IBGE: rendimento médio do trabalhador não variou em fevereiro

Valor atingiu R$ 1.321,30, uma variação de -0,1%; em relação ao mesmo mês de 2008, houve alta de 4,6%

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.321,30) não apresentou variação significativa (-0,1%) em fevereiro, na comparação com janeiro. Já no confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.263,36, o valor aumentou 4,6%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a janeiro, Salvador (0,9%), Belo Horizonte (2,4%), Rio de Janeiro (1,7%) e Porto Alegre (1,0%) registraram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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Já em Recife e São Paulo, as quedas foram de 3,6% e 1,6%, respectivamente.

No acumulado do ano, quatro regiões apresentaram alta: Belo Horizonte (8,3%), Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo (3,8%) e Porto Alegre (2,2%).

Ao Recife e Salvador couberam as quedas na mesma base comparativa, de 2,9% e 1,0%, respectivamente.

Autônomos, formais e informais

No ano, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 6,7%, mas permaneceu estável em fevereiro frente a janeiro, atingindo R$ 1.092,50. A maior queda foi registrada em Recife (-5,3%) e a maior alta no Rio de Janeiro (0,5%).

Os salários dos empregados do setor privado sem registro também permaneceram estáveis em fevereiro, e aumentaram 0,4% no ano, ficando em R$ 856,10. Recife também liderou a alta, que foi de 4,4%. A maior queda coube a São Paulo (-6,6%).

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos aumentaram 0,9% fevereiro, atingindo R$ 1.274,90. No ano, houve aumento de 5,8%. A maior alta coube a Recife (2,6%). Em São Paulo, o valor se manteve estável.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a janeiro, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais da Construção Civil, Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, além daqueles que trabalham em Outros Serviços viram sua renda média cair em 0,3%, 6,3% e 1,5%, respectivamente.

Os demais apresentaram alta: Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (1,3%); Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (0,6%); Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4%) e Serviços Domésticos (1,6%).

No confronto anual, apenas o setor Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água apresentou queda, de 3%. Todos os outros grupamentos de atividade investigados pela PME apresentaram alta.