Sinais contrários

Ação da OceanPact (OPCT3) desaba 15,2%, apesar de resultado surpreender projeções; companhia revisa guidance para baixo

Ebitda superou expectativas, mas ações desabam; BBI tem recomendação neutra para o papel, enquanto BBA tem recomendação equivalente à compra

Por  Lara Rizério -

Empresa cuja ação foi fortemente abalada em meados do ano passado por conta de um acordo coletivo, a OceanPact (OPCT3), de serviços marítimos, vê seus ativos desabando novamente na sessão desta sexta-feira (25), mas dessa vez após a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2021.

Os números do período, contudo, foram vistos como bons, apesar do prejuízo, que subiu 145%. Para o Itaú BBA, a OceanPact surpreendeu positivamente, ao apresentar um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de R$ 74 milhões, acima das estimativas do BBA de R$ 58 milhões. Além disso,  também superou seu guidance para o ano, atingindo R$ 194 milhões, ante intervalo projetado pela companhia entre R$ 160 milhões e R$ 180 milhões.

Contudo, as ações fecharam em queda de 15,20%, a R$ 2,79, também em meio às projeções mais pessimistas para o próximo ano.

A empresa reduziu o guidance para 2022. A nova meta do Ebitda é de R$ 300 milhões a R$ 340 milhões, contra R$ 320 milhões a R$ 380 milhões anteriormente. O guidance de capex combinado para 2021 e 2022 de R$ 1,04 bilhão a R$ 1,07 bilhão agora implica um intervalo de capex de R$ 262 milhões a R$ 312 milhões para 2022, em linha com a estimativa do BBI de R$ 309 milhões.

Os analistas destacam que, como esperado, a empresa continuou queimando caixa no 4T21 devido ao alto crescimento do capex aplicado. Este ano, a queima deve diminuir à medida que novos contratos são lançados, juntamente com suas estimativas de capex mais baixas. Mesmo assim, ainda esperam queima de caixa de R$ 70 milhões para 2022.

O banco possui recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 5,50, ainda um potencial de valorização de 67% em relação ao fechamento da véspera. Segundo o BBI, embora a empresa pareça estar no caminho certo para continuar apresentando crescimento, atualmente prefere nomes com uma ligação mais direta com o momento positivo do preço do petróleo.

Já o Itaú BBA possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o papel, e preço-alvo de R$ 9, um potencial de alta expressivo de 173% em relação ao fechamento de quinta-feira (24).

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