Projeto torna mais segura a compra de imóvel na planta

Idéia é que terreno e áreas comuns não sejam incluídos no patrimônio da incorporadora, protegendo comprador, em caso de falência da empresa

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SÃO PAULO – Adquirir imóvel na planta pode virar um negócio mais seguro. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou, no final de novembro, projeto de lei que retira do incorporador o terreno e as áreas comuns da unidade residencial, criando a obrigatoriedade do patrimônio de afetação. Dessa forma, há uma garantia aos compradores, caso não haja entrega das chaves.

Atualmente, essa obrigatoriedade é facultativa. Conforme o autor do texto (PL747/07), deputado Rogerio Lisboa (DEM-RJ), a idéia e que haja uma “reserva” para assegurar a conclusão da obra, em caso de falência da incorporadora.

Equívoco na legislação

O relator da proposta, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), deu parecer favorável. “Não faz o menor sentido que o próprio incorporador possa decidir se vai ou não submeter a incorporação ao regime de afetação”, afirmou à Agência Câmara, dizendo que a situação atual gera um equívoco na legislação.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, não precisa ser levado a plenário. Após aprovado na Câmara, é necessário que o Senado dê seu parecer para que, então, o texto seja encaminhado ao presidente para sanção ou veto.

Cuidados

Enquanto as novas determinações previstas no PL não vêm, é necessário que o consumidor tome alguns cuidados. De acordo com a Fundação Procon de São Paulo, o essencial continua sendo se informar muito bem, antes de contratar uma construtora, e seguir as orientações:

Economia de até 25%

Conforme o Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo), comprar um imóvel na planta ou, em outras palavras, adquirir a garantia de que aquele apartamento será realmente construído pode render uma economia de aproximadamente 20% a 25% do valor que seria pago por uma unidade já de pé.

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Isso ocorre, conforme especialistas do setor, porque as chaves demoram um certo tempo para ser entregues, o que faz com que o comprador tenha de arcar com outros custos de habitação, além do investimento. Seria uma forma de tornar o negócio mais atrativo.