi um crescimento mais fraco da receita de serviços devido a pressões competitivas em alguns segmentos, mas também atribuído pela alta base comparativa no quarto trimestre do ano anterior.

MRV (MRVE3)

A MRV subiu até 7,16% depois que a empresa iniciou vendas totalmente digitais. O processo de venda online inclui a escolha do apartamento, envio de documentação, análise e aprovação de crédito e assinatura do contrato digital.

Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença, vê “ganhos em termos de agilidade de vendas”

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil comunicou à CVM, na noite de ontem, que fez três repasses à Cassi, seu fundo previdenciário, que superaram R$ 998 milhões. Os repasses ocorreram no dia 20 de janeiro e foram feitos em três transações no mesmo dia.

Na primeira, o BB repassou R$ 123,6 milhões à Cassi referentes à taxa de administração do Fundo em 2019; na segunda, o repasse foi de R$ 450 milhões. Esta soma foi a contribuição patronal do banco ao Fundo, cobrindo o ano inteiro de 2019. A terceira tranche, de R$ 450 milhões, refere-se a um acordo judicial que o BB fez com o chamado GDI – Grupo de Dependentes Indiretos – da Cassi. Esses são pessoas que até a reforma estatutária da Cassi, em 2007, tinham alguma cobertura do Fundo.

Petrobras (PETR3;PETR4)

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Após realizar assembleias em sindicatos associados de todo País, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) definiu pela greve a partir do dia 1º de fevereiro (sábado). A Petrobras já foi comunicada. Na pauta de reivindicações está o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e, segundo a federação, o descumprimento do acordo coletivo do trabalho. O conselho deliberativo da entidade se reúne às 9h para definir os detalhes da paralisação.

Já o  governo indicou Maria Cláudia Guimarães, ex-diretora do Merrill Lynch, para o conselho de administração da Petrobras. Caso aprovada, a executiva assumirá a vaga aberta após a saída de Clarissa Lins, que renunciou ao cargo para se dedicar à presidência do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Ânima (ANIM3)

Ocorre hoje a precificação de oferta primária de pelo menos 22,5 mi de ações ON da Ânima após bookbuilding. A quantidade pode ser acrescida em até 35% por meio de lote adicional. Com base no preço de fechamento de 17 de janeiro, de R$ 33,36, oferta poderá movimentar até R$ 1,01 bilhão.

Cielo (CIEL3)

Após divulgar balanço abaixo do esperado, Cielo teve preço-alvo cortado pelo Morgan Stanley, de R$ 11 para R$ 9,5. Conforme destacou o banco em relatório,  custos e despesas da companhia estão crescendo em ritmo maior do que as receitas.

TIM (TIMP3) e Vivo (VIVT4)

A Superintendência do Cade aceitou a Claro como terceira parte em operação envolvendo Tim e Vivo. Segundo o órgão regulador, Claro pode ser afetada pela decisão que for tomada sobre a operação anunciada. Além disso, o Cade diz haver ausência de clareza em algumas questões levantadas pela Claro sobre a operação. A decisão envolve a implementação de dois contratos de cessão onerosa entre TIM e Vivo para compartilhamento de infraestrutura de rede móvel 2G, 3G e 4G, anunciados em julho.

Notre Dame (GNDI3) e Hapvida (HAPV3)

O Bradesco BBI aumentou os preços-alvo para as ações das empresas de planos de saúde Grupo Notre Dame Intermédica e Hapvida. Os dois papéis são avaliados pelo BBI com desempenho acima da média (outperform) e boas perspectivas, embora as do GNDI3 sejam melhores a curto prazo, e as da HAPV a longo prazo. O papel GNDI3 teve o preço-alvo aumentado em 16% para R$ 82,00, enquanto a ação HAPV3 teve um ajuste positivo de 12% para R$ 70,00.

Segundo o BBI, a perspectiva de curto prazo é melhor para a ação da Notre Dame porque a empresa atua na região Sudeste do Brasil, onde a recuperação econômica será mais rápida e isto deve se refletir no papel. Já a Hapvida atua na região Nordeste, onde a recuperação econômica será mais lenta. “Nós vemos o Nordeste com desafios macroeconômicos maiores por causa da sua dependência do setor público, que está atrás do privado na recuperação da economia”, avalia o BBI. A equipe de análise avalia que a GNDI3 mostrará um “forte resultado” do quarto trimestre de 2019.

Weg (WEGE3)

A Weg foi elevada de manutenção à compra pelo HSBC. Também em destaque, a companhia sente os impactos do coronavírus e orientou seus funcionários que viagens a China sejam feitas apenas depois de 8 de fevereiro, diz a Folha. As unidades da empresa no país estão paradas e a atividade será retomada apenas nessa data, seguindo a orientação das autoridades locais, segundo a reportagem.

Celpe 

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A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) aprovou a captação de US$ 120 milhões (R$ 502,8 milhões) através de uma transação de “swap” e cessão fiduciária de swap, notas promissórias ou “qualquer outro instrumento que financie a companhia em melhores condições”. Segundo um comunicado da empresa à CVM, a operação deverá ser feita pelo Scotiabank.

B3 (B3SA)

A B3 S.A., empresa que controla a Bolsa de Valores de São Paulo, informou que a empresa americana Capital Research Global Investors comprou 103 milhões de ações ordinárias da companhia, que representam 5,01% do seu capital. A empresa de Los Angeles não se manifestou sobre a transação.

Unipar (UNIP3;UNIP6)

A Unipar Carbocloro informou que o Conselho de Administração da empresa elegeu o executivo Maurício Parolin Russomanno para o cargo de diretor-presidente da companhia. Aníbal do Vale, que presidiu a indústria química durante 25 anos, deixou o cargo.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)