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SÃO PAULO – Para atender ao aumento da procura dos consumidores pela casa própria, enfrentando simultaneamente os efeitos de desaceleração da economia provocados pela crise financeira mundial, o setor imobiliário terá de multiplicar sua eficiência e buscar novas alternativas. A avaliação é do diretor de Economia do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Eduardo Zaidan.
Zaidan participou, juntamente com outros especialistas do setor imobiliário, de workshop sobre os efeitos da crise na construção, realizado na última semana.
Turbulência e desaceleração
Sergio Watanabe, presidente do sindicato, reforçou o discurso de Zaidan ao insistir que o setor passará por “alguma turbulência, mas as empresas que investirem em qualidade e produtividade, realizando ajustes, vão ultrapassar esse período”.
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Ele comentou, ainda, que “o crédito será mais seletivo e escasso, mas os bancos não deixarão de emprestar, eles terão de fazê-lo”. Segundo Watanabe, a tendência é que haja continuidade na “grande demanda da por habitação e infra-estrutura nos próximos anos, geração de emprego, financiamento habitacional e investimentos de governo”.
A consultora da FGV Projetos Ana Maria Castelo avaliou que se o crescimento da construção se confirmar em 10,2% em 2008, ele deverá desacelerar para 5% em 2009. “Além dos recursos do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tem elevado os investimentos em infra-estrutura”.
Entretanto, de acordo com Ana Maria, “diante da crise no mercado de capitais, será necessário buscar outras alternativas de financiamento, como o mercado secundário”.
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Recursos atuais
Uma das atuais opções de recursos para o financiamento vem do SFH. A análise da FGV Projetos mostra que o volume de crédito em 2008 já superou o montante aplicado em todo o ano de 2007, indicando que, pelo menos por enquanto, a crise não impacta diretamente as fontes do SFH.
Neste ano, projeções estimam que o crédito do Sistema Financeiro de Habitação deve chegar à marca de R$ 40 bilhões. Em todo o ano de 2007, o volume de crédito chegou a R$ 25 bilhões.
Opções para financiar
Como alternativas de financiamento propostas pela análise da FGV projetos estão, em primeiro lugar, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O relatório mostra que o fundo dispõe de aproximadamente R$ 90 bilhões em recursos, que poderiam ser utilizados para criar novas linhas de financiamento à produção de moradias.
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Além disso, há o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), através do qual é possível definir uma opção regulatória para setores como saneamento básico e infra-estrutura aeroportuária, bem como melhorar a sinergia entre as diversas áreas envolvidas com o setor imobiliário.