Inflação da construção acelera para 0,72% em abril e chega a 7,01% em 12 meses

Segundo o IBGE, o custo nacional da construção, que em março fechou em R$ 1.932,27 por metro quadrado, passou em abril para R$ 1.946,09

Roberto de Lira

(Foto: Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash)
(Foto: Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash)

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,72% em abril, ficando 0,35 ponto percentual acima da taxa registrada em março (0,37%), informou nesta terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos doze meses, a inflação da construção foi de 7,01%, resultado acima do registrado nos doze meses imediatamente anteriores (6,73%).

No ano, o índice avança 2,89%. Em abril de 2025, o indicador havia sido de 0,46%.

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Segundo o IBGE, o custo nacional da construção, que em março fechou em R$ 1.932,27 por metro quadrado, passou em abril para R$ 1.946,09, sendo R$ 1.098,80 relativos aos materiais e R$ 847,29 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,83%, subindo tanto em relação a março (0,43%), quanto a abril do ano passado (0,31%), 0,40 e 0,52 pontos percentuais respectivamente.

Já a parte da mão de obra, com taxa de 0,57%, e alguns reajustes observados, apresentou alta de 0,26 ponto percentual quando comparada a março (0,31%). Quando comparado com abril de 2025 (0,68%), houve queda de 0,11 ponto percentual.

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Segundo Augusto Oliveira, gerente da pesquisa, a taxa registrada em abril de 2026 é a terceira maior desde 2005 para o mês, considerando que nos anos de 2021 e 2022, as variações captadas estavam sob influência da pandemia de Covid-19.

De janeiro a abril os materiais acumularam alta de 1,90% e a mão de obra teve variação de 4,19%. Já os acumulados em doze meses ficaram em 4,99% (materiais) e 9,77% (mão de obra), respectivamente.

Regiões

A maior variação regional no mês ficou com o Nordeste (0,98%), com alta em todos os estados, especialmente no Maranhão (2,99%), influenciado pelo reajuste nas categorias profissionais. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,58% (Norte), 0,66% (Sudeste), 0,61% (Sul) e 0,42% (Centro-Oeste).

Com acordo coletivo firmado nas categorias profissionais, o estado do Acre registrou a maior variação mensal em abril, 3,89%, seguido pelo Maranhão (2,99%), sob as mesmas condições.