Destaques da Bolsa

Ação da Equatorial salta 7%, Grupo Mateus dispara 8,5% e mais reações a balanços; Petrobras e PetroRio sobem apesar do petróleo

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (25)

 

SÃO PAULO – Após um início morno, o Ibovespa ganhou forças durante a tarde desta quinta-feira (25) com as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e também no dia da votação do Orçamento de 2021 no Congresso Nacional.

Os destaques de alta ficam para as ações das companhias de energia, sendo a maior alta percentual a das ações da Equatorial (EQTL3, R$ 22,48, +6,95%), com ganhos de cerca de 7%, após o resultado surpreender positivamente e também com o anúncio de dividendos. Ainda em destaque, a companhia destacou possível interesse nas privatizações da empresa de saneamento Cedae e da distribuidora de energia elétrica CEEE-D.

Com relação ao resultado, o lucro líquido consolidado ajustado ainda foi positivamente afetado por um melhor resultado financeiro e menor imposto, registrando alta de 29,8% na comparação anual, totalizando R$ 928 milhões no quarto trimestre. A companhia anunciou a aprovação pelo Conselho de Administração do pagamento de dividendos no montante de R$ 707,1 milhões – equivalente a R$ 0,72 por ação ordinária da Equatorial Energia, ou um retorno em dividendos de 3,4%.

“A companhia conseguiu apresentar um sólido desempenho no trimestre, com bons resultados regulatórios, impulsionados pelo aumento da venda de energia, ganho não recorrente (ressarcimento Equatorial Piauí), além de custos e despesas (PMSO) controladas no período”, destacou a Levante Ideias de Investimentos.

Outra companhia de energia que vê as suas ações com ganhos é a Eletrobras (ELET3, R$ 33,89, +4,96%;ELET6, R$ 34,35, +3,62%). Os ativos ordinários subiram cerca de 5% após a indicação de Rodrigo Limp como CEO da companhia. Por um lado, o fato de Limp ter sido indicado pelo governo e não pela consultoria responsável pela procura de um novo executivo não agradou e levou à renúncia de um conselheiro. Contudo, os analistas viram a sua indicação como positiva para prosseguir com a privatização da companhia. Veja mais clicando aqui. 

A Energisa (ENGI11, R$ 44,00, + 5,11%) avançou 5,11%, em dia de alta de 2,47% do índice do setor elétrico, tendo ainda no radar que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avalia vetar corte de energia para baixa renda, mas que prevê compensar elétricas.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 22,96, +1,91%, ;PETR4, R$ 23,20, +1,67%), por sua vez, saíram de queda de cerca de 2% para ganhos de mais de 1%, apesar do  noticiário ainda inspirar cautela, com atenção para a iminente saída de 4 diretores da companhia que, segundo a Reuters, é motivada por discordância com os planos de seu próximo presidente. O motivo do desacordo entre os executivos e o novo CEO, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, inclui os planos dele para a política de preços da empresa, segundo a fonte.

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A sessão foi de queda para o petróleo, com baixa de 3,81% para o contrato futuro do brent com vencimento em maio, a US$ 61,95 o barril, enquanto o WTI teve queda de 4,28%, a US$ 58,56 o barril: apesar disso, as ações da PetroRio (PRIO3, R$ 89,41, +1,59%), que chegaram a cair mais cedo, viraram para ganhos de cerca de 1%. Os preços dos principais contratos de petróleo recuaram nesta quinta-feira, com uma nova rodada de restrições associadas ao coronavírus na Europa revivendo preocupações com a demanda, mesmo enquanto rebocadores lutavam para retirar um navio de contêineres encalhado no Canal de Suez que bloqueava o trânsito de navios-tanque.

Após a forte alta da véspera com anúncio da compra do Grupo BIG, de 12,77%, as ações do Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 22,14, +1,89%) seguiram em alta, subindo mais de 1%. Já os ativos de seu par na Bolsa, Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 29,66, +5,25%), após caírem 4,31% na véspera, se recuperaram e avançaram cerca de 5%.

