Relatora-geral do orçamento manterá mínimo de R$ 540

Na última quarta-feira, foi aprovado o salário dos parlamentares, presidente e vice-presidente de R$ 26.723,13

SÃO PAULO – A relatora-geral do Orçamento, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que vai manter no Orçamento Geral da União o salário mínimo de R$ 540.

As centrais sindicais, por sua vez, querem um valor mais alto, de R$ 580. No entanto, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou, nesta sexta-feira (17), que as chances do novo salário mínimo ser de R$ 580 são remotas. “É difícil fixar o mínimo em R$ 580, porque não tem orçamento”, disse, segundo a Agência Brasil.

Em outra ocasião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o salário mínimo acima de R$ 540 é um risco para o objetivo do governo de consolidar a situação fiscal em 2011. Segundo o ministro, 2011 será o ano da recuperação fiscal, que terá como riscos o reajuste a aposentados, o reajuste do mínimo acima de R$ 540, valor combinado anteriormente com as centrais sindicais, e se houver aumento de salário para os servidores públicos.

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Conforme foi aprovado pela Câmara dos Deputados e o Senado, na última quarta-feira (15), o salário dos parlamentares, presidente e vice-presidente será de R$ 26.723,13 a partir do dia 1º de fevereiro, data em que os novos deputados e senadores tomam posse.

Atualmente, os deputados e senadores recebem R$ 16,5 mil. No próximo ano, os parlamentares poderão receber 61,8% mais, fora as vantagens que recebem. Para o presidente da República, o reajuste seria de 134%, já que hoje ele recebe R$ 11,4 mil. Os ministros teriam um aumento de salário de quase 150%, pois hoje recebem R$ 10,7 mil.

Orçamento
O governo enviou, nesta sexta-feira, ao Congresso, proposta de corte de R$ 3 bilhões no Orçamento Geral da União. O valor é menor que os R$ 8 bilhões que foram citados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, como necessários para adequar o Orçamento.

“Felizmente não foi tão alto quanto a gente esperava. Os cortes foram em praticamente todas as áreas, pequenos percentuais. Assim, não fica pesado para ninguém”, afirmou a relatora.

Na educação, o corte será de R$ 500 milhões. Segundo Serys, o valor deverá ser praticamente compensado pelas emendas parlamentares para o setor. A relatora disse que manterá a verba extra para a saúde, que já estava prevista no relatório do senador Gim Argello (PTB-DF). De acordo com ela, serão quase R$ 300 milhões para a atenção básica e mais de R$ 757 milhões para os procedimentos de média e alta complexidade, o que totaliza R$ 1 bilhão a mais para a saúde.

O valor total do Orçamento Geral da União é de R$ 2,048 trilhões.