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Alta no diesel pressiona inflação e ajuda a encarecer alimentos, diz federação dos petroleiros

Petrobras elevará o preço do óleo combustível nas refinarias nesta terça (10), em cerca de 8,87%

Por  Estadão Conteúdo -

O novo aumento no preço do diesel nas refinarias, anunciado nesta segunda-feira (9) pela Petrobras, ajuda a encarecer os preços dos alimentos, afirmou o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, em nota.

“O novo aumento do diesel é mais uma medida com impactos cruéis sobre a inflação e que contribui ainda mais para a explosão dos preços da comida dos brasileiros”, declarou Bacelar, na nota da entidade.

A Petrobras elevará o preço do óleo diesel nas refinarias nesta terça-feira (10), em cerca de 8,87%. O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 centavos para R$ 4,91 por litro, R$ 0,40 centavos a mais.

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Os preços de gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo) permanecerão, por ora, inalterados. A companhia justificou o aumento ressaltando que o megarreajuste feito em 11 de março “refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado” e que, no momento, há uma redução mundial na oferta de diesel, o que pressiona os preços globalmente.

A FUP calcula que, na gestão de Jair Bolsonaro na Presidência da República, ou seja, de janeiro de 2019 a 9 de maio de 2022, houve um aumento de 155,8% no preço da gasolina nas refinarias, enquanto o óleo diesel subiu 165,6%, e o GLP encareceu em 119,1%, “levando o preço médio do botijão de gás de 13 quilos para acima de R$ 120,00”.

“A estratégia da Petrobrás, sob a vigência do PPI (política de Paridade de Preço Internacional), está ancorada na geração de caixa com objetivo de ampliar a distribuição de dividendo”, criticou Bacelar.

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