Telecomunicações

Vivo (VIVT3) praticamente dobra lucro no 4º trimestre, com crédito fiscal, e informa sobre pagamentos de dividendos e JCP

Conselho deliberou juros sobre capital próprio e dividendos no valor bruto de R$ 6,264 bilhões, referentes a 2021; dividend yield foi de 7,7%

Por  Felipe Moreira -

A Vivo (VIVT3) registrou um lucro líquido de R$ 2,628 bilhões no balanço do quarto trimestre, uma alta de 103% na comparação anual.

Segundo a empresa, o resultado decorre, principalmente, do reconhecimento de crédito fiscal no valor de R$ 1,408 bilhão, referente à decisão do STF da inconstitucionalidade da incidência do IRPJ e da CSLL sobre as correções à taxa Selic recebidas em razão de devolução de impostos recolhidos indevidamente.

O lucro antes do juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente cresceu 1,2% na comparação com igual etapa de 2020, totalizando R$ 4,933 bilhões.

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Segundo a Telefônica, o bom desempenho reflete a expansão de 3,2% a/a das receitas móveis e o controle contínuo dos custos da operação.

Já a margem Ebitda recorrente atingiu 42,9% no 4T21, queda de 0,7 p.p. na comparação com igual trimestre de 2020.

Receita e Ebitda

A receita líquida somou R$ 11,501 bilhões no 4T21, crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O negócio core representou 90,6% (+2,7 p.p.) da receita total e apresentou aumento de receita de +6,0% a/a no 4T21.

Já a receita líquida móvel cresceu 3,7% a/a no 4T21 em função da maior receita de serviços e aparelhos.

Desempenho operacional do negócio móvel da Vivo

Vivo Balanço
Vivo Balanço

Mais dados do balanço da Vivo (VIVT3)

O resultado financeiro registrou uma despesa líquida de R$ 400 milhões, devido ao maior endividamento relacionado a contratos reconhecidos como leasing em função do IFRS16, e à menor atualização financeira de créditos fiscais.

O fluxo de caixa livre após pagamento de Leasing foi de R$ 737 milhões no 4T21, aumento de 4,1% a/a em função do maior Ebitda recorrente, ligeira redução do nível de investimentos, além do menor pagamento de leasing no período.

Endividamento e investimentos

A dívida bruta da companhia atingiu R$ 5,950 bilhões ao final do 4T21, com aumento decorrente do passivo financeiro atrelado às Licenças 5G adquiridas no leilão da ANATEL. Considerando Caixa e Aplicações e Derivativos, a Telefônica registrou caixa líquido de R$ 541 milhões no ano.

Os Investimentos realizados no 4T21, desconsiderando licenças, alcançaram R$ 2,339 bilhões entre outubro e dezembro de 2021, o que representa 20,3% da receita líquida do trimestre.

Os investimentos foram direcionados ao reforço da rede móvel e à expansão da rede de fibra, garantindo uma maior disponibilidade dos serviços da Vivo frente à crescente demanda por conexão de qualidade.

Vivo (VIVT3): cronograma de dividendos e JCP

Junto com o balanço, o Conselho de Administração da operadora deliberou o crédito de juros sobre capital próprio e dividendos no valor bruto de R$ 6,264 bilhões, relativo ao exercício social de 2021. Dessa forma, o dividend payout atingiu 101% e o dividend yield foi de 7,7% no ano.

Os proventos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2021, ad referendum da Assembleia Geral de acionistas a ser realizada no dia 26 de abril de 2022, e os pagamentos serão realizados conforme descrito na tabela a seguir, onde também são informados os valores por ação distribuídos.

Vivo (VIVT3): cronograma de dividendos e JCP
Vivo (VIVT3): cronograma de dividendos e JCP

Recompra de ações

O Conselho de Administração da Telefônica (VIVT3) aprovou a criação de um program de recompra de até 42.383.420 de ações ordinárias de sua emissão. O programa permanece em vigor até 22 de fevereiro de 2023.

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