Alívio no bolso

Gasolina deve cair mais R$ 0,19 em SP e R$ 0,23 em MG com reduções da Petrobras e do ICMS do etanol

Enquanto estatal anunciou redução nas refinarias, governadores de SP e MG cortaram o ICMS sobre etanol para menos de 10%

Por  Lucas Sampaio -

O preço do litro da gasolina deve cair mais R$ 0,19 no estado de São Paulo e mais R$ 0,23 em Minas Gerais nos próximos dias, com as reduções anunciadas pela Petrobras (PETR3;PETR4) e pelos governadores nesta semana, caso os cortes sejam repassados integralmente ao consumidor.

Enquanto a estatal anunciou uma redução de R$ 0,20 no preço cobrado pelo combustível em suas refinarias, a partir desta quarta-feira (20), o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), e o de Minas, Romeu Zema (Novo), anunciaram novas reduções no ICMS sobre o etanol.

Garcia cortou o imposto estadual sobre o biocombustível de 13,3% para 9,57% e estimou uma queda de R$ 0,17 no preço do etanol nas bombas. Já Zema reduziu o ICMS de 16% para 9,29%, e a Associação das Indústrias Sucroenergética do estado (Siamig) estimou uma redução de R$ 0,33 do etanol nos postos.

A gasolina C (gasolina comum), que é vendida nos postos do Brasil, tem 73% de gasolina A (vendida pela Petrobras nas refinarias) e 27% de etanol. Então, uma redução de R$ 0,20 pela estatal na gasolina A deve levar a uma queda de R$ 0,146 no preço da gasolina C nos postos.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba”, afirmou a estatal ao anunciar a redução.

Já a queda de R$ 0,17 no preço do etanol em São Paulo deve levar a uma redução adicional de R$ 0,046 no da gasolina, enquanto a baixa de R$ 0,33 no biocombustível em Minas deve refletir em uma gasolina R$ 0,089 mais barata.

Somando o reajuste da Petrobras e o corte do ICMS, se chegam às quedas de R$ 0,19 em São Paulo e de R$ 0,23 em Minas, caso o repasse aos consumidores seja integral. Assim, o preço médio da gasolina pode cair de R$ 5,89 para R$ 5,70 em São Paulo; e de R$ 5,89 para R$ 5,66 em Minas.

A formação do preço

O preço da gasolina é formado basicamente por 4 custos:

  1. A parte da Petrobras;
  2. Os impostos federais e estaduais (os federais são a Cide, o PIS/Pasep e a Cofins; o estadual é o ICMS)
  3. O custo de distribuição e revenda;
  4. O custo da adição de biocombustíveis (a gasolina comum tem 27% de etanol anidro e a premium, 25%)

Segundo a Petrobras, atualmente 48,8% do preço do litro da gasolina fica com a estatal (R$ 2,96), enquanto 20,4% é o custo de distribuição e revenda (R$ 1,24), 15,5% é o custo do etanol anidro (R$ 0,94) e 15,3% são tributos estaduais (R$ 0,93). Os impostos federais estão zerados.

Composição do preço da gasolina cobrada nos postos, segundo a Petrobras*:

Petrobras R$ 2,9648,8%
Custo do etanol anidro R$ 0,9415,5%
Distribuição e revenda R$ 1,2420,4%
Imposto estadual R$ 0,9315,3%
Impostos federais
Total R$ 6,07100%

* Elaboração da estatal a partir de dados da ANP e do CEPEA/USP, baseados nos preços médios realizados pela Petrobras (gasolina A) e nos preços médios ao consumidor final (gasolina C) nos 26 estados e no Distrito Federal, considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro. Período de coleta de 10/07/2022 a 16/07/2022.

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