No radar de resultados, JBS (JBSS3, R$ 27,97, +1,64%) avançou mais de 1% após apresentar seus números do quarto trimestre enquanto que, fora do Ibovespa, os ativos do Grupo Mateus (GMAT3, R$ 7,91, +8,50%) avançavam cerca de 7%. Por outro lado, Locaweb (LWSA3, R$ 23,50, -2,49%) caiu cerca de 2,5%, ainda que amenizando as perdas de 5% registradas mais cedo, apesar do resultado considerado positivo. Cabe ressaltar, contudo, que os papéis avançam cerca de 15% no acumulado de 2021 e estão na lista das maiores valorizações desde a mínima do Ibovespa durante a pandemia do novo coronavírus, atingida em 23 de março de 2021 (veja mais clicando aqui e aqui).

“A Locaweb apresentou um resultado financeiro sólido, acima das expectativas do mercado em relação à receita líquida e um pouco abaixo do esperado em Ebitda e lucro líquido”, avalia a Levante, que vê como principais catalisadores para a companhia (i) a entrada no índice Ibovespa com expectativa para maio deste ano, (ii) Incorporação dos números e das sinergias com as recentes aquisições no resultado da companhia e (iii) novas aquisições com o dinheiro captado no follow-on.

Reagindo às declarações de Campos Neto nesta de que a Selic deve subir, mas ainda deve continuar em patamares estimulativos, estão as ações de varejistas, com destaque para Via Varejo (VVAR3, R$ 12,04, +5,24%) e Lojas Renner (LREN3, R$ 42,87, +4,79%).

Em uma sessão de noticiário corporativo bastante movimentado, quem ganhou destaque entre as altas nos primeiros negócios do dia, mas depois amenizaram, foram as ações da CSN (CSNA3, R$ 33,47, +0,51%), após terem a cobertura reiniciada pelo Morgan Stanley com recomendação equivalente à compra, enquanto tiveram o preço-alvo elevado pelo Credit Suisse. As ações avançavam cerca de 2%, mas diminuíram a alta posteriormente. A sua subsidiária, a CSN Mineração (CMIN3, R$ 8,30, -0,72%) chegou a subir mais de 2% após ter a cobertura iniciada pelos dois bancos, também com recomendação equivalente à compra, mas fechou com leves perdas, seguindo o dia das ações de outras companhias exportadoras.

Confira os destaques:

Eletrobras (ELET3, R$ 33,89, +4,96%;ELET6, R$ 34,35, +3,62%)

A Eletrobras informou que o seu conselho de administração decidiu, por maioria, recomendar o nome de Rodrigo Limp para ocupar uma vaga no colegiado, “visando o exercício futuro do cargo de Presidente da Companhia”. Ele substituirá Wilson Ferreira Júnior, que anunciou a sua saída do cargo no dia 24 de janeiro e se manteve como CEO até março.

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Após a escolha de Limp, Mauro Gentile Rodrigues Cunha, coordenador do Comitê de Auditoria e Risco Estatutário e membro do conselho de administração da Eletrobras pediu demissão. Cunha deixa o cargo por não concordar com a escolha de Limp pelo acionista controlador da estatal.

Na visão do Bradesco BBI, enquanto alguns consideraram a nomeação do Sr. Limp como negativa para a governança corporativa da estatal (pela nomeação do governo ao invés de uma escolha de mercado pelo conselho), os analistas do banco afirmaram que “não poderiam estar mais satisfeitos”.

“Em nossa opinião, o governo está enviando uma nova mensagem de que está totalmente focado na privatização de
Eletrobras (nomear Diogo Mac Cord como Secretário de Privatização em 2020 foi outro sinal claro, seguido pelo
Medida Provisória para privatizar a Eletrobras emitida em fevereiro de 2021). Conhecemos e interagimos com Limp há vários anos, durante sua gestão na ANEEL e como Secretário de Energia, e nossa opinião é que ele é guiado por uma visão técnica profunda combinada com sabedoria política”, afirmam os analistas.

O Credit Suisse também aponta a escolha de Limp como positiva. “Limp é advogado, conhece bem o setor e está envolvido nas discussões de privatização (apoiando-a), pois atualmente é Secretário de Energia Elétrica (MME) e já foi diretor da Aneel”. Veja mais clicando aqui.

