Quanto do seu esforço virou progresso em 2025? Veja como avaliar

E dezembro é o mês em que isso dói mais. Porque é agora, ao olhar para o ano, que muitos percebem a verdade incômoda: o cansaço foi alto, mas o resultado não acompanhou

Bianca Juliano

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Semana passada, enquanto palestrava para um auditório cheio de assessores de investimentos, profissionais de diferentes perfis e níveis de maturidade, recebi uma pergunta que merece vir para esta coluna. Um assessor levantou a mão e disse, com uma sinceridade que tomou o ambiente:

“Bianca, eu trabalho muito. Muito mesmo. Mas, na prática, minha carteira não cresce. Por quê?

O silêncio após a pergunta dizia tudo. Esse é o drama invisível de grande parte dos profissionais do nosso mercado:

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E dezembro é o mês em que isso dói mais. Porque é agora, ao olhar para o ano, que muitos percebem a verdade incômoda: o cansaço foi alto, mas o resultado não acompanhou.

E essa pergunta precisa ser respondida.

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Ocupação não é indicador de performance

O que aprendi em quase duas décadas formando e acompanhando assessores é simples, embora frequentemente ignorado. No nosso mercado, ninguém é pago para estar ocupado. Somos pagos para crescer carteira com consistência, inteligência e método.

Ocupação cria a sensação de “estar fazendo”. Método cria evolução real. E a diferença é brutal.

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O erro mais comum: trabalhar sem unidade de medida

Respondi ao assessor da palestra com outra pergunta: “Qual é o seu objetivo comercial da semana? E o do dia?”

A resposta foi a mesma da maioria: “depende, vejo conforme as demandas chegam.” E aqui está o problema.

Sem um objetivo semanal e diário, claro, mensurável e inevitável, o assessor vira refém das circunstâncias. Responde ao que chega, reage ao que acontece, apaga incêndios, cansa, exaure e termina o ano sem crescimento real.

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A equação é implacável: não existe crescimento sem definição de esforço, e não existe esforço sem métrica.

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Objetivo semanal e objetivo diário, o sistema mínimo que muda tudo

O assessor que cresce não trabalha “quando dá”. Ele trabalha com unidade de medida.

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E a unidade mínima é formado por esta dupla:

Ambos precisam conter duas dimensões fundamentais:

O ciclo é simples: planejar, executar, medir, ajustar.

Sem plateia, sem chefe, sem esperar reconhecimento. É você com você.

No mercado financeiro, maturidade profissional é medida por esse ciclo.

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A pergunta que destrava a verdade

Depois de explicar isso, repeti algo que costumo dizer nas mentorias: “Se você mede o que faz, você cresce. Se você não mede, você se engana.”

Ele sorriu, ainda desconfortável, e disse: “então no fundo eu não trabalho pouco. Eu trabalho sem direção.”

Exato. Trabalhar sem direção cansa. Trabalhar com direção transforma.

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Dezembro, o mês em que a clareza pesa mais

Fim de ano traz fadiga, dispersão, urgências acumuladas e a sensação de corrida final. Mas nada é tão doloroso quanto perceber que o esforço de doze meses não virou o resultado esperado.

Por isso dezembro é o melhor mês para fazer a pergunta que quase ninguém faz: “O quanto da minha ocupação virou crescimento real?”

E, melhor ainda: “qual será o meu objetivo comercial de cada semana e de cada dia em 2026?”

Sem isso, o próximo ano será apenas uma repetição sofisticada de 2025.

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A verdade que ninguém gosta de admitir

Carteira cresce quando existe direção, rotina, constância, acompanhamento, desconforto produtivo e compromisso real com o planejado versus realizado.

Sem isso, a sensação de esforço nunca encontra o resultado. Ocupação não escala. Método escala.

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A reflexão que encerrou a palestra

Olhei para o assessor que fez a pergunta e para a sala inteira e disse: “Você não controla o humor do mercado, não controla ciclos, não controla juros. Mas controla seu esforço, sua direção e sua execução diária.”

E finalizei: “garanta que tudo o que você está fazendo agora está te levando ao seu objetivo comercial da semana e do dia.”

Então te pergunto, agora em dezembro: você está ocupado ou está crescendo? O que o seu ano te conta?

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Bianca Juliano

É especialista em vendas, assessoria de investimentos, atua como mentora, palestrante e é autora do livro “O Mínimo Esforço: o método de vendas que me levou à posição de sócia da XP Investimentos”.