Seguro-desemprego: trabalhador poderá receber até sete parcelas

Codefat aprovou pedido do ministro do Trabalho, mas medida só vale para trabalhadores de setores que estão demitindo mais

SÃO PAULO – O pedido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de estender o prazo de pagamento do seguro-desemprego, foi aprovado nesta quarta-feira (11) pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador). Com isso, o trabalhador de setores que mais estão demitindo poderá receber de cinco até sete parcelas do benefício.

De acordo com a Agência Brasil, o ministro afirmou que existe a possibilidade do benefício ser estendido por até 10 meses, com medida provisória, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinta necessidade.

Setores em crise

Segundo ministro, os setores cujos trabalhadores serão beneficiados não serão escolhidos “aleatoriamente”, “pois podem ocorrer solicitações indevidas”. Ele afirma que áreas como as da Construção Civil e Serviços “já estão revertendo a situação”.

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Os setores de siderurgia e mineração serão os prováveis beneficiados, segundo o ministro, já que registraram índices de empregabilidade muito baixos nos últimos três meses. Lupi ressaltou que as áreas beneficiadas serão aquelas que registrarem esse índice baixo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, de acordo com dados do Caged.

Projeto também prevê mais parcelas

Um projeto de lei, que tramita na Câmara, em caráter de urgência, também prevê o aumento do número de parcelas do benefício em, no mínimo, seis e, no máximo, dez. Hoje, é possível receber o seguro-desemprego em três, quatro ou até cinco parcelas, dependendo do tempo em que o trabalhador permaneceu empregado.