Como a sua empresa pode sobreviver ao coronavírus

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Paulo Guedes anuncia medidas para contenção de impactos da pandemia do coronavírus
(Albino Oliveira – Ascom/Ministério da Economia)

Vivemos tempos inimagináveis. A humanidade enfrentou a gripe espanhola em 1918, mas, um século depois, foi incapaz de desenvolver um protocolo coletivo eficaz para se defender de uma pandemia verdadeiramente global. Como sobreviver ao coronavírus?

O sistema de saúde das economias centrais se mostrou insuficiente. Seja no Ocidente ou no Oriente, no hemisfério Norte ou no Sul.

É um momento muito difícil, com discussões que envolvem a morte e a vida. Mais do que isso, envolve também o valor da vida e da subsistência e o valor do trabalho e da continuidade da atividade econômica.

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Nesse cenário extremamente complexo, como as empresas podem se posicionar e se reorganizar para maximizar suas chances de sobrevivência na crise?

Em primeiro lugar, é importante compartilhar as respostas do nosso último levantamento junto às empresas. Das companhias pesquisadas, cerca de 60% responderam que conseguem aguentar a paralisação por no máximo 60 dias, sendo que 40% delas por um período limite de 1 mês.

Em relação às medidas divulgadas pelo governo, cerca de 63% das empresas dizem não ter entendido as medidas ou até mesmo desconhecê-las.

Outro ponto relevante: 60% das empresas afirmaram que pretendiam adotar medidas de prevenção ao contágio por coronavírus.

Estas respostas funcionaram como uma bússola para este breve artigo.

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Saúde em primeiro lugar

Cuide dos seus colaboradores porque é fundamental preservar a saúde de todos. Se for possível, funcione como um polo de disseminação de informações.

Não apenas o ambiente de sua empresa é importante. A casa e a comunidade de sua equipe são igualmente fundamentais para o bom funcionamento da empresa.

Procure mantê-los informados, porque informação é uma arma fundamental no combate à pandemia. Procure tomar medidas simples e exequíveis, adaptadas à realidade de sua operação.

Empresas inseridas em cadeias produtivas consideradas essenciais tem um papel fundamental nesse momento e devem ser menos afetadas economicamente. Portanto, terão mais capacidade de investimento em medidas preventivas.

É recomendável não economizar neste momento. Criatividade, quando possível, também é um remédio importante para se sobreviver ao coronavírus. Sem dúvida, soluções encontradas em momentos de crise serão utilizadas no futuro.

Liquidez é fundamental

A primeira reação das empresas em um horizonte onde o fluxo de caixa futuro provavelmente se reduzirá drasticamente é a busca por liquidez. É um reflexo quase instintivo de todas as cadeias de valor.

Essa busca pelo caixa gera quase que instantaneamente um travamento dos mercados de crédito. E não apenas o crédito financeiro (bancário ou não), mas também o crédito mercantil, que tende a ser muito mais relevante entre as empresas de menor porte. O crédito mercantil é aquele existente entre clientes e fornecedores.

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Naturalmente, essas relações tendem a se distensionar nos dias e semanas subsequentes ao choque inicial.

Minha recomendação é que as empresas busquem uma relação equilibrada com seus clientes, parceiros financeiros e fornecedores.

Na prática, é preciso buscar os credores e oferecer mais garantias, aceitar pagar um pouco mais caro e mostrar mais comprometimento do que nunca com o futuro do negócio.

Discutir com seus clientes e fornecedores como encontrar um ponto de equilíbrio saudável vai possibilitar um ciclo financeiro mais viável a todos.

E não adianta aplicar a máxima “farinha pouca, meu feijão primeiro” nesse momento. Desarticular a cadeia de suprimentos gerará uma destruição de valor em massa. Estamos em um momento de cooperação.

A corrente é tão forte quanto os seus elos mais fracos. Parece e é clichê. Mas tende a ser verdade para muitas cadeias de valor, especialmente no pós-crise.

Seja positivo e adapte-se

Este é o momento de ser disruptivo. Em muitos setores, vai ser preciso se reinventar para sobreviver ao coronavírus. Mudar a forma de fazer negócios e mobilizar a força de vendas para se relacionar com seus clientes.

Para quem precisa vender sem o ponto físico, ficar paralisado pode ser fatal. Para muitas atividades, especialmente aquelas que dependem do contato humano, pode ser mais difícil, mas há muitos exemplos de sobrevivência.

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Adapte-se. Talvez você não consiga reinventar completamente o seu negócio, mas pode ser que encontre novas fontes de receita, novos canais comerciais ou mais produtividade. Enfim, seja positivo.

Informe-se

Mantenha-se informado, principalmente em momentos de crise. Consulte sites como o Infomoney e dê atenção apenas às fontes de informação confiáveis e relevantes.

Os governos mundo afora vêm disponibilizando pacotes de medida dia após dia. No Brasil, não tem sido diferente. BNDES, Bacen, bancos públicos, bancos privados e Tesouro vêm liberando ações no campo monetário e fiscal para auxiliar as empresas nesse momento.

Procure se informar incessantemente. Procure rodas de empresários e conecte-se. Fale com seus parceiros financeiros ou não. É importante consumir o máximo de benefícios que se enquadre à sua realidade. Esses pacotes serão de suma importância para que as empresas atravessem a turbulência pela qual estamos passando.

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Juntos conseguiremos atravessar esse momento da melhor forma possível para sobreviver ao coronavírus. É hora de cooperação, de colaboração e empatia. Tenho certeza que sairemos dessa crise muito mais fortes do que entramos.

 

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Rodrigo Moreira

Sócio da Xp Inc., Mestre em Economia, Bacharel em Engenharia e head da XP Empresas. Possui 20 anos de experiência dedicados ao atendimento de empresas de grande e médio porte. Com passagens por Itau BBA, Unibanco, Pactual e Bozano, Simonsen.