Para Abimaq, acordo Mercosul-UE é risco para a indústria de transformação

O acordo, que é benéfico para o consumidor final e para o agronegócio, pode prejudicar a indústria do país, que enfrenta alto custo de produção, com impostos e juros elevados, segundo José Velloso, presidente da associação

Estadão Conteúdo

Indústria siderúrgica. (Foto: Karan Bhatia/ Unsplash)
Indústria siderúrgica. (Foto: Karan Bhatia/ Unsplash)

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O Brasil precisa atacar os problemas que minam a competitividade da indústria na competição internacional para aproveitar as oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia, cuja assinatura está prevista para o próximo sábado. Se não for assim, a abertura de mercado a concorrentes europeus representa um risco para a indústria de transformação. A avaliação é de José Velloso, presidente executivo da Abimaq, a associação dos fabricantes de máquinas e equipamentos.

“Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação”, comenta Velloso.

Para o presidente da Abimaq, o Brasil terá que enfrentar deficiências que aumentam o custo de produção no País, como impostos e juros altos e melhorar o ambiente de negócio, assim como a situação macroeconômica, para transformar um risco em oportunidade.

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“Aí, sim, todos os setores da economia poderão aproveitar melhor a oportunidade que se abre no grande mercado europeu”, comenta o executivo.