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Mídia

A TV não é mais a mesma

O diretor executivo da Globo explica por que a TV, integrada a outras plataformas, continuará sendo relevante - e melhor

“Os acontecimentos que surpreenderam o mundo no início de 2020 exigiram tomadas de decisão rápidas de todos e de todas as empresas. Seus impactos serão sentidos por muito tempo nos diversos setores da economia.

A mídia enfrentou esse desafio junto com o público, que encontrou no entretenimento e na informação de qualidade companhias ainda mais constantes e seguras para os tempos de isolamento.

Mas a TV não é mais a mesma. Nem o público. Nem o mercado.

Empresas que já estavam com os olhos no futuro conseguiram, e têm conseguido, passar pela pandemia de forma mais equilibrada.

Na Globo, estávamos em pleno processo de transformação digital. Uma reestruturação que tinha sido iniciada há quase dois anos, para integrar todos os nossos ativos de criação e produção de conteúdo e as nossas plataformas – TV aberta, canais na TV por assinatura, streaming e propriedades digitais – numa mesma empresa, mais ágil, mais aberta, mais horizontal e mais focada no consumidor. 

Com essa união, conseguimos organizar nossas ofertas para atender diferentes públicos, de diversos segmentos, ao longo da jornada diária de consumo.

Ao passearmos por esse portfólio, vimos possibilidades de falar, por exemplo, com todos os milhões de pessoas que nos acompanham na TV Globo; nos canais por assinatura; com o público infantil e com os fãs de esporte; com os aficionados pelas séries do Globoplay. Dessa forma, atendemos de forma ainda mais assertiva públicos específicos. 

Para os clientes, as possibilidades de conversa em diferentes momentos de engajamento e pontos de contato são um diferencial.

No nosso caso, o BBB é um case. Com conteúdos criados para TV aberta, TV por assinatura, Globoplay, digital e redes sociais, a estreia dessa edição teve um alcance de 43,7 milhões de brasileiros na TV Globo, 10 % maior do que em 2020.

No Multishow, a estreia foi a melhor dos últimos oitos anos, com um alcance de cerca de 1,107 milhões de pessoas. No ano passado, um único paredão bateu o recorde histórico de 1,5 bilhão de votos através do Gshow.

A capacidade de oferecer caminhos rapidamente durante a pandemia foi fundamental para marcas de todo o mundo e trará frutos no futuro.

Nosso novo desenho nos deu essa agilidade. E nos possibilitou ser uma ponte cada vez mais eficiente entre marcas e consumidores, oferecendo soluções mais flexíveis, customizadas e multiplataforma para nossos parceiros comerciais nesta conversa com o público.

Entendemos que temos resultado quando entregamos resultado e que, mais do que mídia, temos soluções.

Os dados têm um papel fundamental na transformação pela qual as empresas vêm passando no mundo.

Essa premissa, ao lado da certeza de que conteúdo e tecnologia precisam andar de mãos dadas, moldaram um dos pilares do nosso projeto de transformação, que é transversalizar a tecnologia por toda a operação. Na criação e produção de conteúdo, no relacionamento e conhecimento do público, nos dados.

E parte central da nossa estratégia mediatech é o Globo ID. Já são mais de 100 milhões de cadastros. Por meio deles, acompanhamos a jornada de quem se relaciona conosco, identificando individualmente nossos consumidores e colocando esse conhecimento a serviço de novos negócios para nossos parceiros e em benefício de novos produtos para o público. 

É senso comum que, quando o mundo parou, houve aceleração na entrega e disseminação do uso de novas tecnologias. Também na Globo, muitas das soluções nas quais estávamos trabalhando para entregar em meses foram implantadas em semanas. Com sucesso.

Observamos programas com muita qualidade serem produzidos remotamente, do início ao fim. Também tivemos soluções de branded content inseridas em novelas que estavam sendo reprisadas depois de anos, por meio de computação gráfica.

