Custo da construção civil sobe mais que inflação

Pesquisa do SindusCon-SP revela que índice de preços do setor acumula alta de 0,82% no ano, contra inflação de 0,69% medida pelo IGP-M

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SÃO PAULO – Os custos da construção civil continuam subindo em ritmo mais acelerado que a inflação, segundo informa pesquisa divulgada pelo SindusCon-SP, o sindicato da construção do Estado de São Paulo.

Em fevereiro, o Custo Unitário Básico do setor paulista, mais conhecido como CUB, subiu 0,35%, enquanto a inflação nacional medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) oscilou apenas 0,30%. Esta discrepância se repete no indicador acumulado do ano, que revela variação de 0,82% para o CUB e acréscimo de 0,69% para a inflação.

O descompasso entre os dois índices teve início apenas em 1999, e desde então se intensifica a cada ano. Antes daquela data, os dois indicadores subiam de forma praticamente idêntica.

Vale destacar que o CUB é calculado pelo SindusCon-SP como parâmetro para reajustes dos contratos da construção civil.

Materiais de construção provocam alta do CUB

A única pressão inflacionária sobre o CUB provém dos preços dos materiais de construção, que ficaram 0,76% mais caros em fevereiro e 1,72% na somatória do primeiro bimestre do ano. O segundo componente do índice apurado pelo sindicado, que diz respeito aos custos da mão-de-obra, não variou em fevereiro e permanece quase estável no acumulado do ano, com acréscimo de apenas 0,06%.

De acordo com a pesquisa do SindusCon-SP, os produtos que mais contribuíram para a escalada de preços nos materiais de construção foram a caixa de passagem com tampa, que encareceu 7,93%, e o carpete em polipropileno, com aumento de 6,56%. Já na soma do primeiro bimestre, o destaque de alta fica com a tábua corrida de ipê para assoalho (18,58%) e com a dobradiça em ferro cromado (13,15%).

Entre os poucos itens que registraram queda de custos no mês de fevereiro, estão tubo de cobre (-4,05%), fio termoplástico (-2,63%) e dobradiça pesada em latão polido (-2,63%).