Imunização contra Covid-19

SP anuncia datas de vacinação para profissionais de segurança e de educação; idosos com 69 a 71 anos de idade terão imunização antecipada

Mais de 1,4 milhão de pessoas será contemplado com vacinas, segundo cronograma atualizado pelo governo do estado

(REUTERS/Amanda Perobelli)

SÃO PAULO – João Doria (PSDB), governador de São Paulo, anunciou datas para vacinação contra Covid-19 para profissionais de segurança pública e da área de educação, além da antecipação do atendimento aos idosos de 69 a 71 anos de idade. Mais de 1,4 milhão de pessoas será contemplado nessa fase de imunização. O anúncio aconteceu em coletiva realizada nesta quarta-feira (24) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Cerca de 180 mil profissionais da área de segurança da poderão ser vacinados a partir do dia 5 de abril em todo o estado. Incluídos na lista estão policiais militares, bombeiros, membros da Guarda Civil Metropolitana e agentes penitenciários, todos da ativa.

“Esses profissionais são essenciais e estão diariamente expostos nas ruas”, disse Doria. “Estão cumprindo seu dever de proteger a população, mas protegem também aqueles que estão nos trabalhos essenciais, que estão na linha de frente”. Segundo o General João Campo, secretário de Segurança Pública do estado, 79 policiais da ativa morreram por Covid-19 desde o início da pandemia.

Professores e outros profissionais da educação podem receber a vacina no estado a partir do dia 12 de abril. Mais de 350 mil profissionais da classe terão acesso à imunização a partir da data.

Eu uma primeira fase, serão contemplados profissionais a partir de 47 anos, incluindo escolas estaduais, municipais e privadas, da educação infantil ao ensino médio. Professores da rede privada terão que comprovar ligação profissional com alguma escola nos últimos dois meses para receberem a dose.

A primeira fase contempla cerca de 40% dos profissionais da educação básica no estado. O governo do estado não detalhou como seria uma segunda fase de imunização.

O governo também antecipou em um dia, para sexta-feira (26), a vacinação de idosos entre 69 e 71 anos. Esse grupo contempla cerca de 910 mil pessoas. Essa vacinação já tinha sido antecipada outras vezes.

Histórico de vacinação contra Covid-19 em São Paulo

Durante a coletiva, Doria também aproveitou para comemorar que São Paulo atingiu a marca de 5 milhões de pessoas vacinadas. Todas elas, segundo o governo, foram vacinadas com a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O governo paulista iniciou sua campanha de imunização no dia 17 de janeiro, vacinando primeiro trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas. Depois foram idosos com 90 anos de idade ou mais; idosos com 85 a 89 anos; idosos com 80 a 84 anos; idosos com 77 a 79 anos; idosos com 75 e 76 anos; e com 72 a 74 anos. Essa última imunização ocorreu na sexta-feira (19), após uma antecipação.

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Cerca de 5 milhões de doses já foram aplicados no estado de São Paulo, segundo dados coletados às 13h35 desta quarta-feira (24) no Vacinômetro, ferramenta digital desenvolvida em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) que permite acompanhar em tempo real o número de vacinas aplicadas no estado. 3.717.238 pessoas receberam a primeira dose, enquanto 1.271.852 receberam também a segunda aplicação.

Estado supera Grande São Paulo em ocupação de leitos

Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde, também esteve na coletiva para atualizar os dados da saúde no estado. Na terça-feira (23), São Paulo registrou pela primeira vez mais de mil mortes em um período de 24 horas.

Gorinchteyn afirmou que o número será considerado, mas que deve ter sido influenciado por um excesso de registros tardios de morte durante o final de semana. Segundo o secretário, uma mudança de sistema de registro por parte do governo federal causou a discrepância nos registros.

A taxa de ocupação em leitos de unidade de terapia intensiva (UTIs) continua subindo. Agora, porém, os números do estado são piores do que os vistos na Grande São Paulo. Em todo o estado, 92,3% dos leitos de UTI estão ocupados (ante 91,2% no dia 22), enquanto 91,7% dos leitos de UTI na Grande São Paulo estão ocupados (ante 91,3% no dia 22).

Fase Emergencial: fiscalização continua intensa

Doria também anunciou que mais de 716 festas clandestinas foram encerradas durante a Fase Emergencial em São Paulo. A Fase Emergencial, que teve início no dia 15 de março, reduziu o horário de funcionamento de serviços essenciais, proibiu a realização de eventos esportivos ou religiosos e instaurou um toque de recolher na cidade das 20h às 5h, quando não é permitida a circulação de pessoas. O governo de São Paulo também estabeleceu que cada setor deve começar seu expediente em horários diferentes pela manhã, com o objetivo de quebrar o horário de pico do transporte público.

A força-tarefa de fiscalização do Plano São Paulo é formada por Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana (GCM), Procon e agentes da vigilância sanitária do estado e da capital.

Desde o início do Plano São Paulo, no dia 26 de fevereiro, 14.495 ações de fiscalização foram cumpridas. Além de festas, comércios ilegais também foram autuados e fechados.

Estabelecimentos autuados podem ter de pagar uma multa de até R$ 290 mil, segundo o Código Sanitário. Além disso, um estabelecimento também poderá ser multado por não obrigar o uso de máscara em seu espaço físico. O pagamento será de R$ 5.278 por pessoa flagrada sem máscara. O cidadão, por sua vez, pode ser multado em R$ 551,00 por não usar máscara.

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Após mostrar um vídeo elogiando a ação da força-tarefa, Gorinchteyn deixou claro que o trabalho não acabou: “Nós não estamos em festa”, disse. “Não temos absolutamente nada para festejar.”

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