Rápidos avanços que se viabilizaram durante a pandemia chegaram para ficar. Todos eles para melhorar a experiência do consumidor, que está no centro de tudo.

Numa das tendências que já vinham se consolidando, ele, o consumidor, passa a ser cada vez mais o ator responsável pela experiência que quer ter da TV. Segundo dados do Kantar IBOPE, o brasileiro assiste em média 5 horas e 21 minutos de televisão aberta.

Mas a televisão tal como a conhecíamos, aquela que chegou ao Brasil há 70 anos e ganhou lugar de destaque na sala de casa, não é mais sinônimo de meio de distribuição. É a união do conteúdo de qualidade com a tecnologia para oferecer a melhor experiência.

E acesso por diferentes devices, de forma digital, pelo broadband ou broadcast. Do que o público não abre mão é que seja de qualidade, relevante e confiável. Nossos índices de audiência durante a pandemia são a prova do valor do jornalismo profissional.

Em março de 2020, primeiro mês da pandemia, o Jornal Nacional, por exemplo, bateu seu recorde de audiência em oito anos. E a GloboNews liderou o ranking da TV por assinatura por dois meses consecutivos. 

Se a informação foi protagonista neste período, a forma como ela vem sendo produzida mudou muito. Não só no Brasil.

Foi possível ver apresentadores, repórteres e comentaristas entrando de suas casas ou dos locais que a notícia exigia, para que tudo chegasse de forma rápida ao espectador.

Novas tecnologias desenvolvidas para apoiar o jornalismo profissional tendem a ser incorporadas daqui para frente em todas as dimensões.

Outra tendência é que não há como ir adiante sem boas parcerias. Dos Estúdios Globo, nosso celeiro de talentos, formatos e ideias, nascem produções originais que chegam a todas e a cada uma das nossas janelas.

Mas também contamos com mais de uma centena de produtoras independentes parceiras que enriquecem e diversificam olhares em nossas coproduções.

Outra tônica dessa jornada tem sido a busca por empresas de tecnologia que, junto conosco, desenvolvam soluções inovadoras para o conteúdo e o negócio.

Ao lado da Globo Ventures, empresa de investimentos do Grupo, a Globo aposta no empreendedorismo e na inovação.

Os modelos de distribuição cada vez mais diversificados também confirmam esta tendência: hoje temos nosso conteúdo chegando ao público por meio de operadoras e parceiros digitais.

E ainda uma oferta direta ao consumidor em bundle do Globoplay com o Disney+. Falar no streaming, por sinal, é chave.

O que se observou, durante a crise do coronavírus, foi uma explosão do consumo de conteúdo por meios digitais mundialmente. Obviamente, não ficamos de fora disso. Fechamos 2020 com um aumento de 89% no número de assinantes em nossa plataforma.

Não posso deixar de mencionar a aceleração do tráfego de internet que observamos durante a pandemia. Nos próximos anos, o aumento da disponibilização da banda larga impactará diretamente a experiência do público com o conteúdo, além das formas de monetização.

Hoje, já oferecemos para clientes soluções como o T-Commerce, em que o espectador é direcionado pelo controle remoto para a página de compra, oferecendo uma conversão imediata.

Com a evolução da internet e um novo parque de televisores digitais conectados, já podemos vislumbrar a chegada ao Brasil da TV 3.0 – um modelo que já se materializa em países da Ásia e da Europa e nos Estados Unidos.

Ele permitirá publicidade segmentada e um conhecimento cada vez mais individualizado de cada pessoa por trás do device, além de uma experiência fluida entre o sinal do broadcast e do streaming.

Uma televisão completamente diferente daquela que assistíamos há dez anos, mas, ainda assim, uma gostosa e sempre surpreendente experiência de ver TV.

Para um público e um mercado que mudaram, temos uma televisão que não é mais a mesma. É cada vez melhor.”