Temporada de balanços

3R Petroleum (RRRP3) sai do prejuízo e registra lucro de R$ 19,7 mi no 4º trimestre de 2021

A receita líquida avançou 193,3% na comparação anual, indo de R$ 85,2 milhões para R$ 250 milhões no quarto trimestre de 2021

Por  Equipe InfoMoney -

A 3R Petroleum Óleo e Gás (RRRP3) reverteu o prejuízo líquido de R$ 147,5 milhões e teve lucro lucro líquido de R$ 19,7 milhões no quarto trimestre de 2021, informou a companhia na noite da última terça-feira (22).  A companhia destacou que o lucro foi obtido em meio à alta da cotação do petróleo e melhoras operacionais.

A receita líquida avançou 193,3% na comparação anual, indo de R$ 85,2 milhões para R$ 250 milhões no quarto trimestre de 2021.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 63,6¨%, a R$ 82,6 milhões.  A produção total da empresa subiu 39,1% na mesma base de comparação, atingindo 8,71 mil barris de óleo equivalente ao dia.

Por outro lado, na base de comparação trimestral, o Ebitda teve baixa à medida que a empresa se prepara para operar mais ativos.

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Embora a produção líquida da 3R tenha aumentado 13,5% no trimestre, com o preço médio do petróleo subindo 7,7%, o Ebitda ajustado (excluindo despesas de impairment) caiu 21% no trimestre para R$ 83 milhões (versus estimativa do Bradesco BBI de R$ 88 milhões), basicamente devido a: (i) a empresa aumentando sua estrutura para iniciar a operação de mais cinco ativos no futuro (adquiridos da Petrobras); e (ii) pagamentos de bônus no 4T21 atrelados às seguintes metas: (a) duas ofertas de follow-on, (b) conclusão da aquisição de quatro ativos em 2021, (c) melhoria do desempenho operacional dos ativos em termos de produção, segurança , e levantamento de custos, (d) desenvolvimento de uma estrutura de governança alinhada aos padrões do Novo Mercado, e (e) ingresso no Ibovespa.

No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 356 milhões, abaixo da estimativa da casa, em grande parte devido ao atraso na transferência de ativos recém-adquiridos da Petrobras. Como resultado, houve um descompasso entre custos gerais e administrativos e receitas que devem ser resolvidos em 2022.

O custo médio de extração consolidado subiu na base trimestral, para US$ 9,64/bbl no 4T21, de US$ 8,49/bbl no 3T21, uma vez que a 3R assumiu operações de ativos recém-adquiridos (e menos eficientes), bem como devido a maiores custos de energia.

“Esperamos que a média de custos continuarão a subir à medida que a empresa começa a consolidar ativos adquiridos mais recentemente da Petrobras. O resultado final foi de R$ 20 milhões, acima da nossa estimativa de R$ 8 milhões, em impostos reportados abaixo do esperado. O  FCFE (sigla para Free Cash Flow to Equity, também conhecido como Fluxo de Caixa do Acionista) foi o ponto negativo do trimestre, apontam os analistas, a R$ 215 milhões negativos (estável no trimestre). Apesar do menor capex no trimestre, o consumo de capital de giro foi o principal destaque negativo, avaliam.

“Como esperávamos, os resultados da 3R no 4T21 foram impactados por um descasamento entre custos e receitas dos ativos que serão assumidos pela empresa ao longo de 2022/2023. Isso deve ser normalizado à medida que a empresa começar a consolidar a produção desses ativos”, avalia o BBI, que mantém recomendação outperform (desempenho acima da média) para os ativos, com preço-alvo de R$ 83 para ação, ou potencial de alta de 130% em relação ao fechamento da véspera.

Os próximos catalisadores para o papel devem ser, na visão da companhia: (i) potenciais aumentos adicionais de produção em Macau, uma vez que as instalações de separação de água permitem a injeção incremental de água no campo (2T22); e (ii) a potencial venda de participações no Polo Potiguar (tanto upstream quanto downstream), o que deve contribuir para o financiamento de operações futuras (embora a empresa esteja amplamente bem definida em termos de financiamento).

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