IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 5% em março, na comparação anual

Valor atingiu R$ 1.321,40. Na comparação com o mês anterior, rendimento ficou praticamente estável

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.321,40) não apresentou variação significativa (-0,2%) em março, na comparação com fevereiro. Já no confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.258,59, o valor aumentou 5%.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (24), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a março do ano passado, Salvador (4,4%), Belo Horizonte (3,2%), Rio de Janeiro (9,2%), São Paulo (4,7%) e Porto Alegre (1,5%) registraram alta no rendimento médio real da população ocupada. Apenas Recife apresentou queda no rendimento, de 2,1%.

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Na comparação com o mês imediatamente anterior, apenas duas regiões apresentaram alta: Salvador (2,2%) e Rio de Janeiro (2,3%).

Já em Recife, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre as quedas foram de 3,5%, 1,0%, 1,7% e 0,5%, respectivamente, na mesma base comparativa.

Autônomos, formais e informais

No ano, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 2,9%, mas permaneceu estável em março frente a fevereiro, atingindo R$ 1.102,10. A maior queda no mês passado foi registrada em Porto Alegre (-3,7%) e a maior alta no Recife (5,1%).

Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram alta de 8% no ano, e incremento de 1,1% em março, ficando em R$ 867,10. Salvador liderou a alta, que foi de 4,7%. A maior queda no mês coube a Recife (-6,3%).

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos acumularam aumento de 4,7% no ano. Em março, houve queda de 1,2%, registrando R$ 1.261,80. A maior alta coube a Recife (1,7 %). São Paulo registrou a maior queda, de 3,5%.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a fevereiro, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais que trabalham em Outros Serviços viram sua renda média cair 6,1%; profissionais do Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis também tiveram queda nos rendimentos, de 0,3%.

Os demais apresentaram alta: Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2%); Construção Civil (2,9%); Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,4%); Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (1,4%) e Serviços Domésticos (0,8%).

No confronto anual, apenas o setor Construção Civil apresentou queda, de 1,8%. Todos os outros grupamentos de atividade investigados pela PME apresentaram alta.