Petrobras (PETR3, R$ 22,96, +1,91%, ;PETR4, R$ 23,20, +1,67%)

A Petrobras informou ontem que quatro membros de sua diretoria executiva comunicaram ao Conselho de Administração que não têm interesse de renovar seus mandatos. São eles Andrea Almeida (Financeira e de Relacionamento com Investidores), André Chiarini (Comercialização e Logística), Carlos Alberto Pereira de Oliveira (Exploração e Produção) e Rudimar Lorenzatto (Desenvolvimento da Produção).

Os executivos em questão, segundo comunicado ao mercado divulgado pela estatal, disseram que não se trata de “ato de renúncia” e que estão comprometidos a cumprir com todos os seus deveres e obrigações até a posse de seus respectivos sucessores, o que deve acontecer após a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 12 de abril.

Ainda no radar da estatal, o seu conselho de administração aprovou nesta quarta-feira a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, na Bahia, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão, informou a companhia em fato relevante ao mercado.

O Credit Suisse comentou as notícias sobre a venda da RLAM pela Petrobras e a saída de executivos do conselho. Na avaliação do banco, a saída dos executivos eleva o risco de ruptura com os planos estratégicos da empresa, incluindo mudanças potenciais em sua política de dividendos, precificação de combustíveis e vendas de ativos. O banco diz que espera que essas incertezas continuem a pesar contra os ativos da Petrobras.

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A venda feita pela Petrobras é encarada, no entanto, como um passo positivo no processo de desinvestimento da empresa. O banco mantém avaliação de underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo de US$ 8, frente a US$ 8,01 de fechamento na quarta pelas ADRs da empresa na Bolsa de Nova York.

O Bradesco BBI comentou as falas à Reuters do general Silva e Luna, futuro presidente da Petrobras, a respeito do que pretende para sua administração, destacando que ele prometeu uma gestão democrática e transparente, e que não irá se curvar a potencial pressão política em sua administração.

Ele prometeu que as nomeações de gestores serão baseadas em critérios puramente técnicos. Luna também afirmou que espera que o governo encontre uma forma de reduzir o preço do combustível, sem fazer com que a Petrobras pague a conta.

Ainda em destaque, está a ideia de criar um fundo para compensar por oscilações. Mas não há, no momento, nada concreto neste sentido. O Bradesco BBI avalia que a ideia do fundo é positiva, mas sua aplicação precisaria ocorrer antes da eleição presidencial de 2022, o que poderia trazer volatilidade.

A recomendação segue underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 24, frente aos R$ 22,82 negociados pelos papéis PETR4 na quarta (24).

Smiles (SMLS3, R$ 24,85, 0,00%) e Gol (GOLL4, R$ 21,01, +1,01%)

Os acionistas da Smiles aprovaram na noite de quarta reorganização societária que, após implementada, resultará na migração da base acionária da empresa de fidelidade para a aérea Gol sua controladora.

Os termos de troca equivalem a R$ 27 por ação da empresa de redes de fidelidade, com duas opções para os acionistas da companhia. A primeira é formada por uma parcela em dinheiro no valor de R$ 9,14 por ação e 0,6601 ação preferencial da Gol. A segunda envolve R$ 22,54 em dinheiro e 0,1650 ação preferencial da companhia aérea.

De acordo com o Goldman Sachs, a reorganização da migração da base acionária da Smiles para a Gol pode simplificar a governança corporativa e fornecer sinergias para as operações e flexibilidade no desenvolvimento e oferta de produtos. Veja mais clicando aqui.

Vale (VALE3, R$ 92,44, -0,76%)

Representantes da sociedade civil pediram à Vale que paralise temporariamente suas operações de minério de ferro em Parauapebas, município paraense onde está a principal unidade da mineradora, como forma de frear o contágio do coronavírus na região. “Estamos com tudo lotado no sistema de saúde, mas conseguindo circular pacientes… não queria fazer o lockdown, mas não teve jeito”, disse à agência internacional de notícias Reuters Darci Lermen, prefeito do município.

Ainda no radar da companhia, atenção para o desempenho do minério de ferro. Os futuros de referência do minério de ferro na China subiram pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, com os preços spot no país estabilizando após uma recente liquidação devido a melhorias na demanda e alívio em preocupações sobre restrições à produção siderúrgica.

Participantes do mercado também miravam notícias que poderiam alimentar preocupações quanto a um aperto na oferta global do material usado na fabricação do aço, como inundações na Austrália e o bloqueio do Canal de Suez, disseram analistas.

