Covid-19

Covax Facility: OMS aprova vacina Oxford/AstraZeneca para uso emergencial

A OMS aprovou o uso emergencial das vacinas Oxford/AstraZeneca produzidas nos laboratórios da Coreia do Sul e da Índia

Frasco da vacina Oxford/AstraZeneca contra Covid-19 em hospital do Rio de Janeiro 27/01/2021 REUTERS/Pilar Olivares
Frasco da vacina Oxford/AstraZeneca contra Covid-19 (REUTERS/Pilar Olivares)

SÃO PAULO – A Organização Mundial da Saúde (OMS/ONU) aprovou nesta segunda-feira (15) o uso emergencial da vacina contra Covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. Em 31 de dezembro de 2020, a OMS também havia aprovado o uso emergencial da vacina dos laboratórios Pfizer/BioNTech.

A OMS aprovou o uso emergencial das vacinas Oxford/AstraZeneca produzidas nos laboratórios da Coreia do Sul e da Índia (de onde o Brasil importou 2 milhões de doses). Um painel de especialistas da OMS já havia recomendado o imunizante para uso, inclusive em pessoas com 65 anos ou mais, na semana passada.

De acordo com comunicado da própria OMS, a aprovação é um sinal verde para o Covax Facility, consórcio de fornecimento de vacinas contra Covid-19 da própria OMS. A aprovação do uso emergencial é um pré-requisito para começar a distribuição dos imunizantes, e a Oxford/AstraZeneca é a principal vacina do Covax Facility.

Uma diferença entre a vacina e outras, como a da Pfizer/BioNTech, é a temperatura de armazenamento. A Oxford/AstraZeneca é indicada a países em desenvolvimento por seu relativo baixo custo de compra por dose e pela facilidade de transporte logístico. A vacina pode ser armazenada em temperatura de geladeira.

“Países que ainda não têm acesso a vacinas poderão finalmente começar a vacinar profissionais de saúde e grupos de risco, contribuindo para a missão de distribuição igualitária de vacinas do Covax Facility”, disse no comunicado Mariângela Simão, diretora assistente geral da OMS para acesso a medicamentos e produtos de saúde.

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O Brasil faz parte do consórcio e deve receber cerca de 10 milhões de doses. Recentemente, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade uma resolução que dispensa a necessidade do registro e da autorização de uso emergencial das vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde por meio da Covax Facility.

Oxford/AstraZeneca no Brasil

A Oxford/AstraZeneca é uma das vacinas usadas na campanha brasileira contra a Covid-19. Por enquanto, temos apenas as 2 milhões de doses importadas da China. A vacina é o pilar central do programa de vacinação federal brasileiro. O Governo Federal encomendou material suficiente para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fabrique até 100 milhões de doses em solo nacional.

A estimativa da Fiocruz é que 1 milhão de doses estejam liberadas em março. O compromisso da Fiocruz é entregar até julho cerca de 100 milhões de vacinas e, no segundo semestre, já com a produção própria do insumo conhecido como IFA, mais 110 milhões de doses.

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A outra vacina usada na campanha brasileira é a CoronaVac. A atual protagonista da imunização no Brasil é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac. 9,8 milhões de vacinas já foram entregues ao Governo Federal. O acordo entre Instituto Butantan e Ministério da Saúde prevê 100 milhões de doses da CoronaVac.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a pasta trabalha com o objetivo de imunizar contra Covid-19 toda a população brasileira vacinável este ano, 50% no primeiro semestre e 50% no segundo semestre.

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