Combate à pandemia

CoronaVac conclui fase três de testes e deve ter eficácia revelada no início de dezembro, anuncia governo de SP

Na última quinta-feira (19), as primeiras 120 mil doses da CoronaVac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo

Fábrica de vacinas da Sinovac em Pequim, na China (REUTERS/Thomas Peter)

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (23), Jean Gorinchteyn, secretário da saúde do estado de São Paulo, anunciou que a CoronaVac entrou na última fase de análise que deve comprovar sua eficácia, após ter concluído a fase três dos testes clínicos. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Segundo Gorinchteyn, os estudos clínicos finais de fase três foram concluídos após se constatar que a vacina atingiu o número mínimo de infectados pela Covid-19 necessários para o inicio de sua fase final de avaliação.

De acordo com Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, eram necessários ao menos 61 casos de Covid-19 entre os 13 mil voluntários, sejam eles membros do grupo que tomou vacina ou do grupo de controle, para que a última análise fosse feita e os dados do estudo clínico pudessem ser abertos. Ao todo, foram 74 infectados entre os membros do estudo.

A expectativa do Butantan é de que o Comitê Internacional Independente, órgão de cientistas e de pesquisadores que avaliam os resultados da CoronaVac, possa divulgar os primeiros dados de eficácia da vacina ainda na primeira semana de dezembro.

Como explicou Covas, se essa primeira análise for bem sucedida, os dados serão enviados imediatamente para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possa aprovar os resultados e começar o processo de aprovação do medicamento.

“Rapidamente, na primeira semana de dezembro, teremos os resultados dessas análises. Elas serão remetidas ao comitê internacional controlador do estudo, que deverá validar esses resultados. Podemos aí produzir o relatório que será encaminhado à nossa Anvisa e, ao mesmo tempo, à Anvisa da China”, afirmou Covas.

Doses já estão no Brasil

Na última quinta-feira (19), as primeiras 120 mil doses da CoronaVac chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

As 120 mil doses integram um lote maior de 6 milhões de vacinas. O lote total deve chegar até o final de dezembro. Além das doses que chegam prontas, o Butantan deve receber ainda neste ano a matéria-prima para a produção de mais 40 milhões de doses.

“Ao longo dos próximos 40 dias, teremos o total de 46 milhões de doses da vacina. O Butantan, que completa 120 anos de existência nos próximos dias, está na corrida pela vida, e não na corrida pela vacina”, afirmou João Doria (PSDB), governador de São Paulo, na quinta-feira.

Vacinas são eficazes

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Caso a CoronaVac se mostre eficaz, ela será o quinto imunizante a ter sua eficácia contra Covid-19 comprovada após a finalização dos testes clínicos. O último do tipo foi a vacina de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, com até 90% de eficácia.

Além do medicamento da universidade britânica, a dupla Biontech/Pfizer e a Moderna tinham publicado que seus imunizantes contra o Sars-CoV-2 apresentaram índices de 95% e 94,5% de proteção, respectivamente.

A vacina russa, a Sputnik V, também foi apresentada como altamente eficaz, com aproximadamente 92% de eficácia.

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