O minério de ferro na bolsa chinesa de commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão diurno com alta de 2,7%, a 1.067,50 iuanes (US$ 163,36) por tonelada. Na bolsa de Cingapura, por outro lado, o minério de ferro operava estável, a US$ 155,70 por tonelada. Os preços spot ficaram praticamente estáveis na quarta-feira, depois de uma liquidação na terça-feira impulsionada por temores de restrições à produção de aço na China devido a medidas de combate a poluição.

JBS (JBSS3, R$ 27,97, +1,64%)

A JBS encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 4,02 bilhões, o que representa uma alta de 65% ante os R$ 2,44 bilhões apresentados um ano antes. No acumulado de 2020, por sua vez, a companhia teve lucro de R$ 4,60 bilhões, um resultado 24,2% pior que os R$ 6,07 bilhões de 2019.

O desempenho da companhia foi impulsionado pelas exportações para a China, consumo firme tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e também com a variação cambial. Entre outubro e dezembro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa de proteínas subiu 24,1% quando comparado com o mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,03 bilhões.

De acordo com o Credit Suisse, os resultados apresentados foram, mais uma vez, sólidos, impulsionados principalmente pelas operações nos Estados Unidos, com fortes margens de carne bovina e suína (9,0% e 10,2%, respectivamente), enquanto as margens de PPC ficaram abaixo do potencial total de 6,6%. Seara e JBS Brasil (bovinos) apresentaram queda sequencial de margens em função do aumento de custos, mas ainda positiva para a primeira (margem de 14,1%) e em patamar menos atraente para a segunda (margem de 5,1%) . Além disso, a JBS propôs o pagamento de dividendos de R$ 2,5 bilhões para o ano de 2020.

Locaweb (LWSA3, R$ 23,50, -2,49%)

A Locaweb reportou lucro líquido de R$ 9 milhões no quarto trimestre, alta de 29% ante igual período do ano anterior. No ano, a companhia teve lucro de R$ 19,7 milhões, alta de 9,2%.

A receita líquida teve alta de 33,3%, para R$ 140 milhões, no quarto trimestre. No ano passado como um todo, a receita totalizou R$ 488 milhões, alta de 26,6%. Em e-commerce, a receita líquida teve alta de 108,2%, de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre de 2019 para R$ 46,5 milhões.

“O quarto trimestre de 2020 foi marcado, novamente, por um consistente resultado em todas as nossas linhas de negócio (com destaque para o importante crescimento na operação de Commerce) e por um robusto movimento em M&A.” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

“A Locaweb reportou resultados sólidos referentes ao quarto trimestre de 2020, em linha com as nossas estimativas, que já eram fortes. O forte desempenho da receita líquida foi impulsionado pelo crescimento tanto no segmento de Be Online / Saas quanto no Commerce, com destaque para a aceleração de 237% de alta na base anual e com adição de novas lojas no segmento de Commerce, contribuindo para a maior participação do segmento na receita total (de 21,2% no quarto trimestre de 2019 para 33,2% no mesmo período de 2020)”, aponta a XP Investimentos.

Hermes Pardini (PARD3, R$ 20,43, +0,62%)

A Hermes Pardini teve queda de 1,9% do lucro no quarto trimestre de 2020 ante igual período de 2019, a R$ 43 milhões. A receita líquida de prestação de serviços totalizou R$ 480 milhões ante R$ 358 milhões em igual período de 2019, alta de 34%.

Já o Ebitda foi de R$ 103,7 milhões, alta de 21,3%. A margem Ebitda foi a 21,6%, ante 26% no quarto trimestre de 2019.

Segundo o Morgan Stanley, a companhia apresentou bons números, com o crescimento da receita impulsionado por procedimentos eletivos, exames de imagem e COVID-19. As receitas e o EBITDA superaram as estimativas, mas as margens decepcionaram, relacionado mais a uma base de comparável difícil, apontam os analistas.

O banco avaliar que a empresa deve continuar a crescer rápido, como forma de capturar a oportunidade de receita com exames de Covid nesse período de ressurgência de Covid no país, que será mais duradouro do que o esperado. Entre laboratórios do Brasil, o banco diz preferir os papéis da Pardini “durante a recuperação do segundo semestre”.
O banco mantém avaliação de equalweight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Pardini, com preço-alvo de R$ 26,5, frente aos R$ 20, 36 de fechamento na véspera.

Grupo Mateus (GMAT3, R$ 7,91, +8,50%)

O Grupo Mateus, empresa de varejo que atua majoritariamente no Norte e Nordeste do País, reportou lucro líquido de R$ 241 milhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 142,7% sobre igual período do o ano anterior. Em 2020, o lucro líquido ajustado da empresa somou R$ 776 milhões, alta de 112,2% frente ao ano anterior.

O Ebitda ajustado no período foi de R$ 289 milhões, alta de 767% sobre o mesmo período em 2019. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,004 bilhão, indicando expansão de 76,8% em relação a 2019.

Entre os destaques do ano, o Grupo Mateus cita em seu informe de resultados a forte geração de caixa operacional, de R$ 944 milhões (alta 51%), o número recorde de inaugurações (39), sendo 23 lojas em 13 novas cidades e uma expansão de 179% nos investimentos em novas lojas e infraestrutura.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida da companhia somou R$ 3,635 bilhões, alta de 52,2% ante igual período do ano anterior. Em 2020, a receita líquida cresceu 42,4%, totalizando R$ 12,397 bilhões.

A receita bruta no segmento varejo foi de R$ 1,183 bilhão no último trimestre do ano passado, 44,9% acima do visto um ano antes. No atacarejo, a receita bruta foi de R$ 2,076 bilhões, 77,5% maior que a vista no quarto trimestre de 2019. No segmento Eletro, a receita bruta foi de R$ 269 milhões, crescimento de 59,9%.

As receitas financeiras totalizaram R$ 29,5 milhões no quarto trimestre, um aumento de 110,9% em relação ao mesmo período de 2019. O resultado financeiro líquido do trimestre totalizou R$ 15 milhões negativos, uma redução de 44,1% ante 2019 e representando 0,4% da receita, contra 1,1% no mesmo período do ano anterior.

No trimestre, os investimentos cresceram 132% e totalizaram R$ 222 milhões. Ao final de dezembro, o grupo registrava um caixa líquido de R$ 1,534 bilhão, ante uma dívida líquida de R$ 487 milhões reportada no final de 2019. A melhora, segundo a empresa, pode ser atribuída a entrada de recursos do IPO, realizado em outubro passado, e a amortização de R$ 700 milhões de empréstimos, leasings e Finames junto aos bancos.

“O Grupo Mateus reportou resultados sólidos referentes ao quarto trimestre de 202, levemente acima da nossa estimativa de receita, em linha com Ebitda e 14,5% acima do nosso lucro. Os principais destaques do resultado foram: i) manutenção de sólido crescimento de vendas mesmas lojas, mesmo com a redução do auxílio; e ii) forte performance de novas lojas em cidades que ainda não eram exploradas pelo Mateus, já apresentando performance acima das lojas maduras”, avalia a XP Investimentos.

O Bradesco BBI aponta que os resultados foram fortes, com companhia acelerando os investimentos a partir de sua oferta pública inicial de ações. A perspectiva é de crescimento a partir da expansão em uma região com menos concorrência de redes de varejo de alimentos, com 2021 sendo outro ano de crescimento forte. Como a rede está se expandindo agressivamente, mesmo se as vendas em mesmas lojas caírem, a empresa deve ter crescimento forte, na casa dos dois dígitos. O BBI mantém avaliação de outperform, e preço-alvo para 2021 em R$ 11, ou potencial de alta de 51% em relação ao fechamento da véspera.

Panvel (PNVL3, R$ 19,23, +1,75%)

O Grupo Dimed, da rede de farmácias Panvel, registrou lucro líquido de R$ 24,5 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, no acumulado do ano, o lucro foi de R$ 64 milhões, redução de 22% ante 2019.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 30,4 milhões no trimestre, queda de 8,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2019. Em 2020, a empresa apresentou redução de 21% no indicador, totalizando R$ 112,1 milhões.

A receita líquida somou R$ 803,535 milhões no trimestre, crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, a receita teve alta de 3,5%, totalizando R$ 2,819 bilhões.

Em 2020 foram inauguradas 44 novas lojas, sendo 21 entre os meses de outubro a dezembro. A companhia encerrou o ano com 473 filiais nos três Estados da região Sul e em São Paulo. Segundo a empresa, o plano de expansão terá continuidade com a previsão de abertura de 65 lojas em 2021. “Essa expansão mostra que temos capacidade de abrir lojas. O desafio de 65 lojas para este ano não nos assusta, pois temos capacidade instalada para fazer essa expansão”, afirma Julio Mottin Neto, diretor presidente do Grupo Dimed.

A participação digital no varejo da Panvel passou de 10,2% no quarto trimestre de 2019 para 15,9% no último trimestre do ano passado. A empresa realizou média de 278 mil entregas por mês no período.

“Foi um ano em que nos reinventamos como um player importante do mercado de saúde, com vacinação para a gripe, que se destacou em março, com as parcerias desenvolvidas ao longo do ano, como venda de planos de saúde e de exames em nosso site, assim como os testes de covid-19, que viraram a estrela no final do ano passado, e continuam com tendência muito grande neste ano”, afirma Mottin Neto.

Equatorial (EQTL3, R$ 22,48, +6,95%)

A Equatorial teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2020, alta de 6,8% na comparação com igual período de 2019.

O Credit Suisse apontou que os resultados ajustados foram melhores do que o esperado, com boa performance de volumes, ajustamento da avaliação de crédito mais alto e gastos menores com pessoal, material, serviços de terceiros e outras despesas, devido à reversão de recursos destinados à inadimplência.

A taxa de perdas continua melhorando nas unidades de Alagoas e Piauí. Os dados foram impulsionados por eventos não recorrentes. O banco destaca que a empresa anunciou R$ 707,1 milhões em dividendos, um rendimento de 3,4%.
O Credit Suisse mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 25,20 para a Equatorial, frente a R$ 21,02 de fechamento na quarta.

Boa Vista (BOAS3, R$ 12,44, +4,10%)

Após realizar reuniões com executivos da Boa Vista, o Morgan Stanley reiterou sua avaliação de overweight. O banco diz que a Boa Vista deve entregar um rápido crescimento devido a mudanças regulatórias, ciclo do mercado e modelo de negócios atrativo, com altas barreiras de entrada. O Morgan Stanley diz esperar maior faturamento devido a volumes mais altos, melhores preços e desenvolvimento de novos produtos.
O banco diz que a empresa está descontada, em relação a outros atores globais, e diz esperar que ela cresça em ritmo superior em 12 meses. O Morgan Stanley mantém avaliação de overweight, e preço-alvo de R$ 18 para a Boa Vista.

CSN (CSNA3, R$ 33,47, +0,51%) e CSN Mineração (CMIN3, R$ R$ 8,30, -0,72%)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da CSN Mineração com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado e preço alvo de R$ 13,90, além de ter retomado a cobertura para a ação da CSN também com recomendação overweight e preço-alvo de R$ 56.

O Credit Suisse também iniciou cobertura para CSN Mineração, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 11,50, ou alta de 38%.

Os analistas apontam que a empresa se tornou a segunda maior exportadora de minério do Brasil com uma capacidade de 33 milhões de toneladas por ano (Mtpa), sendo 40 milhões incluindo compras de terceiros e tem um pipeline que pode adicionar até 108 Mtpa em 2023.

Eles também elevaram o preço-alvo da controlada CSN de R$ 53 para R$ 58,50, mantendo outperform, de forma a incorpora os resultados do quarto trimestre, alta de 10% nos preços dos aços planos em abril e as novas estimativas para a CSN Mineração.

Eletromídia (ELMD3, R$ 15,60, +4,35%)

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 24 (potencial de valorização de 61%), destacando que a companhia está bem posicionada no setor, como líder em um  mercado ainda pouco penetrado e fragmentado e tem como principais catalisadores novos contratos, fusões e aquisições.

O banco prevê uma taxa de crescimento anual composta de 25% para o período entre 2020 e 2023, superior àquela de seus pares.

Sinqia (SQIA3, R$ 21,61, + 3,55%)

A Sinqia anunciou a compra de 100% do capital da Simply, por R$ 56 milhões, e de 60% do capital da FEPWeb, por R$ 38,4 milhões, com aquisições totalizando R$ 94,4 milhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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